Game of Thrones 7x07 | The Dragon and the Wolf


SPOILERS!

Parece que foi ontem que começou, mas a sétima temporada de Game of Thrones já terminou. E se por um lado a diminuição da quantidade de episódios possibilitou cenas tecnicamente exuberantes (leia-se dragões queimando a tudo e a todos), por outro tivemos o sacrifício de um roteiro bem trabalhado, dando lugar a situações convenientes, apressadas e que tiraram o impacto de muitos acontecimentos, entre eles, alguns desse season finale.

Essa mudança traz GoT do luxo ao lixo, como muita gente na internet está esbravejando? Evidentemente que não. A série tem sim suas falhas, que ficaram mais evidentes do que o costume nessa temporada, mas ainda assim é muito acima da média, superior a parte considerável das séries produzidas atualmente. Um marco, sem dúvida.

Nos resta torcer para que os produtores tenham um pouco mais de cuidado com o "monstro" que criaram, para que possam se despedir dos fãs no auge, e não em declínio.

Sansa

Se você acompanhou minhas reviews ao longo da temporada, sabe o quão descontente eu estava com essa trama de Winterfell. O embate entre as irmãs Stark não fazia sentido algum para mim, mostrava-se enfadonho e um retrocesso ao desenvolvimento das duas personagens. Em meu texto para o episódio passado cheguei a cogitar uma reviravolta, e ela veio. Se eu gostei? Sim e não. Sim, porque a cena da morte de Mindinho era uma das mais esperadas pelos fãs, e a cena, da forma como foi conduzida, acertou em cheio. Não, porque os episódios não construíram a trama de maneira eficiente para que pudéssemos ficar satisfeitos com a revelação. Me pareceu apenas uma conveniência de roteiro: vou esconder a trama verdadeira para te surpreender no final. Sem pistas, com cenas até incoerentes se pararmos para pensar agora. Enfim... valeu a pena? Valeu. Por ver Lorde Baelish agonizar.

Crédito: HBO

Tyrion

Os Lannister, ao meu ver, foram o grande destaque do episódio. As interações dos irmãos com Cersei renderam momentos grandiosos, de pura atuação e desenvolvimento de personagens. Como já era esperado, a primeira reunião em busca da trégua foi mal sucedida, mesmo após a apresentação do morto-vivo. Isso obrigou Tyrion a ter uma reunião privada com sua irmã, trazendo todos os fantasmas da relação dos dois à tona. E é curioso notar que, por mais que a Rainha ali estivesse usando o irmão para conseguir o que queria (como descobrimos mais tarde), foi interessante perceber que, mesmo com todo o desprezo que sente pelo Meio-Homem, ela não foi capaz de dar ordem para que Montanha o executasse. Algo que viria a se repetir mais tarde nesse mesmo episódio.

Ainda sobre Tyrion, alguém entendeu o motivo de seu lamento ao ver Jon adentrar o quarto de Daenerys? O que, na visão do personagem, o deixará tão preocupado?

Jaime

Jaime é um personagem fascinante. Na primeira temporada o odiávamos por sua arrogância e pelo que fez com Bran. Na segunda, comemoramos o fato de ter se tornado prisioneiro dos Stark e nos assustamos quando o mesmo perdeu sua mão de combate. Na terceira, o jogo virou, e conhecemos mais do seu ponto de vista da história, nos afeiçoando a ele, na icônica cena em que conta para Brienne porque matou o Rei Louco. De lá pra cá, a série não soube mais trabalhar o personagem como deveria, nos mostrando sempre um misto de bondade e honra, que sempre foram suprimidos por seu amor cego pela irmã. Eis que agora, no fim do 7º ano, Jaime, enfim vira as costas para Cersei e seu plano maquiavélico, colocando sua honra, sua palavra e o bom senso em primeiro plano.

Não sei vocês, mas fiquei bastante empolgado em vê-lo cavalgando em direção a Winterfell, quase que disfarçado, sem os trajes Lannister de costume. E que momento singelo, quando começa a nevar em Porto Real. O inverno chegou, de fato. E como chegou, já que sabemos o que aconteceu no fim desse episódio.

Crédito: Macall B. Polay / HBO

Jon

Em Porto Real, Jon quase pois tudo a perder ao permanecer leal a Daenerys, algo típico de sua criação, afinal, a principal característica que herdou de seu "pai", Ned Stark, é a honra. Certamente um dos motivos pelo personagem ser tão adorado, como Eddard também foi, e ainda é. Isso com certeza fez crescer a admiração que Daenerys já sentia por ele, mas foi bacana perceber que ela colocou em cheque sua postura, pois, por um breve momento todo o plano foi por água a baixo, e seu dragão morrera por nada. Imagina quando ela descobrir que, de fato, nada adiantou.

Muitos têm reclamado do romance entre Jon e Daenerys, eu particularmente não era um dos que criticava, pelo contrário, achava que tudo estava sendo bem construído. Exceto, claro, pela cena de sexo que vimos nesse episódio. Os personagens nunca nem haviam se beijado. Jon bateu à porta, a Mãe dos Dragões consentiu, e bastou. Tivemos nádegas de Kit Harington. Bizarramente a cena acontecia no momento em que Bran e Sam desvendavam o mistério por trás de Raeghar e Lyanna, reforçando o fato de que estávamos vendo tia e sobrinho transando. Foi estranho realmente, mas não apagou a linda cena em que vemos o casamento da casa Targaryen com a Stark. O dragão e o lobo, do título desse episódio. E desse casamento tivemos o nascimento de Aegon Targaryen, o nosso não bastardo favorito, batizado certamente em homenagem a Aegon, o conquistador.

Para encerrar o episódio, precisávamos de uma cena bombástica, não é mesmo? E ela veio, de forma esperada, mas não menos impactante, com o Rei da Noite montado nas costas de seu dragão de gelo, que com uma rajada ininterrupta de fogo azul, derrubou a muralha. Repararam como o dragão revivido voa mais rápido do que seus irmãos, fora a já citada rajada sem fim. Não faço ideia de que como farão para parar esse "monstro".

No mais, alguém me diz que Tormund e Beric Dondarrion não morreram, por favor! Até 2019.

Crédito: Macall B. Polay / HBO

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