CRÍTICA | O Touro Ferdinando

Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Robert L. Baird, Tim Federle e Brad Copeland
Elenco: John Cena, Kate McKinnon, Bobby Cannavale, David Tennant, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2017


Baseado no livro do escritor estadunidense Munro Leaf, O Touro Ferdinando é a mais nova animação produzida pelo estúdio Blue Sky, dirigida pelo cineasta e animador brasileiro Carlos Saldanha (A Era do Gelo). Trata-se da segunda produção sobre Ferdinando, pois a primeira foi um curta-metragem sobre a obra em 1939, rendendo um Oscar ao pai do Mickey Mouse.

A animação tconta a história de Ferdinando (dublado por John Cena lá fora e por Duda Ribeiro no Brasil), um touro grande e forte, mas que possui um imenso coração. Ao contrario dos outros touros de sua espécie, ele não gosta de lutar e esbravejar, preferindo cheirar e cuidar de flores.

Criado em uma fazenda, no interior da Espanha, para no futuro participar de touradas, o bezerro Ferdinando fugiu do local após a morte de seu pai, tentando evitar o mesmo futuro. Acabou sendo resgatado por Nina e seu pai – um florista da região de Sevilha –, que o criaram em sua chácara, em meio as flores e outros animais. Após um incidente, Ferdinando é obrigado a retornar a fazenda onde nasceu e se vê escolhido para enfrentar o toureiro El Primeiro, em Madrid, ao mesmo tempo em que procura meios para fugir e encontrar Ninca novamente.

Além do protagonista, que esbanja sensibilidade e delicadeza, um dos principais atrativos do filme são seus personagens secundários: Lupe (dublada por Kate McKinnon lá fora e por Thalita Carauta no Brasil), uma cabra que sonha treinar um touro para ser campeão em Madrid; os touros Guapo, Valente, Magrão e Angus; um trio de porcos espinhos ladrões, que juntos criam situações hilárias e cativantes, que fazem o público rir, se emocionar e até mesmo chorar com essa doce, divertida e gentil história.

Foto: Fox Film do Brasil

Rico em detalhes e cores, a animação consegue recriar diversas e belas paisagens do interior da Espanha, bem como o trânsito caótico de Madri, além de conseguir aproximar o espectador dos principais prazeres do grande touro: cheirar flores, se divertir com seus amigos e sentar debaixo das árvores para admirar a paisagem.

Saldanha consegue trazer de forma simples e clara, através de um roteiro redondinho, as principais mensagens da obra proposta por Munro Leaf, na década de 1930: o pacifismo e a aceitação das diferenças e escolhas que cada um de nós tem. Ferdinando evita ao máximo usar da violência para resolver inúmeras situações que se vê envolvido, e essa é uma bela lição que podemos aprender em diversos aspectos.

Considerado por ele próprio o filme mais difícil que o diretor brasileiro já realizou, levando mais de sete anos para ficar pronto, O Touro Ferdinando caiu nas graças do público pelo mundo afora, divertindo e comovendo adultos e crianças. No Brasil não deve ser diferente, e é aposta certa entre os indicados ao Oscar de melhor animação deste ano.

Excelente

Foto: Fox Film do Brasil

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