CRÍTICA | Mamma Mia!

Direção: Phyllida Lloyd
Roteiro: Catherine Johnson
Elenco: Meryl Streep, Pierce Brosnan, Colin Firth, Stellan Skarsgård, Amanda Seyfried, Julie Walters, Christine Baranski, entre outros
Origem: EUA / Reino Unido / Alemanha
Ano: 2008


Quem me conhece sabe como sou apaixonada por musicais. Não sei bem de onde esse amor surgiu, talvez durante minha fase High School Musical, que foi extremamente importante na minha vida pré-adolescente, ou ainda quando assisti Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, 1952), o que me fez ter vontade de conhecer outros musicais... no fundo, acredito que essa paixão surgiu pelo fato do meu pai ser uma pessoa que canta o tempo todo, não só músicas conhecidas, mas as que ele cria, narrando o que está fazendo ou vai fazer. Encontrei no gênero o mundo em que eu queria viver, onde é completamente comum sair cantando o que sintom sem que ninguém note ou ache estranho.

Imagine qual foi a sensação de conhecer um musical onde todas as canções são da banda ABBA, uma das que meu pai mais escutava e cantava quando eu era criança. Foi amor à primeira assistida! E desde então essa admiração só cresce, pelo filme e pela banda em si. E não minto quando digo que escuto as músicas todos os dias... mas vamos falar do longa-metragem.

Mamma Mia! é uma adaptação da peça musical de 1999 e seu enredo gira em torno de Donna (Meryl Streep) e Sophie (Amanda Seyfried), mãe e filha que acabam tendo que enfrentar confusões e dúvidas que o casamento da segunda traz à tona.

Foto: Universal Pictures

Sophie sente perdida e não quer casar sem saber quem é seu pai. Ao descobrir um antigo diário da época em que sua mãe ficou grávida, ela descobre três possíveis concorrentes ao cargo, e no desespero de descobrir quem é, atrelado a pouca idade que colabora para suas atitudes imprudentes, decide convidá-los para o casamento, certa de que saberá quem é o verdadeiro pai só de vê-lo pessoalmente. Acontece que com a vinda dos três homens, Donna se revive seu passado com os grandes amores de sua vida, evidenciando que não os superou, mesmo depois de tanto tempo.

O cenário é uma ilha grega. Donna dirige um hotel que passa por dificuldades e sua filha teme em deixar a mãe sozinha após o casamento, contrariando a vontade do noivo, que quer sair dali e conhecer o mundo. Mamma Mia! vai além da simples história da garota que quer conhecer o pai e faz sua mãe rever três amantes. E me incomoda como muitos costumam resumir o filme a isso. Ao meu ver a narrativa tem muito mais para oferecer.

É possível notar a leveza com que os temas são tratados e a forma como as personagens não ficam totalmente focadas naquelas situações. A vida continua, quer nossos problemas queiram ou não. A felicidade está ali, querendo bater à sua porta, mesmo quando não notamos ou fingimos não notar. Não é de se espantar que uma das músicas mais marcantes do musical é "Dancing Queen"que tem o propósito de tirar Donna de seu lamento por ter que lidar com a situação em que se encontra.

Foto: Universal Pictures

O visual da obra remete claramente ao estilo da banda ABBA, e quem está familiarizado nota isso de imediato. E embora tudo pareça extremamente ridículo (o que convenhamos, é mesmo), o mérito do longa não é tirado, bem como a adaptação que realiza das músicas já existentes. O roteiro não é particularmente surpreendente, é previsível e soa como uma novela boba, mas contada da forma correta e que funciona, especialmente pelo ótimo elenco envolvido, que não decepciona quando precisa soltar a voz. Até mesmo Pierce Brosnan (007 Contra GoldenEye), que muitos insistem que não é tão bom (e talvez não seja mesmo), cativa com seu charme e carisma.

Mamma Mia! é um musical perfeito para quem ainda não tem muito contato com o gênero, trazendo uma trama simples, mas bem estruturada, o que ajuda na hora de simplesmente relaxar e curtir as músicas cativantes e animadas em tela.

Excelente

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