Top 10 | Melhores Filmes de 2014


Olá cinéfilos! Como já é de costume desde 2012 (clique AQUI para conferir os tops dos anos anteriores), listarei aqueles que, na minha opinião, foram os melhores filmes de 2014. Foram considerados todos os longa-metragens lançados comercialmente ou em festivais de cinema no Brasil no ano passado, portanto, vocês notarão que haverá um ou outro filme de 2013 na lista, visto que seu lançamento em nosso país aconteceu apenas no ano seguinte. Consequentemente, filmes de 2014 que não estrearam nos cinemas ou nas locadoras não foram considerados (mais precisamente, filmes baixados antes do tempo não vale).

Falarei brevemente sobre cada obra citada, algumas delas já possui crítica postada no blog, portanto para uma análise mais completa, não deixem de conferir os textos. Claro que nenhuma lista é definitiva e, infelizmente, não consegui assistir todas as obras lançadas no ano que passou, portanto alguns bons filmes podem ter ficado de fora, simplesmente por não ter tido a oportunidade de assisti-los. Também é obvio que minha opinião pode divergir da sua e, por isso, a aba de comentários está aberta para que vocês possam listar seus favoritos. Fica a menção apenas de que esses 10 filmes merecem ser vistos. Dica dada, vamos lá?


10. Guardiões da Galáxia 
(Guardians of the Galaxy)

A maior surpresa do ano também se tornou o filme mais divertido de 2014. Difícil encontrar alguém que não gostou de Guardiões da Galáxia. Com uma trama que não se leva a sério, o mais recente sucesso da Marvel Studios soube apresentar personagens extremamente carismáticos e cativantes, que ganharam a admiração de espectadores em todo o mundo, resultado que refletido no sucesso de bilheteria. Como não gargalhar com a dancinha de Peter Quill (Chris Pratt) ou não se emocionar com o "We are Groot" da nossa árvore falante favorita? Tudo isso numa atmosfera de aventura espacial que mistura Star Wars com O Quinto Elemento, o diretor James Gunn (Super) deu vida a uma franquia que deve sobreviver por anos.

Clique AQUI para ler minha crítica de Guardiões da Galáxia publicada em agosto de 2014. Ou então escute nosso PODCAST falando sobre o filme.
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9. A Gangue 
(Plemya)

Assisti a essa obra durante a itinerância da Mostra Internacional de Cinema, em Santos. Totalmente contado através de linguagem de sinais, o filme narra a história de um adolescente que chega a um internato para deficientes auditivos e ingressa no submundo controlado pelos estudantes. Para a grande maioria, como eu, que não conhece a língua de sinais, o filme transforma-se quase que num espetáculo teatral, em que os atores transmitem emoção unicamente através da linguagem corporal e das expressões. Totalmente filmando em longos planos sequências, o longa-metragem ucraniano mostra-se ainda interessante pelo primor técnico, numa narrativa que visita os aspectos mais obscuros da adolescência.

Clique AQUI para ler minha crítica de A Gangue publicada em dezembro de 2014. Trata-se do terceiro texto do post.
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8. Mesmo Se Nada Der Certo
(Begin Again)

O diretor John Carney já havia nos presenteado em 2006 com o melancolicamente belo Apenas Uma Vez (Once), onde nos mostrava sua visão de uma história de amor para com a música e embalada pela mesma. Em Mesmo Se Nada Der Certo a temática não é muito diferente, mas ganha maior alcance por seus protagonistas hollywoodianos e sua atmosfera positiva de recomeço. Há momentos particularmente inspirados, como quando Mark Ruffalo escuta a canção de Keira Knightley e imagina os instrumentos tocando a sua volta, criando a melodia que seria escutada mais tarde. Trata-se de uma obra que através da música e de sua forma simples de contar sua narrativa, conquistou muitos admiradores, assim como a oitava posição desse Top.

Clique AQUI e escute a deliciosa música tema de Mesmo Se Nada Der Certo, interpretada por Adam Levine, vocalista da banda Maroon 5.
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7. Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum 
(Inside Llewyn Davis)

Inside Llewyn Davis é um filme bem diferente do que estive acostumado a assistir dos Cohen (e aqui confesso minha imensa culpa de não ter assistido muitos filmes dos irmãos até aqui). No entanto, 3 elementos me fizeram mergulhar de cabeça na trama.

Primeiro a atmosfera fria e melancólica da Nova dos anos 60, que eliminava quase todas as cores da tela numa fotografia belíssima. Segundo o humor irônico dos Cohen permeando as entrelinhas de cada diálogo, há situações tragicamente hilárias que dão o tom da obra. Por fim, a atuação de Oscar Isaac, que se ainda não é conhecido do grande público, o será após a estreia do aguardado novo Star Wars. Llewyn Davis é um cara comum, que normalmente não faz escolhas certas na vida, que "luta" como pode pra sobreviver, e ainda tem um ego inflado. Um alguém cheio de defeitos e, por conta disso, um personagem a se admirar na grande tela. Repito. Oscar Isaac, esse rapaz ainda dará o que falar.
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6. 12 Anos de Escravidão
(12 Years a Slave)

O vencedor do Oscar desse ano não poderia ficar de fora da lista. Não pelo status que adquiriu, mas sim porque é indubitavelmente um grande filme. 12 Anos de Escravidão conta o tipo de história que, assim como as ocorridas no Holocausto, por exemplo, precisam ser contadas e recontadas, para nunca serem esquecidas. E quando trabalhos de tamanha importância caem nas mãos de diretores talentosos, o resultado não podia ser diferente. Steve McQueen (Shame) aprimorou a técnica de seus trabalhos anteriores e certamente entregou seu melhor longa até o momento. A violência é presente e necessária dentro do contexto da obra e choca, como deve ser. E pensar que o lançamento do Bluray do filme foi renegado no Brasil. Vai entender.

