CRÍTICA | Vingadores: Guerra Infinita

Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Chris Pratt, Mark Ruffalo, Scarlet Johansson, Benedict Cumberbatch, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2018


10 anos se passaram desde o lançamento do primeiro o Homem de Ferro (Iron Man, 2008) nos cinemas, filme que marcou o início das produções da Marvel Studios e, consequentemente, o pontapé inicial para o famosos MCU (Marvel Cinematic Universe). De lá para cá, entre muitos acertos e alguns tropeços, cada obra lançada pelo estúdio estabeleceu conceitos, ideias e elementos que culminaram nesse aguardado Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War). Um longa-metragem inimaginável há uma década, mas que hoje é realidade, sanando o desejo de milhões de fãs espalhados pelo mundo que ansiavam por esse momento. No entanto, não bastava para Guerra Infinita ser apenas "mais um filme de herói". Ele precisava ser mais. E conseguiu.

Após atacar a nave que transportava os últimos sobreviventes de Asgard para a Terra, Thanos (Josh Brolin) tem seu primeiro embate com Thor (Chris Hemsworth), Loki (Tom Hiddleston) e Hulk (Mark Ruffalo), declarando aberta a busca pelas Joias do Infinito. Enquanto isso, em Nova York, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e Homem-Aranha (Tom Holland) formam uma improvável equipe que tenta impedir o ataque de uma nave alienígena de grandes proporções. Visão (Paul Bettany) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), por sua vez, estão isolados do grupo na tentativa de viverem seu romance, já o grupo formado por Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e companhia, sumiu do mapa após os eventos de Guerra Civil.

Percebam que tentei ser o menos expositivo possível em minha sinopse, utilizando apenas de informações que já existiam nas peças promocionais da obra. Esse tipo de atitude se mostra essencial, pois boa parte da graça de Guerra Infinita são as surpresas que a trama proporciona ao espectador. Não à toa os diretores Joe e Anthony Russo (Capitão América 2: O Soldado Invernal) lançaram a campanha #ThanosDemandsYourSilence, que pede ao público que não dê spoilers do longa para quem ainda não teve a oportunidade de assistir. E acreditem, vocês vão querer ser surpreendidos por esse filme.

Foto: Marvel Studios

Evidentemente o roteiro não é livre de falhas, há algumas situações convenientes demais, bem como um ou outro furo narrativo que são suprimidos pela habilidade que os roteiristas e diretores têm de dividir o tempo de tela entre tantos protagonistas. É impressionante como cada personagem tem o seu momento para brilhar, mesmo que esse brilho seja breve. As interações fazem sentido dentro de todo o contexto criado e trazem um sorriso inevitável ao rosto de quem acompanha esses heróis há tantos anos, especialmente nas cenas de ação, quando os vemos unindo forças e combinando habilidades em prol do bem maior que é vencer Thanos. E convenhamos, que vilão de respeito.

Josh Brolin (Deadpool 2) entrega o que todos nós queríamos, o tipo de antagonista que amamos odiar. Seu Thanos tem motivações plausíveis e justificáveis dentro de sua realidade, causando empatia com o espectador em muitos momentos, algo semelhante ao Killmonger (Michael B. Jordan) de Pantera Negra, mas talvez um pouco menos profundo. Além disso, a evolução da tecnologia de captura de movimentos possibilita vermos com detalhes as minúcias da interpretação de Brolin, que expressa boa parte de seus sentimentos com um olhar, ou com uma expressão facial.

Aliás, os efeitos digitais como um todo estão bem competentes, ainda que haja uma ou outra cena em que o chroma key fique evidente, o que já é quase uma característica do MCU. Atrelado a isso temos a caracterização da Ordem Negra, que une maquiagem e CGI para criar composições visuais interessantíssimas e funcionam em tela, especialmente Corvus Glaive (Michael James Shaw) e Próxima Meia-Noite (Carrie Coon), que protagonizam ótimas cenas de ação contra os Vingadores.

Foto: Marvel Studios

Não dá pra abordar muito mais sobre a obra sem estregar as boas surpresas que ela nos traz. O fato é que Vingadores: Guerra Infinita é um marco da Marvel Studios. Uma promessa cumprida. Um game changer, que deve abalar as estruturas da indústria novamente. Trata-se de um filme épico, engraçado, urgente e, acima de tudo, corajoso por abraçar novas e empolgantes possibilidades dentro daquele universo. O melhor de tudo é encerrar a jornada sem muita ideia do que poderá vir pela frente. E isso é maravilhoso.

Ótimo

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