Top 5: Guerra no Vietnã


Como é de costume, a arte imita a vida, e não é diferente com o Cinema. Muitos fatos históricos, ao longo dos anos, foram recontados através de filmes que retratam uma época, obras que exemplificam, para aqueles que não vivenciaram, o sentimento vivido naqueles tempos. Com o fim da Guerra do Vietnã, alguns filmes surgiram para contar o que foi aquele período obscuro da história norte-americana, bem como o sofrimento vivido pela população, soldados, entre outros. São longas que mostram com crueza visceral o que foram aqueles tempos. Me atrevo então a listar aqueles que considero os 5 melhores filmes do gênero. Vamos lá?


Rambo - Programado Para Matar (First Blood, 1982)

Por conta de suas várias sequências, que focavam em Sylvester Stallone como astro de ação,  muitos esquecem da mensagem por traz do filme original. Rambo, com seu bisonho subtítulo brasileiro Programado Para Matar, vai além de um filme de gênero e trata de um assunto muito abordado na década de 70 e início de 80, que é o pós-Vietnã. Ainda que a obra não se passe em meio ao conflito, tudo acontece em razão da guerra e por isso o longa está no meu Top 5, por mostrar de forma impactante como o soldado americano (que teoricamente fracassou) foi tratado perante a sociedade, somando a isso os traumas que carrega para o resto da vida.


Platoon (1986)

Platoon nos apresenta o ponto de vista de um pelotão americano em serviço no Vietnã, lidando com os temores dos recrutas por estarem naquele local e contando os dias para o retorno para casa. A obra retrata uma visão bem intimista do tema, visto que seu diretor Oliver Stone esteve na guerra. Charlie Sheen (sim, ele mesmo) é o protagonista, mas a cena que ficou marcada na história do Cinema, e que pode ser vista acima, foi a do personagem de Willem Dafoe, o sargento Elias, ajoelhado e levando as mãos ao céu no momento de sua execução.


Nascido Para Matar (Full Metal Jacket, 1987)

Stanley Kubrick. Dito esse nome, é preciso falar mais alguma coisa? Certamente não, mas elogios nunca são o bastante para a obra desse genial diretor. Na primeira metade de Nascido Para Matar, acompanhamos a transformação de jovens recrutas no quartel de treinamento, onde são hostilizados pelo sargento Hartman, nesse que é o grande trunfo da obra. As cenas dessa primeira parte são hipnotizantes, tensas, engraçadas de certa forma (acho que a graça aqui é uma válvula de escape). Já na segunda metade, somos apresentados a guerra em si, e as ironias do soldado Joker. Filmaço!


O Franco Atirador (The Deer Hunter, 1978)

Lembro-me da primeira vez em que assisti O Franco Atirador, que grata surpresa. O que me levou ao filme foi Robert De Niro, pois como fã assumido do ator, cultivo a vontade de conferir sua filmografia completa. Então descobri que Meryl Streep, John Cazale e Christopher Walken estavam no elenco e que, em sua trama, o tema que intitula esse post estava presente. Um filme que fala especialmente sobre amizade e sobre as transformações que um evento traumático podem acarretar nessa relação. Um filme primoroso, com interpretações inesquecíveis.


Apocalypse Now (1979)

Apocalypse Now é o primeiro da lista por ter se tornado o filme referência para o gênero. A obra-prima de Francis Ford Coppola lida com todos os aspectos que envolvem a Guerra do Vietnã de forma incrível e com uma técnica de direção impressionante. Ao assistir algumas cenas, fica fácil entender o porquê do diretor pensar em suicídio durante as filmagens. Aliás, os bastidores da produção acabaram gerando um documentário, intitulado O Apocalipse de um Cineasta. Algumas cenas ficaram eternizadas, como a frota de helicópteros ao som da "Cavalgada das Valquírias", ou a frase emblemática de Robert Duvall em meio ao caos. Fora Marlon Brando: "O horror! O horror".

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