CRÍTICA | Robin Williams: Entre na Minha Mente

Direção: Marina Zenovich
Elenco: Robin Williams, Billy Crystal, Whoopi Goldberg, Steve Martin, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2018


No dia 11 de agosto de 2014 recebemos a triste notícia da morte de um dos maiores comediantes de uma geração. Robin Williams faleceu aos 63 anos em Paradise Cay, Califórnia, e deixou com o seu público um legado invejável em Hollywood.

Williams foi uma grande mente da comédia e começou sua carreira como muitos comediantes norte-americanos: fazendo stand up. Foi nos bares de São Francisco que iniciou sua carreira cômica, algo que mais tarde acabaria o levando ao cinema. Seus papéis em longas-metragens estão vividos na lembrança de muitos ainda hoje, filmes como Sociedade dos Poetas Mortos (1989), Bom Dia, Vietnã (1987), Uma Babá Quase Perfeita (1993), Aladdin (1992), Hook: A Volta do Capitão Gancho (1991), Patch Adams: O Amor é Contagioso (1998) e, claro, Gênio Indomável (1997), obra que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante.

O caminho entre o stand up e o cinema passou pela TV, onde esteve durante anos. Sua estréia foi como um alienígena chamado Mork, no sitcom Happy Days (1978-1979). Muitos fatos interessantes derivaram dessa época e por conta do sucesso do personagem acabou sendo criado um spin-off: Mork and Mindy (1978-1982).

Ele também fez teatro. Uma de suas produções mais marcantes foi ao lado de Steve Martin (O Pai da Noiva), em uma adaptação de Esperando Godot. É claro, tudo isso pode ser encontrado na internet se você fizer algumas pesquisas, no entanto, o novo documentário da HBO, dirigido por Marina Zenovich (Polanski: Procurado e Desejado), vai muito além do que o Wikipédia pode nos oferecer.

Foto: HBO

Robin Williams: Entre na Minha Mente (Robin Williams: Come Inside My Mind) conta toda a trajetória do ator por diferentes ângulos. A obra explora a carreia, o sucesso, as dificuldades, as amizades, os amores, as drogas e as comédias que Williams teve em vida. Repleto de entrevistas, fotos antigas, trechos de filmes em que atuou ou performances ao vivo de seus stand ups ao longo dos anos, o longa é uma espécie caleidoscópio sobre o interprete.

Vale destacar o trabalho primoroso montagem, que nos permite de forma única entender o processo criativo de Williams. A direção de Marina Zenovich entra na mente do ator e mostra como alguns eventos em sua vida foram crucias para a transformação de sua carreia e, consequentemente, da pessoa que Robin Willians se tornou ao longo dos anos. O documentário transmite a intensidade de sua personalidade, a paixão pela comédia e o domínio da linguagem cômica na frente do público, ou mesmo como ele conseguia improvisar e criar, mesmo seguindo um roteiro.

Por mais que saibamos do fim trágico de Robin, o documentário não direciona sua narrativa para esse assunto, O foco aqui é sua mente criativa e como ela o conduziu até onde chegou. No processo até lá você vai gargalhar com as piadas e momentos memoráveis que ele nos ofereceu, ao mesmo tempo que se emocionará com as dificuldades que apareceram em sua vida, fora os inúmeros aprendizados escondidos nos papéis que viveu em sua carreira.

Foto: HBO

O longa-metragem encerra com chave de ouro ao usar uma cena de Sociedade dos Poetas Mortos para resumir a trajetória de vida de Robin Williams. É claro que não detalharei aqui, pois trata-se de uma obra necessária à todos os fãs do ator. Não se trata de um compilado de seus melhores momentos, e sim um ingresso para explorar uma das mentes mais criativas de toda uma geração.

Lembrando que o documentário será exibido a partir do dia 6 de agosto na HBO e no HBO GO

Excelente

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