The Walking Dead - S04E14 - The Grove


Texto de Gabriel Martins

É assistindo episódios como este que lembro e me parabenizo por ter chego até aqui, após um longo e árduo caminho cercado de momentos que me fizeram pensar seriamente em desistir de assistir esta série.

Já disse isso algumas vezes, mas não me canso de gritar aos quatro cantos, como é bom quando TWD se esquece de tentar agradar ao telespectador de ocasião (aquele que tá "zapiando" a TV, vê uma série com zumbis e pensa: “Ah para, terei que pensar para ver isso? Ah não, coloca mais tiro aí!).

Centrado única e exclusivamente no quinteto Tyreese, Carol e o cast kids composto por Lizzie, Mica e Judith tentando chegar à terra prometida no tão longínquo terminal. Nesse meio tempo eles encontram uma casa e resolvem parar para descansar. E é aí que a coisa começa a degringolar. 

Arrisco dizer que este The Grove é um dos melhores episódios da série até então, se aprofundando de forma absolutamente corajosa aos confins da angustia em que se encontram estes personagens. Corretamente, o episódio reata a discussão sobre o limite que o ser humano precisa chegar para sobreviver naquela situação, o que, sem dúvida, é o carro chefe do seriado.


O episódio também não comete o erro de apenas conceder uma resposta fácil, aliás, não dá uma resposta, apenas nos mostra aquela realidade nua e crua. Chega, inclusive, a ser cruel a frieza e objetividade que forma a linha de raciocínio onde Tyreese e Carol decidem o futuro de Lizzie. Apesar de relutantes, a eliminação rápida das alternativas mais arriscadas definem esta dupla um grupo tão ou mais frio que a própria Lizzie.

Se antes havia apontado Lizzie como uma mini-Dexter, não posso deixar de comentar que nunca fiquei tão triste ao constatar que estava certo. Sendo a protagonista e conseguindo levar o episódio nas costas, Carol também tem aqui o ponto alto da trama e chega a ser memorável em quase todas as suas cenas, desde os segundos que espera para pensar se conta ou não para Tyreese sobre sua conduta na cadeia, até a forma como bate na perna com a faca ao ver o que sua jornada havia levado. Mas, sem dúvida nenhuma, a cena que irá povoar meus pesadelos e minhas lembranças por um bom tempo será a sequencia da morte de Lizzie, triste e melancólica na medida certa, tal qual foi a morte de Lori tempos atrás. 

Engraçado o contraponto que este episódio nos trás em relação ao último, onde temos um panorama mais otimista. Mas é aí que a série acerta, não há branco ou preto, tão pouco um caminho certo. Há apenas sobrevivência, nua e crua.


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