Top 10 | Melhores Filmes de 2016


Olá cinéfilos! Como já é de costume desde 2012 (clique AQUI para conferir os tops dos anos anteriores), listarei aqueles que, na minha opinião, foram os melhores filmes de 2016. Foram considerados todos os longa-metragens lançados comercialmente ou em festivais de cinema no Brasil neste ano, portanto, vocês notarão que haverá um ou outro filme de 2015 na lista, visto que seu lançamento em nosso país aconteceu apenas no ano seguinte. Consequentemente, filmes de 2016 que não estrearam nos cinemas, em locadoras ou via streaming não foram considerados (mais precisamente, filmes baixados antes do tempo não vale).

Falarei brevemente sobre cada obra citada. Claro que nenhuma lista é definitiva e, infelizmente, não consegui assistir todas as obras lançadas no ano que passou, portanto alguns bons filmes podem ter ficado de fora, simplesmente por não ter tido a oportunidade de assisti-los. Também é obvio que minha opinião pode divergir da sua e, por isso, a aba de comentários está aberta para que vocês possam listar seus favoritos. Fica a menção apenas de que esses 10 filmes merecem ser vistos. Dica dada, vamos lá?


10. Animais Fantásticos e Onde Habitam
(Fantastic Beasts and Where to Find Them)


Posso afirmar sem medo de errar que Animais Fantásticos e Onde Habitam, como obra cinematográfica, é o melhor filme já produzido baseado do universo de J.K. Rowling. Não que eu desgoste dos filmes da saga de Harry Potter, pelo contrário, os adoro, tenho todos na minha estante. Acontece que a falta de um livro base fez bem a franquia, que tem liberdade para apresentar algo novo ao espectador. Não espere grandes referências aos filmes anteriores, as menções estão lá, sutis e condizentes com a trama, porém não são muletas para a história, que mostra-se bem mais adulta do que estamos acostumados na franquia. Personagens carismáticos, bem desenvolvidos, com nuances a serem exploradas futuramente por um ótimo elenco. Tudo isso nesse mundo mágico que a gente já conhece. É muito bom estar de volta.



9. A Luz Entre Oceanos
(The Light Between Oceans)


Pouco se falou sobre A Luz Entre Oceanos, mas trata-se de um "dramão" no melhor sentido da palavra. Começa como um belo romance e tem várias reviravoltas interessantes no roteiro. É o terceiro filme do diretor Derek Cianfrance, responsável por Blue Valentine (que no Brasil ganhou o bisonho título Namorados Para Sempre) e O Lugar Onde Tudo Termina. Apoiado por uma bela fotografia que valoriza a beleza das locações escolhidas, o cineasta valoriza as sutilezas e sabe trabalhar na ausência dos diálogos, algo que valoriza as intensas performances de Michael Fassbender (Shame) e Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa). Não deixe de conferir.



8. Aquarius
(idem)


O cinema nacional em todo seu esplendor. Aquarius é um filme sobre nostalgia, trajetória, lembranças, saudade, tudo aquilo que nos faz ser quem somos hoje. Uma história simples e muito bem executada, que por vezes chega a soar como um suspense e que valoriza a música popular brasileira de maneira contagiante (e nem sou fã de MPB). Kleber Mendonça Filho (O Som ao Redor) sabe filmar o cotidiano brasileiro como poucos. Sônia Braga, por sua vez, vive o papel de sua vida, mesmo levando em conta sua bela trajetória profissional. É uma pena que a produção do filme tenha se envolvido na rixa política que nosso país vive atualmente, fazendo que ficasse de fora da briga pelo Oscar de filme estrangeiro. Certamente seria a melhor chance do cinema nacional sair vencedor em anos.



7. O Quarto de Jack
(Room)


Volta e meia aparecem filmes como O Quarto de Jack para nos lembrar que o bom cinema não depende de explosões, efeitos especiais e milhões de dólares. O bom cinema é feito com criatividade, basta uma boa ideia, uma execução competente e o talento de um elenco. Falar mais sobre o filme é dar spoiler, ainda que a essa altura do campeonato a grande maioria das pessoas já conheça a trama. Fiquei imensamente feliz por Brie Larson (Temporário 12) ter vencido o Oscar de melhor atriz, o mundo merece conhecer seu talento. Vale citar também o trabalho do jovem Jacob Tremblay (Extraordinário), que não foi indicado ao Oscar por um mero capricho da Academia.



6. Os Oito Odiados
(The Hateful Eight)


Chefe é chefe. né pai? É difícil um filme de Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) não figurar na lista dos melhores do ano. O curioso foi que Os Oito Odiados talvez tenha sido a obra que mais dividiu opiniões entre os últimos trabalhos do diretor, possivelmente pela repetição de temáticas (o longa é como uma mistura de Cães de Aluguel com o western de Django Livre). Eu prefiro enxergar o trabalho primoroso de direção e roteiro que fazem com que um filme de quase 3 horas mantenha-se intrigante a todo momento, especialmente se levarmos em conta que a história se passa quase que inteiramente em um único cenário. Para mim está entre os melhores trabalhos de Tarantino.



