CCXP 2015 | Foi épico, nos vemos em 2016!


Cheguei ao último dia de CCXP 2015 bastante exausto fisicamente. Três dias de intenso bater de pernas não é pra qualquer um, mesmo tudo sendo extremamente prazeroso, afinal, fazer o que amamos é gratificante. Estava tão cansado que perdi a hora de acordar, o que me deixou bastante preocupado pois a intenção era chegar bem cedo ao evento para garantir presença no auditório Cinemark e consequentemente nos principais painéis do dia. Felizmente, eu consegui.

Dia 4

A fila para acessar o pavilhão era imensa e dava volta em 4 "caracóis" antes de chegar em mim. Por sorte, a primeira atração do dia seria um painel especial com o ator Misha Collins, o Castiel de Supernatural, onde o auditório seria lotado para logo em seguida ser esvaziado com mais 2.500 pessoas. Mesmo assim fui um dos últimos a acessar o espaço, o que me garantiu um lugar vazio na extrema lateral da sala, atrás de uma pilastra que me impedia de enxergar o palco principal. Por sorte, a Comic Con Experience se preocupou com isso e estruturou seu auditório adequadamente para a ocasição. Eram 3 grandes telas por todo o espaço, o que garantia que todos pudessem acompanhar as atrações sem esforço, de qualquer canto da sala, e isso foi ótimo para quem esteve por lá nos 4 dias.

O primeiro painel foi com o figurinista de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, que revelou curiosidades interessantes a respeito dos figurinos do filme e também de detalhes que virão nos próximos filmes.

Em seguida, sem muita demora, houve a pré-estreia exclusiva de Creed: Nascido Para Lutar, estrelando Michael B. Jordan (que gravou um vídeo especial para a CCXP) e Sylvester Stallone, que topou retornar ao papel de Rocky Balboa mais uma vez. Não entrarei em detalhes sobre o filme aqui pois pretendo escrever uma crítica detalhada a respeito, mas posso adiantar à todos que os boatos de que Stallone pode ser indicado ao Oscar não são exagerados. Como não podia ser diferente, seu personagem é a alma da obra, e seu carisma atinge em cheio a nostalgia dos espectadores. Assistir Creed no evento foi uma experiência única, especialmente no momento da tradicional luta final. Era como estar presente dentro da tela, com todos torcendo, gritando e explodindo de emoção. Foi surreal.


Uma das coisas que me deixou satisfeito nos 2 dias que passei no auditório do evento é o gerenciamento do tempo. O intervalo de 15 minutos entre um painel e outro é respeitado, e de pouco em pouco tempo temos uma nova atração pra assistir. E que atração, já que o painel seguinte foi com Jim Lee e a lenda Frank Miller. Uma pena, no entanto, que boa parte das pessoas que se ofereceram para fazerem perguntas estavam preocupadas em se beneficiar da situação com um autógrafo ou foto do que contribuir para o grande painel que aquela dupla poderia ter proporcionado ao público presente. Uma situação que tornaria-se recorrente também no último painel da noite.

Quando Adam Sandler, Terry Crews, Jorge Garcia, Taylor Lautner e Frank Coraci adentraram ao palco, a recepção foi insana. A energia ali era grande, como fora no outro painel da Netflix, na sexta-feira anterior. O elenco e diretor de The Ridiculous Six (primeiro de uma série de projetos vindouros de Adam Sandler com a Netflix) deram um show de carisma e retribuição de carinho ao público presente, era visível a alegria por estarem ali. Coraci chegou a declarar em sua conta no Instagram que ele se sentiu como um Beatle, no auge do sucesso. Terry Crews foi um show a parte. Tirou a camisa, balançou os músculos do peitoral, fez sua série de exercícios do comercial de desodorante e ainda cantou "A Thousand Miles", provavelmente sua cena mais memorável no cinema, pelo filme As Branquelas. Foi uma conexão perfeita entre platéia e artista.


O lado negativo foi, como destaquei anteriormente, parte do público que se ofereceu para fazer perguntas. Era um festival de "sou seu fã, posso tirar uma foto", "sou sua fã, posso te entregar um presente", e por aí vai. Isso realmente me incomodou, e percebi que grande parte da platéia também, pois ensaiaram-se vaias e lamentações. Felizmente, o painel encerrou com chave de ouro quando o elenco anunciou que todos ali teriam uma pré-estreia exclusiva do filme, naquele exato momento. Não pude ficar para ver o filme, pois queria dar mais uma volta na feira antes do encerramento, mas quem ficou se divertiu.

Antes de finalizar, gostaria de fazer uma menção honrosa ao painel de celebração à TV Pirata, que encerrou as atrações do auditório na noite anterior, com a presença de Diogo Villela e Ney Latorraca. Público e convidados se divertiram e se emocionaram lembrando das esquetes do irreverente programa, algumas delas surpreendentemente atuais.

E assim encerrou-se a Comic Con Experience 2015. Um lugar com uma energia singular, com um senso de comunidade que nunca havia presenciado e que proporcionou grandes momentos para quem lá esteve. Foi épico! E em 2016 também será, não tenho dúvidas. Até lá!


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