CRÍTICA | Emoji: O Filme

Direção: Tony Leondis
Roteiro: Tony Leondis, Eric Siegel e Mike White
Elenco: T.J. Miller, James Corden, Anna Faris, Patrick Stewart, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2017


A mais nova animação da Sony Pictures traz como principal mensagem a liberdade de escolha. 

Dirigido por Tony Leondis (A Nova Onda do Kronk), o longa acompanha a aventura de Gene (T.J. Miller), um emoji visto como defeituoso pelos demais por não ter somente uma expressão facial. Determinado a se encaixar nos padrões impostos pela sua sociedade virtual, Gene foge de seu aplicativo em busca de um conserto para seu “bug”. 

É impossível não comparar Emoji: O Filme com Divertida Mente (Inside Out, 2015), visto que o universo criado para ambos os filmes são bastante semelhantes. Se na animação da Pixar a trama principal se desenvolve dentro da cabeça de Riley, em Emoji a história se passa dentro do aparelho celular de Alex. Assim como em Divertida Mente, tudo que acontece na "vida real" acaba afetando diretamente o cenário dos personagens não humanos e vice-versa.  Mas apesar da boa construção de universo, Emoji não chega perto de superar a obra que provavelmente a inspirou.

Crédito: Sony Pictures

O longa conta com um bom protagonista e personagens secundários bem desenvolvidos, pois ficam claros quais são os objetivos de cada um e o motivo de embarcaram na aventura de Gene. O ponto negativo se encontra em alguns emojis específicos, como o Cocô – que ao meu ver tinha tudo para ser um dos destaques cômicos do filme e acaba sendo totalmente mal aproveitado.

A mensagem principal, como disse antes, é a busca pela liberdade de expressão, porém, outros subtemas são abordados no longa, como, por exemplo, a dependência tecnológica e o feminismo. O empoderamento feminino é fortemente representado pela personagem Rebelde (Anna Farris). Os assuntos abordados são modernos e importantes, ainda que falte um melhor desenvolvimento e cuidado para transmitir as idéias de forma mais sutil ao seu público alvo. As críticas são muito "bruscas" e "esfregadas na cara" do espectador, um aspecto que acaba nos distanciando da trama. As piadas e os momentos que devem causar risos também sofrem desse mal, pois entendo que poderiam ser melhor elaboradas, talvez um pouco mais inteligentes, para conquistar não apenas as crianças, como também os adultos.

Emoji: O Filme não alcança o sucesso de outras animações da Sony (como Tá Dando Onda ou Hotel Transilvânia) e nem chega a emocionar como as obras da Pixar, porém diverte e cumpre seu papel com o espectador infantil. No mais, a obra pode ser caracterizada como uma animação "fofa", direcionada quase que exclusivamente para uma nova geração.

Bom

Crédito: Sony Pictures

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