5. Creed: Nascido Para Lutar
(Creed)


Assisti Creed: Nascido Para Lutar em uma pré-estreia exclusiva na CCXP 2015 acompanhado de 2.500 pessoas que vibravam a cada grande momento da trama. Foi uma experiência marcante, emocionante para qualquer fã da franquia Rocky e, consequentemente, de Sylvester Stallone (Guardiões da Galáxia Vol. 2). Uma das minhas maiores frustrações de 2016 foi ele ter perdido o Oscar de ator coadjuvante para Mark Rylance (Ponte dos Espiões), mas a Academia não é conhecida por ser justa. O longa vai além disso, cria uma identidade própria para seu protagonista (Michael B. Jordan, cada vez melhor), traz planos inventivos e que fogem do comum nos filmes de boxe, num belo trabalho de direção de Ryan Coogler (Fruitvale Station), isso tudo sem deixar de reverência a figura de Balboa e a própria Filadélfia. Um presente para os fãs.

Você pode conferir a minha crítica para Creed clicando AQUI.



4. Rogue One: Uma História Star Wars
(Rogue One: A Star Wars Story)


Rogue One: Uma História Star Wars é uma obra que já nasceu limitada, por narrar a história de um capítulo específico da batalha entre rebelião e império galático, ou seja, já sabíamos como tudo terminaria, só não conhecíamos a trajetória. Dentro de sua limitação, o longa consegue expandir o universo de Star Wars de maneira fascinante, apresentando conceitos nunca antes visto na tela de cinema pela franquia e dando todo um novo significado para Uma Nova Esperança. E isso, acreditem, é um grande mérito. A Disney está tratando a franquia com muito carinho e competência, isso conforta qualquer fã. De brinde ainda ganhamos a melhor cena de ação já vista com Darth Vader nos cinemas e um novo mantra para chamar de nosso: "Eu estou unido a Força e a Força está comigo".



3. Capitão Fantástico
(Captain Fantastic)


Eu achava que já havia fechado meu Top 10 de melhores filmes de 2016 quando assisti a este filme fantástico, com o perdão do trocadilho. Capitão Fantástico é engraçado, dramático, tocante. Faz refletir sobre diversos aspectos de nossa criação, nossa sociedade e de que como criamos (ou criaremos) nossos filhos. Viggo Mortensen (O Senhor dos Anéis) tem uma atuação memorável, que torço muito para que seja reconhecida pela Academia, ao menos com uma indicação, e ao filme também, por que não? Cenas como a que a família canta uma versão cover de Sweet Child O' Mine foi uma das coisas mais belas que o cinema produziu em 2016. Tem obras que realmente nos tocam e eu confesso que salguei a pipoca com as minhas lágrimas. "Power to the people. Stick it to the man."



2. Spotlight: Segredos Revelados
(Spotlight)


Spotlight: Segredos Revelados foi o longa vencedor do Oscar de melhor filme de 2016. Muitos ficaram surpresos com a vitória, eu mesmo esperava que a estatueta fosse entregue para o superestimado O Regresso, mas felizmente estava errado. Trata-se de uma obra extremamente competente, bem escrita, bem montada, e que traz uma temática extremamente relevante, não só para discutirmos os graves crimes cometidos pela igreja católica (no que diz respeito ao abuso sexual de menores), mas também para debatermos o papel do jornalismo nos dias atuais, algo que vem sendo banalizado ano após ano. Soma-se a isso o belo trabalho de elenco e temos um filme merecedor dos elogios e da premiação.



1. A Chegada
(Arrival)


Histórias que exploram o medo do desconhecido e suas consequências me fascinam, e um dos gêneros que melhor sabe trabalhar essa temática é a ficção científica. Dito isso, A Chegada não é apenas o melhor filme de 2016 na opinião deste que vos escreve, mas certamente um dos melhores filmes do gênero. Imaginem que, da noite para o dia, aparecem 12 OVNIS imensos espalhados ao redor do mundo. A intenção dos humanos é tentar o primeiro contato, descobrir o motivo da chegada, antes que o pânico tome conta da população mundial. Contar mais que isso é estragar as várias surpresas e camadas que essa obra trás. O clima de tensão empregado por Denis Villeneuve (Sicario) é absurdo, de se ficar grudado na poltrona por duas horas e nem sentir o tempo passar. E quando termina a história ecoa na sua cabeça por boas horas. E vai ecoar por muito tempo. Arrisco dizer que não agradará a todos, não é convencional. É excelente.

Você pode ouvir o podcast que gravamos sobre A Chegada clicando AQUI.



Menções Honrosas: Rua Cloverfield 10, Capitão América: Guerra Civil, Demônio de Neon, Café Society, Snowden: Herói ou Traidor e Animais Noturnos.

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