Aviso: Esta análise é, em sua grande maioria, sem spoilers, mas fiquem calmos, a trama como um todo não tem grandes surpresas ou revelações que estragariam o prazer de ver a série.
Uma ideia simples, que cativa mais por seu intertexto e sua execução do que pelo buzz sci-fi que se esperava.
Produzido pelos irmãos Wachowski (Matrix) e J. Michael Straczynski (Guerra Mundial Z), a trama traz oito estranhos: Will (Smith), Riley (Middleton), Capheus (Ameen), Sun (Bae), Lito (Silvestre), Kala (Desai), Wolfgang (Riemelt) e Nomi (Clayton).
Produzido pelos irmãos Wachowski (Matrix) e J. Michael Straczynski (Guerra Mundial Z), a trama traz oito estranhos: Will (Smith), Riley (Middleton), Capheus (Ameen), Sun (Bae), Lito (Silvestre), Kala (Desai), Wolfgang (Riemelt) e Nomi (Clayton).
Cada indivíduo é de uma cultura e parte do mundo diferentes. Em seu cotidiano, todos subitamente têm uma visão da violenta morte de uma mulher chamada Angelica e, a partir de então e de repente, descobrem estar mental e emocionalmente ligados um ao outro, sendo capazes de se comunicar, sentir e apoderar-se do conhecimento, linguagem e habilidades alheios. A esse tipo de dom é dado o nome de Sensate. Enquanto tentam descobrir como e porquê esta conexão aconteceu, e o que isso significa, um misterioso homem chamado Jonas (Naveen Andrews) tenta ajudar os oito. Em contrapartida, outro estranho chamado Whispers (Terrence Mann) tenta caçá-los, usando o mesmo poder "sensate" para ganhar acesso total a uma mente (pensamentos/visão) depois de olhar em seus olhos. Cada episódio reflete os pontos de vistas dos personagens, que interagem uns com os outros, aprofundando suas origens, suas diferenças e experiências passadas que possam uni-los.
Trailer Legendado
Para quem já conhece as séries originais da Netflix é comum entendermos que seu conceito se baseia, basicamente, em um grande filme separados em episódios com durações variáveis de uma hora em média. Por isso, é muito fácil identificarmos nessas 12 horas um primeiro, segundo e terceiro ato.
É justamente nesse conceito que reside sua primeira falha, em seu primeiro ato. Por volta dos quatro primeiros episódios, é comum escutar as pessoas reclamarem que a série é muito chata e lenta. E, de fato é! Nestes capítulos me peguei diversas vezes pensando "Para que estou vendo isso? Não tem trama, não tem antagonista definido, não sei nem exatamente o que eles tem". Inclusive, um dos pontos do primeiro ato é a apresentação dos personagens e seus objetivos, e até nisso a série falha, afinal, são 8 protagonistas que intercalam durante os episódios.
Uns são muito interessantes como Sun, Will e Lito, já outros... bem... você não se importaria tanto se eles tivessem Stark no nome. São eles: Wolfgang, Nomi, Aml, Karla e Kiley. Estes primeiros episódios, aliás, se mostram pouco imaginativos e não se parecem em nada com um produto que tenha saído da mesma cabeça daqueles que criaram Matrix.
Até esta cena do quarto episódio, What's Going On?...
Aqui foi a primeira vez que a série conseguiu sair da caixinha, explorando seus conceitos de maneiras diferentes e principalmente movendo a trama para alguma direção. Foi a partir desta cena que me dei conta do potencial que Sense8 poderia ter e parece que os roteiristas tiveram esse mesmo insigh (demorou, mas perceberam).
Reparem na simplicidade dessa cena e, principalmente, se levarmos em consideração o intertexto que permeia toda a série: a empatia.
Como uma música, alguns momentos ou sentimentos podem gerar empatia entre pessoas que não se conhecem, criando um link entre todos eles. Sem muitas explicações ou diálogos conseguimos entender exatamente o que se passa na cena que possui uma sensibilidade tocante.
E finalmente se iniciou o segundo ato, que abordarei no meu próximo post!
Afinal, parece que os Wachowski são tudo isso.
Afinal, parece que os Wachowski são tudo isso.

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