5 Filmes Para Quem Adora Futebol


Cinema e futebol sempre andaram lado a lado na história do Brasil. Ambos chegaram ao país no final do século XIX, trazidos por filhos de europeus que residiam aqui e que ficaram encantados com as novas artes que conheceram no velho continente. Com o decorrer do século XX, a sétima arte ajudou a divulgar, através de seus boletins, os principais eventos e feitos que aconteciam nesse esporte, tanto em solo nacional quanto pelo mundo.

Hoje o futebol se consolidou como o esporte mais conhecido do planeta, e mesmo com as críticas e ressalvas que parte do público possui, a modalidade ainda encanta e emociona seus torcedores, muitos deles, fãs de cinema.

Aqui trazemos cinco filmes para inspirar ainda mais a paixão pelo esporte, ou quem sabe convencer você, que não é um apreciador, a gostar de futebol.


Fuga Para a Vitória
(Victory, 1981)


A famosa expressão "seria melhor ter ido ver o filme do Pelé" sempre se mostrou certeira para esse clássico do cinema. Baseado em fatos reais, Fuga Para a Vitória, de 1981, conta a história de uma partida de futebol entre oficiais nazistas e prisioneiros de guerra, orquestrada para promover o Terceiro Reich, no estádio de Colombes, em Paris – local onde a Itália de Benito Mussolini fora campeã mundial em 1938. 

Incumbido pelos oficiais alemães, o capitão inglês John Colby (Michael Caine) – um famoso jogador de futebol em seu país –, monta uma equipe com os outros prisioneiros de várias nacionalidades para a grande partida e, ao mesmo tempo, trama a fuga daquele campo de concentração.

Dirigido pelo famoso ator e cineasta John Huston (A Honra do Poderoso Prizzi) – pai também da atriz Anjelica Huston – o filme consegue cativar aqueles que amam o cinema através de uma boa história, apostando em um elenco de peso que conta com nomes como Michael Caine (Batman Begins), Sylvester Stallone (Rocky, um Lutador) e Max von Sydow (O Exorcista), além de ídolos do futebol como Pelé, Bobby Moore, Mike Summerbee, Osvaldo Ardiles e Kazimierz Deyna


Boleiros: Era Uma Vez o Futebol...
(idem, 1998)


Dirigido por Ugo Giorgetti (Uma Noite em Sampa), o longa-metragem Boleiros, de 1998, traz a história de um grupo de ex-jogadores de futebol que se reuniam sempre em um bar em São Paulo para lembrarem de suas antigas glórias, histórias curiosas e atuais situações de vida, enquanto tomam uma cervejinha.

Filmado com um baixo orçamento, a obra aposta no tom nostálgico de cada pequena história para arrematar o público. Com um elenco formado por Lima Duarte (O Auto da Compadecida), Otávio Augusto (Cara ou Coroa), Cássio Gabus Mendes (Bruna Surfistinha), André Abujamra (É Proibido Fumar), Flávio Migliaccio (Mato Sem Cachorro) e outros nomes do cinema nacional, Boleiros recebeu os prêmios de melhor diretor pelo Festival Internacional du Fim D’ Amiens, e de melhor roteiro pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo. Por seu enorme sucesso, o filme ganhou uma sequência em 2006, que acabou não tendo repercussão similar ao antecessor.


Febre de Bola
(Fever Pitch, 1997)



Baseado no livro homônimo do escritor inglês Nick Hornby, Febre de Bola é um longa-metragem de 2006 que conta a história de Paul (Colin Firth), um professor de meia-idade e torcedor fanático obcecado do Arsenal. Ao presenciar uma das melhores temporadas de seu clube em 18 anos, Paul é surpreendido com a notícia de que sua namorada esta grávida, e acaba se vendo em um impasse de como conciliará sua paixão pelo clube do coração e seus novos deveres como pai.

De um jeito bem-humorado e simples, o diretor David Evans (Downton Abbey) aposta na leveza para trabalhar o amor e a imensa obsessão que os ingleses têm pelo futebol. Alternando as ações com cenas do passado do protagonista, o filme a todo momento busca mostrar como o esporte pode moldar o caráter de uma pessoa e como uma obsessão pode afetar um relacionamento.


Heleno: O Príncipe Maldito
(idem, 2011)


Baseado no livro "Nunca Houve Homem como Heleno", do jornalista Marco Eduardo Neves, e lançado em 2011, o longa-metragem Heleno, do diretor José Henrique da Fonseca (O Homem do Ano), traz a história de um dos primeiros bad boys do futebol nacional, Heleno de Freitas (1929 – 1959), aqui interpretado de forma maravilhosa por Rodrigo Santoro (Westworld).

Ídolo consagrado do Botafogo e da Seleção Brasileira na década de 1940, o jogador viveu sua vida no extremo, tanto dentro quanto fora de campo. Movido a álcool, farra e mulheres, Heleno acabou tendo uma morte prematura por conta da sífilis, em um manicômio no interior de Minas Gerais.

Rodado em preto e branco, a obra recria em detalhes o Rio de Janeiro na década de 1940 e 1950, onde o público dos estádios usava traje social completo para torcer por seus clubes. Além de apresentar as principais consequências que o futebol gera para aqueles que, sem preparo, alcançam a fama, a fortuna e os excessos.


O Casamento do Romeu e Julieta
(idem, 2005)


Um dos principais clássicos nacionais da Sessão da Tarde é baseado em uma das mais bonitas e tristes histórias de amor: "Romeu e Julieta", de William Shakespeare. Publicada em 1597, a obra teve inúmeras adaptações, sendo uma das mais inusitadas, O Casamento de Romeu e Julieta, de 2005.

Dirigido pelo premiado cineasta brasileiro Bruno Barreto (O Que é Isso, Companheiro?), o longa conta a história de Julieta (Luana Piovani), filha de Alfredo (Luis Gustavo), um torcedor fanático do Palmeiras, que se apaixona por Romeu (Marco Ricca), um médico torcedor do Corinthians. Para não desagradar à família da moça, o rapaz finge apoiar o clube rival e é claro que isso acaba em confusão.

Com tom cômico e um roteiro cheio de referências a cidade de São Paulo e aos dois clubes citados, o filme é ótimo para quem conhecer um pouco mais sobre o futebol e a história dessa rivalidade que divide muita gente, felizmente ou infelizmente.

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