Star Trek: Discovery | 1ª Temporada


Chegou ao fim a primeira temporada de Star Trek: Discovery, após 15 episódios. Produzida pela CBS e distribuída no Brasil pela Netflix, a série foi criada por Bryan Fuller (Hannibal) e Alex Kurtzman (Hawaii Five-O), e conta a história da primeira oficial banida da Frota Estelar, Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) e da tripulação da USS Discovery, em um confronto contra os maiores inimigos da Federação, os Klingons. Os eventos aqui se passam em torno de 10 anos antes da série clássica, protagonizada por Kirk e Spock.

Discovery tem um valor de produção altíssimo, em muitos momentos não devendo nada a grandes filmes hollywoodianos. Efeitos especiais de encher os olhos que merecem ser vistos na maior tela que você conseguir. As primeiras primeiras impressões foram ótimas, no entanto, o alto número de episódios na temporada acaba tornando a narrativa longa demais, perdendo força na sua metade, ainda que a série conserte esse problema com maestria com um final absolutamente fantástico.

Os fãs mais saudosistas de Star Trek podem se incomodar com a ação exagerada (algo semelhante ao ocorrido com os novos filmes da franquia), porém logo são recompensados com um prato cheio de referências. Referências estas que não são simplesmente jogadas na história, mas fazem parte da narrativa, complementando-a organicamente. Ou seja, a série é hábil em respeitar o que foi feito anteriormente e ao mesmo tempo desenvolver seu próprio estilo, se adaptando ao momento e abraçando um novo público.

Foto: Jan Thijs / CBS

E falando da ação, as batalhas são muito bem coreografadas e o design de produção muito bem feito, bem como a caracterização dos alienígenas: Klingons, Vulcanos, Kelpianos, entre outros.

No seu elenco temos grandes acertos, mas também alguns erros. Sonequa Martin-Green (The Walking Dead), por exemplo, demora a criar empatia com o público, mas convence ao fim da temporada. Doug Jones (A Forma da Água) como Saru não poderia ter sido melhor escalado, é um dos personagens mais interessantes da nova safra. Jason Isaacs (The OA) como Gabriel Lorca também está excelente, e é responsável por uma das melhores reviravoltas dessa temporada. O elo fraco talvez seja Shazad Latif (Penny Dreadfull) e seu Ash Tyler, que tem um romance pouco convincente com a protagonista, aparentando estar bem abaixo do restante do elenco.

Star Trek: Discovery começa muito bem, cai consideravelmente em sua metade, mas se recupera plenamente com um final épico, que entrega tudo que o espectador gostaria de ver. Uma série empolgante, que aborda temas sci-fi, desenvolve bem seus personagens e tem um estilo sofisticado. Se alguém tinha alguma dúvida, a primeira temporada faz jus ao gigantesco legado que carrega e com certeza é um ótimo exemplar de Jornada nas Estrelas

Foto: Jan Thijs / CBS

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