CRÍTICA | Com Amor, Van Gogh

Direção: Dorota Kobiela e Hugh Welchman
Roteiro: Dorota Kobiela, Hugh Welchman e Jacek Dehnel
Elenco: Robert Gulaczyk, Saoirse Ronan, Chris O'Dowd, entre outros
Origem: Reino Unido / Polônia
Ano: 2017

“Eu quero tocar as pessoas com a minha arte. Quero que eles digam: ‘Ele sente profundamente, ele sente agudamente'."

Vincent Van Gogh é um dos mais conhecidos e amados artistas do mundo, por isso, não é de se estranhar a quantidade de adaptações cinematográficas que retratam sua vida (e morte) instigante. Das mais clássicas como Sede de Viver (Lust For Life, 1956) às mais recentes como Van Gogh: Painted with Words (2010), todas essas obras tentam trazer um novo olhar sobre ele. No quesito inovação, contudo, não há concorrentes para Com Amor, Van Gogh (Loving Vincente, 2017), que decidiu contar a história do pintor holandês da forma mais original e "van goghiana" possível. 

Desde o lançamento do primeiro trailer, a obra chamou atenção pela técnica de animação escolhida para contar sua história. Com uma equipe de 100 pintores, os 65 mil frames do longa-metragem foram pintados, utilizando as técnicas de Van Gogh: cores vibrantes, movimentos de pincel grossos e improvisados. Um trabalho que durou aproximadamente 6 anos. 

A trama se passa um ano após a morte de Vincent (Robert Gulaczyk), quando Armand Roulin (Douglas Booth), filho do carteiro de Van Gogh, decide entregar uma carta que há muito havia sido extraviada. Quanto mais Armand encontra amigos e conhecidos de Vincent, mais ele fica instigado pela vida e, em especial, pelas circunstâncias misteriosas da morte do pintor. Aos poucos, a entrega da carta perde a importância e se torna apenas um pretexto para que o rapaz possa solucionar sua grande dúvida: teria Vincent realmente se matado?

Foto: Europa Filmes

A duração da obra vai um pouco além do necessário para desenvolver um roteiro sem muitas reviravoltas, mesmo assim, o trabalho da dupla de diretores Dorota Kobiela e Hugh Welchman (estreantes na direção de longa-metragens) merece ser prestigiado, ainda mais se você tiver a oportunidade de assisti-lo nos cinemas. Saber que todos os cenários e os personagens vistos ao longo da trama estão representados em quadros de Van Gogh contribui, ainda mais, para que a espectador entrem na atmosfera do filme e reconheça a enorme dedicação e trabalho de pesquisa da equipe envolvida.

Com Amor, Van Gogh é capaz de agradar os apreciadores desse artista, visto que é fácil reconhecer suas obras em cada uma das cenas. Para além disso, porém, o filme pode servir como porta de entrada para uma nova leva de fãs que, até então, não haviam se apaixonado pela delicada arte de Vincent Van Gogh. E se você tiver ficado curioso para conhecer mais sobre o processo de produção do longa, confira AQUI um pouco do making of da obra.

Bom

Foto: Europa Filmes

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