Clique AQUI para ler minha crítica de 12 Anos de Escravidão, publicada em fevereiro de 2014.
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5. Boyhood - Da Infância à Juventude
(Boyhood)

Não me recordo de um projeto tão ambicioso - no que diz respeito a longevidade - do que este de Richard Linklater (Escola de Rock). Sei que já houveram trabalhos documentais similares, mas nunca havia ouvido falar de um diretor que filmou sua obra por 12 anos, 1 semana ao ano, acompanhando o crescimento de um garotinho desde a infância até sua entrada na fase adulta. E Boyhood trata justamente disso. É um filme sobre a juventude, sobre a vida. É claro que o retrato em tela carrega muito da cultura norte-americana e seus costumes, como o patriotismo, a admiração pelo exército, o porte de arma de fogo em residências. Isso em nada diminui a nossa identificação com a obra ou com os personagens, muito em função da perspicácia de Linklater em focar momentos chave da descoberta de todos nós como seres humanos.

Clique AQUI para ler minha crítica completa de Boyhood - Da Infância à Juventude, publicada em novembro de 2014.

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4. O Grande Hotel Budapeste
(The Grand Budapest Hotel)

Wes Anderson (Moonrise Kingdom) parece ter atingido seu ápice criativo em O Grande Hotel Budapest. O diretor aqui realiza seu melhor trabalho desde Os Excêntricos Tenenbaums, unindo seu estilo visual único - ângulos, figurinos, fotografia -, um roteiro redondo e coeso com seu jeito bem humorado de narrar suas histórias, tudo isso somado a um elenco estelar. Se isso não bastasse, o protagonista, Ralph Fiennes, entrega sua melhor interpretação desde A Lista de Schindler; e veja que estou falando do competente Fiennes, ator de grandes papéis ao longo da carreira.

É uma pena que o filme tenha entrado em cartaz apenas em circuito limitado pelo Brasil, pois trata-se do tipo de obra que serve como uma aula de cinematografia. Merece ser visto e revisto.
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3. Garota Exemplar
(Gone Girl)

Garota Exemplar é outro exemplo de refinamento do trabalho de um diretor. David Fincher (A Rede Social) é um dos grande nomes de sua geração e certamente figura entre os melhores cineastas da atualidade. Sua competência habitual atrás das câmeras garante á obra seu estilo inconfundível, que caí como uma luva para a história do "amazing Amy".

Através da montagem,  Fincher estabelece uma narrativa eficiente para uma trama repleta de reviravoltas e mudanças de ponto de vista, e isso confere uma das melhores experiências do ano nas salas de cinema. É chocante quando necessário e irônico quase que a todo momento, restando ainda tempo para uma elaborada crítica ao jornalismo sensacionalista, que transforma o sequestro de um ser humano em um produto televisivo altamente lucrativo. Não à toa o poster promocional faz essa alusão.

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2. O Lobo de Wall Street
(The Wolf of Wall Street)

Sabe aquela eterna piada com o fato de Leonardo DiCaprio nunca ter ganho o Oscar? Pois é, depois de O Lobo de Wall Street, me pergunto o que mais ele precisará fazer para vencer o prêmio. Absolutamente tomado pelo papel, o ator é dono do filme e brilha como nunca, nesse que é um dos melhores longas da extensa e competente filmografia de Martin Scorsese (O Aviador).

Um longa extremamente engraçado, adulto e chocante, tamanhos os absurdos vistos em tela. E talvez seja isso, aliado a genialidade de Scorsese (sempre moderno em sua linguagem), que faça dele uma obra tão boa.

Clique AQUI para ler minha crítica de O Lobo de Wall Street, publicada em janeiro de 2014.

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1. Interestelar
(Interstellar)

O melhor filme de 2014, na opinião desse que vos fala, foi Interestelar. Uma obra que dividiu muito o público, pois houve quem amou e quem odiou. Felizmente, estou entre aqueles que amaram o novo trabalho de Christopher Nolan (A Origem).

Trata-se do longa que proporcionou a melhor experiência cinematográfica do ano. Ri, torci e me emocionei com a jornada do pai que fez uma promessa para sua filha, e tenta de todas as formas voltar para ela, enquanto simultaneamente esta envolvido em uma missão para salvar a humanidade. É um excelente drama familiar fantasiado de ficção científica. Permite discussões interessantíssimas.

Clique AQUI para ler minha crítica de Interestelar, publicada em novembro de 2014. Você também pode escutar nosso PODCAST analisando o filme.

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Menção Honrosa: O Abutre, Amantes Eternos, Chef, Ela, Nebraska e Praia do Futuro.

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