5 Obras Sobre o Holocausto


A 2ª Guerra Mundial sempre foi um tema que me fascinou, não pelos fatos ocorridos, evidentemente lamentáveis, mas pelo contexto histórico e as obras que gerou artisticamente falando. O cinema, como grande contador de histórias que é, tem papel fundamental no retrato dos fatos, por vezes de forma romantizada, outras de forma mais crua e real, mas sempre transmitindo uma mensagem ou nos fazendo lembrar do que ali ocorreu na esperança de que tudo não ocorra novamente.

A ideia de não permitir que algo assim se repita ganha uma conotação particular quando falamos do holocausto. A tentativa de extermínio judeu praticada pelo nazismo durante o período de guerra foi uma das maiores barbáries já vistas pela humanidade. Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos, algo equivalente a 2/3 do total de judeus residentes na Europa naquela época (lembrando que outras minorias também foram atingidas, como gays, deficientes físicos e mentais, idosos, testemunhas de Jeová, entre outros).

A lista de hoje busca indicar a vocês algumas obras que retratam, cada uma a sua maneira, o que foi esse período tão triste da história da humanidade. Não necessariamente são as melhores obras em áudio visual já feitas sobre o tema, mas certamente algumas delas figuram na lista de diversos cinéfilos.
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A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993)


Se pedirem para alguém citar um filme sobre o holocausto, provavelmente A Lista de Schindler será o primeiro título a ser lembrado. A obra-prima de Steven Spielberg narra a história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um industrial alemão que se aproveitou da Segunda Guerra para lucrar com suas fábricas de esmalte e munição, mas que com o tempo se mostrou uma figura marcante da história, salvando a vida de cerca de 1200 judeus que foram empregados em suas fábricas. O longa é famoso por sua belíssima fotografia, a fidelidade com que os fatos são retratados e também pelo grande trabalho de seu elenco que, encabeçado por Neeson, também conta com Ralph Fiennes e Ben Kingsley. Assistam ao filme e depois me digam se é possível esquecer a cena da garotinha de vermelho.
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O Pianista (The Pianist, 2002)


O Pianista tem uma curiosidade interessante em sua produção. Roman Polanski, seu diretor, era criança durante a Segunda Guerra e escapou com vida do Gueto de Cracóvia após a morte de sua mãe. Ele viveu por anos refugiado em uma fazenda polonesa até que o conflito terminasse, quando acabou reencontrando o pai, um sobrevivente dos campos de concentração. Tal experiência contribuiu muito para sua direção no longa, que acabou sendo premiada merecidamente com o Oscar. A trama conta a história autobiográfica do pianista polonês Władysław Szpilman (Adrien Brody), que vê sua vida ruir pouco a pouco a partir do momento que a SS passa a ocupar Varsóvia. Esse talvez seja o fator mais angustiante da história de Szpilman, ver sua profissão, família, amigos, cidade e ele próprio sendo dizimados pela crueldade humana. A obra também foi filmada em muitas locações reais, algo que traz uma veracidade impar para a trama.
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A Vida é Bela (La vita è bella, 1997)



Em um filme cujo tema é o holocausto, é comum que parte dos espectadores se emocionem e chorem em algum momento da narrativa, seja por uma cena muito triste ou mesmo por todo contexto que se passa em tela. Em A Vida é Bela isso acontece em certos momentos, mas, por outro lado, é fascinante como a mesma obra que te faz chorar de tristeza, também é capaz de te fazer rir de alegria, tamanho o carisma e doçura dos personagens que vemos em tela. Escrito, dirigido e protagonizado por Roberto Benigni (a alma do filme), o longa italiano conta história de Guido (Benigni), um judeu humilde, inteligente e bem-humorado que se apaixona de forma avassaladora por uma professora local. Com ela tem um filho, Giosuè, e vivem momentos felizes até que pouco a pouco o partido começa sua ação represália contra os judeus. Guido então é mandado para um campo de concentração com seu filho, e lá tenta, através da imaginação e criatividade, criar uma realidade diferente para seu filho. Um filme fascinante, merecidamente vencedor do Oscar de longa estrangeiro daquele ano.
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Um Ato de Liberdade (Defiance, 2008)


De todas as obras da lista, Um Ato de Liberdade talvez seja a menos conceituada, simplesmente por não ser nenhuma obra-prima. Fiz questão de acrescentá-lo, no entanto, por trazer um ponto de vista menos conhecido do holocausto, àquele de judeus que armaram uma resistência contra o nazismo. O longa conta a história real dos irmãos Bielski (vividos por Daniel Craig, Liev Schreiber e Jamie Bell), que fugiram da perseguição e se esconderam na floresta, onde juntos lutam para sobreviver. Seus atos de bravura, no entanto, começam a despertar o interesse de mais judeus que começam a procura-los em busca de liberdade. O filme então mostra como esses refugiados passam a viver em comunidade durante um duro inverno europeu em meio a floresta, inclusive lutando armados quando necessário. Talvez seja o retrato mais próximo da realidade do que seriam os Bastardos Inglórios de Quentin Tarantino.
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Holocausto (Holocaust, 1978)


Holocausto é o único item da minha lista que não é um longa-metragem. Trata-se de uma minissérie exibida pelo canal norte-americano NBC em 4 episódios, totalizando aproximadamente 10 horas de conteúdo que narravam a história do holocausto de 2 pontos de vistas distintos: uma família alemã judia e um oficial nazista que sobe rapidamente de cargo à medida que o partido ganha força. Esse retrato de lados opostos traz uma visão muito interessante dos fatos, mostrando que até mesmo o cidadão alemão foi atingido pelo conflito. A obra foi filmada em locações na Áustria e em Berlim, e foi indicada a diversos prêmios televisivos. O elenco conta com nomes como Meryl Streep e James Woods, além de Michael Moriarty, que se destaca no papel do oficial nazista. Pra ser sincero, nunca tinha ouvido falar dessa minissérie até vê-la exposta na prateleira de uma loja. Comprei, assisti e não me arrependi. Sugiro que façam o mesmo.

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