CRÍTICA | Pai em Dose Dupla 2

Direção: Sean Anders
Roteiro: Sean Anders
Elenco: Will Ferrell, Mark Wahlberg, Mel Gibson, John Lithgow, Linda Cardellini, Alessandra Ambrosio, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2017


Uma dupla do barulho, com presença constante em filmes de ação e comédias pastelões está de volta! Will Ferrell (Tudo Por Um Furo) e Mark Wahlberg (Transformers: O Último Cavaleiro), que juntos protagonizaram Os Outros Caras (The Other Guys, 2010), retornam para a continuação de Pai em Dose Dupla (Daddy's Home, 2015), com a proposta diversão e riso fácil ao público, com o acréscimo de novos personagens e outros conflitos hilários.

Em Pai em Dose Dupla 2, Brad (Ferrell) e Dusty (Wahlberg) fazem as pazes e se tornam grandes amigos, mas descobrem que seus filhos estão insatisfeitos por sempre terem dois Natais, o do pai biológico e o do pai adotivo, para frequentarem. Eles então resolvem fazer a celebração natalina em um só local, com todos juntos, mas o que era para ser tranquilo vira um caos quando Jonah (John Lithgow) e Kurt (Mel Gibson), pais de Brad e Dusty, chegam. Dois senhores de personalidades tão diferentes e que vão afetar a vida de todos, pondo em risco a relação pacífica construída a duras penas.

A narrativa foca na relação entre pais e filhos e no conflito de gerações, ambas temas muito bem abordados, com humor bem dosado, sem ser repetitivo e cansativo. Isso se deve muito ao talento dos atores que vêm do filme anterior, e as adições dessa sequência. A diferença de personalidades entre os avós também enriquece a história e proporciona situações hilárias, tendo em vista que um deles é debochado e sarcástico (Gibson) e o outro amoroso e super protetor (Lithgow).

Foto: Paramount Pictures

As participações femininas são reduzidas, mas não menos importantes, com Linda Cardellini (Fome de Poder) e Alessandra Ambrósio (As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras) bem diferentes do primeiro filme. A primeira, menos submissa e com mais personalidade, já a segunda enfim ganha algumas falas e é capaz de interferir no andamento da trama em certos momentos, não sendo mera figurante. O núcleo infantil também se destaca, com Dylan (Owen Vaccaro), que descobre o amor e necessita de conselhos para se dar bem com as garotas e a pequena Megan (Scarlett Estevez), que revela habilidades um tanto estranhas para uma menina de sua idade. Tudo isso acrescenta ainda mais riso e não faz a comédia perder sua força e essência. 

Se Pai em Dose Dupla 2 tem algum ponto fraco, certamente é a repetição de estrutura. As qualidades, os defeitos e os problemas são os mesmos do filme anterior. Apesar da amizade, ainda existem rusgas entre Brad e Dusty, o ciúme ainda é predominante e a competição para se ver quem cria os filhos melhor persiste, no entanto, o acréscimo de novos personagens a história não fez o público perder o interesse pela produção, muito em função do carisma do elenco.

Há ainda uma participação especial de John Cena (Na Mira do Atirador), que já havia apresentado uma boa veia cômica em Descompensada (Trainwreck, 2015). E não vá embora antes do fim dos créditos finais, você vai ser presenteado com uma engraçadíssima e imperdível cena.

Bom

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