6 Motivos Para Você Assistir | Brooklyn Nine-Nine



Desde 2013 a Fox tem abençoado o público com uma nova sitcom: Brooklyn Nine-Nine. A série conta o dia a dia de um diverso grupo de detetives em uma delegacia de Nova York. A rotina é alterada quando o novo capitão Raymond Holt (Andre Braugher) entra em cena no 99º distrito. 

Com o mesmo produtor de Parks and Recreation e The Office (Michael Schur), e uma premissa simples, a série demonstra um tom de comédia já visto, mas sem deixar de criar sua própria identidade. Andy Samberg, que interpreta o protagonista Jake Peralta, também faz parte da direção do show e é mais conhecido pelo seu projeto musical The Lonely Island – fica aqui mais uma recomendação.

Com um Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia, ficam aqui 6 motivos para você assistir Brooklyn Nine-Nine:


1. Título da Sex Tape


Um dos hobbys do protagonista Jake Peralta é importunar sua colega de trabalho, Amy Santiago (Melissa Fumero). Estabelecida logo no primeiro episódio e delongada durante toda a série, a piada de Jake com a detetive, supondo como seria o título de sua sex tape, com frases ditas por todos os personagens, sempre fora do cunho sexual, mas que servem de gatilho para a implicância.  As tiradas de Peralta são engraçada e a piada recorrente se tornou uma marca registrada de Brooklyn Nine-Nine


2. Capitão Raymond Holt


A série é repleta de personagens que merecem destaque, mas o capitão interpretado por Andre Braugher é, sem dúvida, uma das melhores surpresas da produção. A seriedade, que faz parte de seu humor, e a personalidade forte de Holt são fatores que contribuem para sua popularidade. Em 2014 e 2016, Braugher venceu o Critics' Choice Television Awards na categoria melhor ator coadjuvante em série de comédia por seu trabalho. 


3. Interação entre personagens


Como toda trama policial, Brooklyn Nine-Nine também explora a interação entre duplas de detetives. Charles Boyle (Joe Lo Truglio) e Peralta sempre esbanjam sintonia, mas é impossível escolher uma dupla destaque nesse quesito. Todos os personagens parecem muito bem harmonizados, com um timing perfeito para a comédia que conquista e encanta o público. Apesar da incrível sincronia entre as duplas e trios, divididas aleatoriamente em cada episódio, quando todo o grupo interage é que fica claro como cada um parece agregar positivamente a personalidade do outro. 


4. Os episódios de Halloween


Assim como acontece com as piadas sobre o título da sex tape de Amy, os episódios de Halloween também ser tornaram uma marca registrada da série. O motivo de serem destaque em B99 é poder ver como todos os personagens interagem em conjunto, como dito no motivo acima. A maioria dos episódios divide o grupo em subtramas distintas, porém, no Halloween, com um jogo criado por Peralta, é possível vê-los trabalhando juntos de forma ainda mais cômica. A cada ano a tradição da competição se fortalece e fica menos previsível saber quem será o grande vencedor da disputa. 


5. O jogo de câmera


O formato tradicional das sitcoms trabalha com risadas ao fundo, como se induzisse o espectador a rir da piada contada. Brooklyn Nine-Nine não faz uso desse recurso, apostando no zoom da câmera em momentos certeiros que funcionam perfeitamente com o timing do humor. O riso acontece quase que inesperadamente, deixando a aproximação da câmera servir como deixa para tal. Esse recurso contribui para o ritmo natural do seriado. Os diálogos, as piadas e as cenas ganham um ar menos forçado, mostrando um humor menos insistente e mais orgânico.


6. As personagens femininas 


Para fechar com chave de ouro: a representatividade feminina da série é muito bem protagonizada pelas latinas Stephanie Beatriz (Rosa Diaz), Melissa Fumero (Amy Santiago) e pela norte-americana Chelsea Peretti (Gina Linneti). As personagens não são sexualizadas e nenhuma delas têm a necessidade de se impor para se igualar aos personagens masculinos. Todos estão em pé de igualdade, seja no humor ou no trabalho como detetives. É importante ressaltar que as mulheres aqui não são rivais, pois, felizmente, a rivalidade feminina é algo cada vez menos retratado nas produções televisivas e cinematográficas. 

Brooklyn Nine-Nine demonstra cuidado com seus diálogos e cenas, sendo uma comédia não-ofensiva, aberta para um público diversificado. A representatividade feminina, também a racial e a LGBT são como um pano de fundo para a série. Não há a necessidade do discurso profundo militante, já que o cotidiano dos detetives expressa de forma leve e eficiente as diferenças entre eles, a luta de cada um e como o bom humor pode acontecer sem um grupo de pessoas ser o alvo específico da piada.


Se você ficou com vontade de assistir esse hino de série, as três primeiras temporadas de Brooklyn Nine-Nine estão disponíveis na Netflix. Aproveitem!


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