CRÍTICA | Madame


Direção: Amanda Sthers
Roteiro: Amanda Sthers
Elenco: Toni Collette, Harvey Keitel, Tossy de Palma, Michael Smiley, entre outros
Origem: França
Ano: 2017


A comédia é um dos gêneros que mais atrai o púbico para as salas de cinema, sejam aquelas com certo apelo dramático ou até mesmo o típicos besteirol norte-americano. O que dizer então de um filme que aborda temas como amor e infidelidade como pano de fundo, com uma estética que lembra muito os contos de fadas? Madame, o novo longa-metragem da cineasta parisiense Amanda Sthers (Je vais te manquer) nos apresenta esse panorama, contando ainda com um elenco talentoso e bem afiado.

A trama mostra o casal de norte-americanos Anne (Toni Collette) e Bob Fredericks (Harvey Keitel), recém chegados a Paris, e que resolvem dar um jantar para a alta sociedade. Ao notar que falta um lugar na mesa para se completar o número 13, a supersticiosa Anne veste Maria (Rossy de Palma), a empregada doméstica, com uma de suas roupas sofisticadas e a coloca junto aos demais convidados do jantar. Evidentemente ela não contava que David Reville (Michael Smiley), um multimilionário que acaba se apaixonando por Maria. A partir daí temos uma trama que envolve, emociona e diverte o espectador. 

O roteiro foca em duas linhas narrativas, a da linda história de amor entre um homem rico e uma mulher pobre, e a dos trambiques de Anne e Bob, que farão tudo para atrapalhar o casal, invejosos com a relação e frustrados com o próprio casamento, com pouca intimidade e traições. 

Foto: California Filmes

É de se esperar que o publico torça para que o romance, que iniciou sem grandes pretensões, dê certo, no entanto, o que realmente move a história são as ações de Anne. A expectativa é alta para saber o que ela e o marido farão para que o romance dos outros dois não vingue. Os diálogos são engraçados e irreverentes, fazendo com que as diversas situações cômicas não soem forçadas e funcionem dentro da proposta do filme.

Se por um lado temos um elenco divertido e uma trama consistente, por outro, temos personagens secundários que pouco acrescentaram à narrativa, sem grande desenvolvimento na trama. Isso é uma pena, pois se os demais personagens tivessem mais envolvimento da trama e nas ações dos protagonistas,  abririam-se ainda mais possibilidades para a obra entreter, sem evidenciar a limitação de trabalhar apenas com o quarteto.

É claro que não dá pra encerrar essa crítica sem falar do talento de Toni Collette (Pequena Miss Sunshine) e Harvey Keitel (O Grande Hotel Budapeste), sem esquecer do carisma e da imponência de Rossy de Palma (Julieta), atriz espanhola que se destaca em todo o filme em que atua. Isso aliado a competente direção de Sthers, temos um ótimo exemplar do gênero comédia, que o público, claro, adora.

Bom

Foto: California Filmes

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