Making a Murderer | Parte 2


Criada e dirigida por Moira Damos e Laura Ricciardi, Making a Murderer é uma das séries documentais mais celebradas e premiadas da atualidade. Produzida e distribuída pela Netflix, a série trouxe em sua primeira temporada, lançada em dezembro de 2015, os detalhes da vida do vendedor de ferro velho Steven Avery, que havia ficado preso mais de 18 anos por um crime que não cometeu e que, mais tarde, foi novamente condenado pela justiça, junto com seu sobrinho Brendan Dassey, pelo homicídio da fotógrafa Teresa Halbach, em 2005.

Com a enorme repercussão que a primeira parte da produção teve, não demorou para que a gigante do streaming encomendasse uma segunda parte, lançada em novembro passado. Destrinchada em 10 episódios, acompanhamos o desenrolar dos últimos fatos relacionados ao caso, que ocorreram entre o final de 2015 até o ano 2018.

Logo de início somos apresentados aos impactos que a série teve junto a sociedade norte-americana e no mundo, com milhares de pessoas sensibilizadas e indignadas, entre elas famosos como Alec Baldewin e Mandy Moore. As redes sociais se inundaram de posts sobre o caso, petições para um novo julgamento dos acusados foram feitas, além do apoio prestado à família da vítima. Ao mesmo tempo, a imprensa passou a acompanhar de perto os desdobramentos do complicado caso.

Foto: Netflix

Junto às inúmeras novidades, Making a Murderer ganha duas novas personagens que são fundamentais para o desenvolvimento dessa segunda parte: as advogadas Kathleen Zeller e Laura Nirider. Com mais de 20 vinte anos de experiência em casos de condenações injustas, Zeller aceitou o caso de Steven para provar sua inocência. Nirider, por sua vez, é professora de direito e trabalha junto com a Universidade Northwestern para provar a inocência de Brandan.

Através de uma edição bem estruturada, assistimos Zeller destrinchar minimamente cada evidência apresentada nos julgamentos de 2006, refutando cada argumento utilizado pela acusação para incriminar Avery. Além disso, finalmente é esclarecido o que aconteceu com Teresa Halbach no dia em que desapareceu, até encontrarem seus restos mortais. Sua forma de trabalhar nos lembra muito à de Annelise Keating (Viola Davis) da série How to Get Away with Murder, o que torna tudo mais cinematográfico.

A série se desenvolve de forma ágil e dinâmica, e ainda que não tenha conseguido autorização para entrevistar os acusados, a produção trata os temas de forma tocante, lidando com as agruras do caso e como o sucesso da exibição mudou radicalmente a vida de cada um dos envolvidos.

Making a Murderer criou um fenômeno do redescobrimento do gênero documental em formato de seriado. Produções sobre crimes, casos não resolvidos e afins começaram a ganhar destaque nos últimos anos, como Wild Wild Country (2018), The Keepers (2017) e The Confession Tapes (2017), que conquistaram rapidamente o público e certamente abrirão caminho para novas obras do gênero, cujas histórias reais mais parecem ficção, tamanhas as situações inusitadas.

Foto: Netflix

Apesar de não haver qualquer confirmação de Parte 3, as duas realizadoras já sinalizaram em diversas entrevistas a possibilidade da produção acontecer, uma vez que os dois processos seguem em andamento e deixam muito o que se discutir nas cortes norte-americanas.

Ótimo
    

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