Top 10 | Melhores Filmes de 2015


Olá cinéfilos! Como já é de costume desde 2012 (clique AQUI para conferir os tops dos anos anteriores), listarei aqueles que, na minha opinião, foram os melhores filmes de 2015. Foram considerados todos os longa-metragens lançados comercialmente ou em festivais de cinema no Brasil neste ano, portanto, vocês notarão que haverá um ou outro filme de 2014 na lista, visto que seu lançamento em nosso país aconteceu apenas no ano seguinte. Consequentemente, filmes de 2015 que não estrearam nos cinemas, em locadoras ou via streaming não foram considerados (mais precisamente, filmes baixados antes do tempo não vale).

Falarei brevemente sobre cada obra citada, algumas delas já possui crítica postada no blog, portanto para uma análise mais completa, não deixem de conferir os textos. Claro que nenhuma lista é definitiva e, infelizmente, não consegui assistir todas as obras lançadas no ano que passou, portanto alguns bons filmes podem ter ficado de fora, simplesmente por não ter tido a oportunidade de assisti-los. Também é obvio que minha opinião pode divergir da sua e, por isso, a aba de comentários está aberta para que vocês possam listar seus favoritos. Fica a menção apenas de que esses 10 filmes merecem ser vistos. Dica dada, vamos lá?


10. Corrente do Mal 
(It Follows)


Fazia tempo que não via um bom filme de terror no cinema. Trata-se de um gênero desgastando, cujas fórmulas e ideias não mais funcionam em tempos tão céticos em que vivemos. Aliás, os filmes de terror passaram a ser motivo de risos na sala de cinema e não o contrário. E por isso Corrente do Mal figura nessa lista, por trazer uma boa ideia à tona e explora-la com uma direção apurada, que valoriza o suspense e o temor psicológico do espectador. Não espere sustos baratos aqui, daqueles que você pula da cadeira porque a trilha sonora aumentou repentinamente. Corrente do Mal foge desses clichês, ao mesmo tempo em que abraça outros que fazem jus ao roteiro. Não entrarei em detalhes sobre a trama, pois fui ao cinema completamente no escuro e acredito que essa seja a melhor forma de encarar a obra. Permita-se ser surpreendido.
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9. A Pele de Vênus 
(La Vénus à la fourrure)


Demorou inacreditáveis 2 anos para que estreasse no Brasil a mais recente obra de Roman Polanki (Deus da Carnificina), um dos diretores mais fascinantes de sua geração. O cineasta segue em plena forma cinematográfica, de forma que compará-lo a vinho seria uma expressão adequada, ainda que clichê. A Pele de Vênus traz apenas 2 protagonistas (Emmanuelle Seigner e Mathieu Amalric) contracenando em 1 único cenário: o palco de um teatro. Trata-se de um diretor à procura de uma protagonista para sua nova peça e um atriz não convencional que aparece atrasada para o teste, mas acaba sendo beneficiada por uma chuva torrencial que os deixa isolados no local durante horas. Polanski é conhecido por sua habilidade em filmar em ambientes fechados (vide sua famosa trilogia do apartamento), e aqui o faz novamente com maestria, valorizando seus atores e o próprio roteiro.
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8. Que Horas Ela Volta?
(idem)


O único filme nacional da minha lista foi também a escolha do país para tentar uma vaga de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2016. Infelizmente, Que Horas Ela Volta? acabou ficando de fora da briga, muito provavelmente por conta de sua temática predominantemente local. Isso diminui a obra de alguma forma? É evidente que não. O filme de Anna Muylaert (Chamada a Cobrar) traz uma narrativa envolvente, com uma direção cuidadosa e grandes interpretações, sobretudo de Regina Casé (Eu, Tu, Eles) e Camila Márdila (O Outro Lado do Paraíso). É uma história sobre maternidade, sobre abrir mão de sonhos visando um objetivo, um conto sobre adequação, libertação e a mudança de gerações. Há muito a se ler nas entrelinhas de Quer Horas Ela Volta?, o que valoriza a experiência de assisti-lo.


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7. O Ano Mais Violento
(A Most Violent Year)


Um filme que traz Oscar Isaac (Star Wars: O Despertar da Força) e Jessica Chastain (A Colina Escarlate) como protagonistas já seria o suficiente para atrair minha atenção. Felizmente, O Ano Mais Violento vai muito além do talento de seus atores, construindo o retrato de uma Nova York no início da década de 80 (1981, sendo exato), quando chefões do crime ainda dominavam a cidade e retaliações (leia-se assassinatos) diárias eram comuns e estampavam as páginas dos jornais. Abel Morales (Isaac) é um imigrante ambicioso que luta para construir seu império ao passo que tenta proteger sua família das consequências que isso pode causar. Anna (Chastain) é sua esposa, filha de um famoso mafioso local, e de temperamento explosivo, o que a difere do marido. É como se O Poderoso Chefão tivesse atravessado as décadas e chego a 1981 (guardadas as devidas proporções, evidentemente).


