Doctor Who: 3ª Temporada


Seguindo com minha maratona dessa série incrível que é Doctor Who, chego ao fim da 3ª temporada, um ano que trouxe mudanças significativas para a trama, à começar pela troca da companion, algo que eu até então não havia presenciado. Como fiz anteriormente com a Season 1 e 2 (vocês podem conferir AQUI e AQUI), a seguir farei um balanço sobre a temporada. Sempre é bom lembrar que não tenho conhecimento algum dos eventos que seguirão nas temporadas seguintes.

Abordarei aspectos da trama, desenvolvimento dos personagens, atuações, roteiros, episódios favoritos, efeitos especiais, entre outros. Dito isso, o texto pode conter alguns spoilers, portanto sintam-se avisados. Vamos lá? Allons-y!


 THE DOCTOR 

Esse 3º ano foi intenso para o Doutor, não somente pelos eventos sempre frenéticos que o protagonista enfrenta, mas principalmente pelo constante "fantasma" de Rose Tyler que o assombrou ao longo de toda a temporada. O personagem (que segue interpretado por David Tennant) não se recuperou plenamente dos eventos ocorridos em "Doomsday", e isso refletiu na forma com que ele se relacionou com sua nova companion e com os demais a sua volta. Ligeiramente mais intolerante para com o risco que seus protegidos sofrem, o que o tornou um pouco mais impiedoso para com os inimigos. Características latentes no 9º Doctor, que segue sendo meu favorito. É claro que isso não atrapalhou o carisma de Tennant, que segue sendo galanteador, engraçado e, porque não, levemente convencido (no bom sentido, porque ele pode ser), uma característica marcante do personagem.


 THE COMPANION 

Martha Jones (Freema Agyeman) é a companion da vez. Após conferir os 13 episódios dessa temporada, pude perceber o porquê da personagem não ser tão querida pelos whovians: o roteiro simplesmente não a favoreceu. A começar pelo beijo que recebe do Doutor logo no primeiro episódio em que aparece, algo que os fãs aguardavam ansiosamente que acontecesse com Rose Tyler, mas não ocorreu.

Além disso, a culpa que o Doctor sente pelo que aconteceu com sua antiga companion, fez com que Martha fosse repelida em diversos momentos da temporada (a insistência da moça em sua paixão também não ajudou). A atriz, em si, mostrou-se talentosa, mas faltou carisma. Nem mesmo a reviravolta final da temporada conseguiu ajudá-la nesse sentido, o que resultou na despedida da personagem junto ao fim do 3º ano.


 ROTEIRO / EPISÓDIOS 

Já disse nas reviews anteriores e volto a frisar, o roteiro é o grande trunfo de DW, e na Season 3 não foi diferente. Como resultado, tivemos episódios excelentes ao longo da temporada, como "The Shakespeare Code", onde os personagens encontram William Shakespeare em uma trama que envolve bruxaria. Impossível não citar também o capítulo duplo "Human Nature" e "The Family of Blood", quando o Doutor apaga sua memória e se faz passar por humano durante um longo período do ano de 1913, tudo para derrotar uma família de alienígenas perigosa. Uma decisão que acaba resultando em trágicas consequências para a comunidade local.

Há um episódio, no entanto, que merece um parágrafo só para ele. Sim, estou falando de "Blink". Em uma trama envolvente e cheia de mistério, o roteiro de Steven Moffat sabe trabalhar com diversos aspectos de espaço/tempo que a série é tão rica em mostrar, criando uma trama singular, que pode ser assistida por qualquer pessoa, seja ela fã da série ou não. "Blink" é protagonizado pela bela e talentosa Carey Mulligan, que está tão bem no papel que nos faz querer que a atriz não deixe a série (algo que inevitavelmente acontece). Todo o carisma que falta em Martha Jones, Sally Sparrow carrega com ela. Não há muito mais a dizer, você precisa assistir. Quanto a mim, já iniciei minha maratona da 4ª temporada e, quando terminar já sabem, terá review no blog.


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Comentários

  1. Grinlock e the shakespeare code sao bons. Mas the Lazarus experience eh especial por ter sido o primeiro DW que eu assisti.

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    1. Essa temporada foi muito boa, foi até difícil escolher só alguns episódios pra destacar. Mas meu favorito é Blink, sem dúvida.

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