Westworld | 2ª Temporada



Westworld estreou em 2016 e logo de início arrebatou muitos fãs. Atores consagrados, produção hollywoodiana e um enredo que unia o melhor entre dois mundos: a ficção científica e o western. Idealizada por Jonathan Nolan (Person of Interest) e sua esposa Lisa Joy (Pushing Daisies), a primeira temporada terminou por cima e prometia ser a nova galinha dos ovos de ouro da HBO, que muito em breve se despedirá de Game of Thrones. Após um ano de hiato, a série retornou para dar sequência ao gancho deixado no season finale passado, com a revolução das máquinas.

Aqui a qualidade visual segue impecável. O espectador é transportado para aquele mundo com muita facilidade. Do figurino ao design de produção (com toques levemente futuristas), da fotografia à direção dos episódios, tudo é realizado de forma minuciosa, nos passando a sensação de estar assistindo a um longa-metragem dividido em 10 partes.

Outro aspecto técnico que merece destaque é a trilha sonora, que segue sendo uma das marcas registradas da produção. Nessa temporada ouvimos vários clássicos da cultura pop, reproduzidos de diferentes formas  e com a função de ambientar o espectador nas novas “realidades” apresentadas em tela.

Foto: HBO

Westworld também acerta ao expandir sua mitologia, algo muito esperado pelos fãs. É uma pena, no entanto, que esses "novos mundos" não tenham sido tão explorados como poderiam. Infelizmente o roteiro demora a criar identificação com o público. A expectativa em uma série de sucesso é que a temporada atual seja sempre maior que anterior, e isso eles entregaram. Porém, esse “maior” se perde em exageros que descaraterizaram a série diversas vezes. A tentativa de tornar a trama excessivamente complexa, na realidade, resumiu-se a cenas supervalorizadas e soluções pouco críveis, com tentativas falhas de emocionar a quem assiste.

Evidentemente nem só de erros vive o roteiro desse segundo ano, já que a narrativa acerta ao focar em histórias mais particulares, apresentando novos personagens e saindo do grande arco principal dessa temporada. Alguns momentos filosóficos e mais intimistas também funcionam. Se tivesse focado mais nessa proposta ao invés de propor reviravoltas astronômicas, a série teria êxito maior.

Westworld nos foi apresentada como uma produção com novos conceitos, que nos fazia refletir, evoluindo seu roteiro até o ápice da história. E por ter elevado tando o nível, o desapontamento acaba sendo inevitável aqui. É possível que a série tenha se tornado escrava do seu próprio sucesso, mas isso somente a vindoura terceira temporada poderá responder. O certo é que, no momento, Westworld não é mais a mesma.

Foto: HBO


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