Top 5: Dia dos Pais


Para celebrar o Dia dos Pais, resolvi fazer um rápido Top 5 com alguns dos filmes que logo vem a minha mente quando penso no tema paternidade. Certamente várias obras célebres ficaram de fora da lista, mas esses são longas que, através do cinema, me mostraram um pouco do que é ser pai, e que espero poder por em prática um dia. Bora conferir?


Sam Dawson | Uma Lição de Amor (2001)
Imaginem um adulto que tem a capacidade mental de uma criança. Esse é o personagem vivido por Sean Penn em Uma Lição de Amor (I Am Sam). Um homem com uma deficiência intelectual e que se vê numa situação desesperadora, na iminência de perder a guarda da filha de 7 anos após terem sido abandonados pela mãe da criança. Sam então contrata uma advogada (Michelle Pfeiffer) que trabalhará para que o pai não perca a guarda da filha. Um filme emocionante e de interpretações marcantes, sem dúvidas, embalado por uma trilha sonora que é tributo aos Beatles.



George Banks | O Pai da Noiva (1991)
Das comédias vividas por Steve Martin essa é, certamente, a minha preferida, junto com a sua sequência igualmente boa, O Pai da Noiva - Parte II (Father of the Bride Part II, 1995). Imagine que você criou uma relação de amor e afetividade com sua filha desde a infância até a fase adulta, até que chega o momento em que ela se apaixona e vai casar. Essa deve ser uma situação desesperadora para qualquer pai, e Martin, através de seu humor característico, sabe passar isso para a tela como ninguém. Um filme divertidíssimo, e ao mesmo tempo tocante, indispensável para os amantes de uma boa comédia família.



Chris Gardner | À Procura da Felicidade (2006)
O terceiro lugar do Top 5 ficou com Will Smith e seu filho Jaden Smith, em À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). Baseado na história real de Christopher Gardner, um homem batalhador, que apostou em diversas oportunidades na vida, mas que nunca havia conseguido ser bem sucedido em suas tentativas. Após ser abandonado por sua esposa, cansada da vida cheia de dívidas e incertezas do marido, Gardner sai em busca de um sonho, portando apenas de sua maleta e seu filho, sem ter nem mesmo onde morar. O final da história você pode até imaginar, mas aconselho que assista ao filme, vale muito a pena.



Guido Orefice | A Vida é Bela (1997)
Histórias que retratam a 2ª Guerra Mundial e o Holocausto me chamam a atenção e me comovem por si só. Em A Vida é Bela (La Vita è Bella) não foi diferente, especialmente por acompanharmos uma trama atípica, pois o filme é um romance, uma comédia, que aos poucos se transforma e mergulha nas atrocidades vividas pelos judeus naquele tempo, sem perder a ternura da relação de um pai (Roberto Benigni, vencedor do Oscar daquele ano) que a todo custo tenta proteger seu pequeno filho da terrível realidade que o rodeia. Com o perdão do trocadilho, é uma das mais belas obras que já tive o prazer de assistir. Puro coração.



Ted Kramer | Kramer vs. Kramer (1979)
O primeiro lugar ficou com Dustin Hoffman por seu papel em Kramer vs. Kramer, filme que venceu a quase todos os prêmios que concorreu no Oscar daquele ano (melhor filme, diretor, roteiro adaptado, ator e atriz coadjuvante para Meryl Streep). A história do pai que se preocupava constantemente com o sucesso no trabalho afim de prover para sua família, mas que acabava por esquecer de fomentar o amor para com o filho e a mulher. E é justamente quando essa segunda abandona os dois (o tema abandono foi constante nesse Top) por não aguentar mais tal situação, Ted Kramer percebe o real valor de ser pai, enfrentando as adversidades de criar seu pequeno filho sozinho, trabalhar e cuidar da casa. No começo é um desastre, que com um tempo se transforma numa bela história. Pode parecer clichê, mas o filme está longe disso. Se ainda não assistiu, assista. Interpretações verdadeiramente marcantes.

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