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6. Perdido em Marte
(The Martian)

Uma das gratas surpresas de 2015 foi esse Perdido em Marte, de Ridley Scott (Êxodo: Deuses e Reis). Com uma direção bastante arrojada, algo que não estávamos acostumados a assistir em sua filmografia, Scott nos apresentou uma jornada dramática repleta de tons cômicos, um filme alto astral, que em muito deve ao carisma de seu protagonista. Confesso não ser grande fã de Matt Damon (Interestelar), mas seu carisma e talento são inegáveis, e isso é visto em tela como nunca. Não seria uma surpresa uma indicação ao Oscar, assim como não seria surpreendente ver a direção sendo reconhecida a esse ponto. Perdido em Marte é um blockbuster com conteúdo, ao mesmo tempo em que é um feelgood movie, que além dos destaques que já citei, ainda tem uma série de coadjuvantes de luxo, que integram a obra com propósitos bem estabelecidos. O chamado "filmaço" que merece ser assistido. Espero que você tenha visto no cinema.
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5. Divertida Mente
(Inside Out)

A Pixar está de volta. E isso por si só já seria motivo suficiente para que Divertida Mente figurasse nessa lista, mas o estúdio vai além e entrega não só o seu melhor filme em anos, mas certamente um de seus melhores filmes, levando em conta toda a sua trajetória. E isso é muita coisa.

Criatividade é a palavra chave. A forma como os animadores e roteiristas encontraram para demonstrar visualmente como funcionaria a mente humanada é o grande trunfo da obra, que lida com as diversas emoções da vida humana de maneira tocante, calorosa e apaixonada. Foram bravos os guerreiros que saíram do cinema sem se emocionar, nem por um momento. As fungadas de nariz após cena ou outra eram constantes, ao menos na minha sessão, e um filme que toca dessa maneira o coração das pessoas não deve nunca ser ignorado.

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4. Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
(Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance))

Birdman é um longa-metragem controverso. Mesmo após ganhar o prêmio de melhor filme do ano no Oscar 2015, a obra continua sendo bastante contestada por muitos dos que a assistem. Isso certamente deve-se ao tom pedante de seu diretor, Alejandro González Iñárritu (Biutiful), que quase se sobrepõe a trama metalinguística que ele emprega em tela. Não podemos ignorar, no entanto, a qualidade da obra, que apesar de não trazer nada inovador, sabe utilizar muito bem diversos recursos cinematográficos em prol de uma história bem contada. Conta ainda com uma trilha sonora incessantemente marcante e que dá ritmo a narrativa, além de grandes performances.

Clique AQUI para ler minha crítica de Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), publicada em janeiro de 2015.

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3. Whiplash: Em Busca da Perfeição
(Whiplash)

Para muitos esse deveria ter sido o filme a levar a estatueta de melhor do ano no Oscar, e acredito que seria merecido. A trajetória do rapaz que quer tornar-se um grande baterista esbarra no caminho do instrutor que exige nada menos que a perfeição de seus alunos (mesmo que para isso utilize de métodos violentos e abusivos). O longa deve muito ao excelente trabalho de J.K. Simmons (Homem-Aranha) e Miles Tellar (O Maravilhoso Agora), instrutor e aluno, respectivamente, que entregam interpretações memoráveis. A sequência final, que encerra Whiplash de forma apoteótica, já uma das cenas mais memoráveis do cinema contemporâneo, e certamente fará parte do hall de grandes momentos do cinema.

Clique AQUI para ler minha crítica de Whiplash: Em Busca da Perfeição, publicada em janeiro de 2015.

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2. Star Wars: O Despertar da Força
(Star Wars: The Force Awakens)

É um exagero da minha parte trazer o retorno triunfal de Star Wars para a 2ª colocação desse pódio? Pode ser. Mas como separar a paixão da crítica num momento como esse? Star Wars é um dos motivos de eu ser nerd, é um dos motivos de eu me apaixonar por cinema e, consequentemente, é uma das razões desse blog existir. Ver J.J. Abrams (Super 8) fazer essa sequência de forma tão respeitosa aos fãs foi motivo de muita emoção no cinema (nas 3 sessões em que estive presente). A Força não despertou apenas nas salas de cinema, mas em nosso dia a dia, nos posts no Facebook, nas publicidades, na vestimenta das pessoas. É Star Wars pra todo lado, e como isso é bom. Agora só me resta aguardar o Episódio VIII.

Clique AQUI para escutar o podcast que gravamos sobre Star Wars: O Despertar da Força, publicado recentemente no blog.

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1. Mad Max: Estrada da Fúria
(Mad Max: Fury Road)

Acho que o 1º lugar de 2015 não podia pertencer a outro, não é mesmo? Mad Max conseguiu algo que parecia impossível: resgatou uma franquia adormecida, desconhecida por toda uma geração, e a elevou a um patamar nunca antes chego por ela própria. Estrada da Fúria é de longe o melhor filme da franquia, pois sabe ser uma obra de ação desenfreada com todo um contexto extremamente relevante a ser discutido. É a união perfeita do que o cinema de ação deve ser (efeitos práticos + efeitos digitais), além de apresentar novos e inesquecíveis personagens, entre eles nossa amada Furiosa (Charlize Theron). Quem teve o prazer de "testemunhar" a obra na grande dela deve ser grato por isso, pois trata-se de um espetáculo visual como poucas vezes o cinema produziu. "What a day. What a lovely day."

Clique AQUI para ler minha crítica de Mad Max: Estrada da Fúria, publicada em maio de 2015.

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Menção Honrosa: Sniper Americano, The Disappearance of Eleanor Rigby: Her & Him, Sr. Holmes, Beasts of No Nation, Sicario: Terra de Ninguém, Ponte dos Espiões e Amy.

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