CRÍTICA | Annabelle 2: A Criação do Mal

Direção: David F. Sandberg
Roteiro: Gary Dauberman
Elenco: Anthony LaPaglia, Samara Lee, Miranda Otto, Lulu Wilson, Thalita Bateman, Stephanie Sigman, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2017


Annabelle 2: Criação do Mal (Annabelle: Creation) é mais um dos filmes derivados da franquia Invocação do Mal (The Conjuring), uma das mais rentáveis e de maior sucesso de público atualmente no terror mundial e que ainda pretende ter uma longa jornada. Dessa vez a obra conta com a direção de David F. Sandberg, o mesmo responsável por Quando as Luzes se Apagam (Light Outs, 2016) e a produção do grande nome do terror mainstream atual, James Wan (Invocação do Mal).

A história se passa antes dos eventos narrados no primeiro longa da franquia, e conta a origem da boneca amaldiçoada. O casal Mullins, após perder sua filha em um trágico acidente e não superar a dor de sua morte, tenta contatá-la através de maneiras sobrenaturais. O que eles não imaginavam é que suas ações trariam um grande mal, que após 12 anos adormecido, despertaria com a chegada das meninas de um orfanato à casa do casal, transformando a vida dessas garotas em uma experiência aterrorizante, em especial a das pequenas Janice (Talitha Bateman) e Linda (Lulu Wilson).

Annabelle 2 apresenta os mesmos elementos que fizeram dos filmes de Wan um grande sucesso,  só que dessa vez um pouco piores, talvez, mas no bom sentido. Com cenas bem construídas, a obra consegue definitivamente colocar o espectador no clima. Isso porque elas são longas e, apesar do susto ser óbvio, a tensão não deixa o ar nem por um segundo e você sempre fica esperando de onde sairá o próximo sobressalto. É uma maneira certeira para manter quem está assistindo grudado na cadeira.

Crédito: Warner Bros

O filme também entrega uma ótima fotografia, sabendo utilizar a luz em prol da narrativa, dando uma riqueza maior a cada take e, claro, uma apreensão maior ao espectador. A sonorização também é algo a ser destacado, afinal, ela é a cereja desse bolo macabro, sendo característica e minuciosamente preparada para deixar quem assiste de cabelos em pé e prestes a ter um ataque do coração.

Sandberg apostou em diversas abordagens utilizadas nos filmes anteriores do universo de Invocação do Mal, o que pode ser algo bom para alguns, mas pode soar repetitivo para outros. Isso porque ele é capaz de criar uma boa ligação com as outras obras da franquia, fazendo com que a associação e assimilação sejam fáceis. Por outro lado, evidencia uma falta de criatividade, ou mesmo uma muleta criativa, apenas para garantir o sucesso de bilheteria. Confesso que prefiro a primeira opção.

O fato é que Annabelle 2: A Criação do Mal possui um roteiro sem pontas soltas e que consegue traçar uma linha eficaz entre seus dois longas, sem aquela coisa de “espera, eu não entendi”. Para quem gosta do bom e velho filme de terror, cheio de sustos e demônios horripilantes, essa obra é escolha certa. Agora, para quem se impressiona facilmente, é melhor sempre repensar a ida ao cinema.

Crédito: Warner Bros

Ótimo

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