CRÍTICA | Aladdin

Direção: Ron Clements e John Musker
Roteiro: Ron Clements, John Musker, Ted Elliott e Terry Rossio
Elenco: Robin Williams, Scott Weinger, Linda Larkin, Jonathan Freeman, Gilbert Gottfried, entre outros
Origem: EUA
Ano: 1992


Durante toda a década de 1970 e 1980, as animações Disney passaram por um período de pouca inspiração. Suas produções já não atingiam o sucesso criativo de outros tempos e uma reformulação mostrava-se essencial para a continuidade do estúdio. Aladdin (1992) foi uma das obras responsáveis pelo renascimento da produtora, uma segunda "fase de ouro", por assim dizer, que iniciou com A Pequena Sereia (1989) e culminou no lançamento de Tarzan (1999).

A premissa é simples. Aladdin (Scott Weinger) é um jovem ladrão que conquista o coração da princesa Jasmine (Linda Larkin). Porém, ambos são achados pelos guardas de Jafar (Jonathan Freeman), o vizir do sultão, que enfeitiçou o mesmo para aos poucos dominar o reino. Aladdin, agora prisioneiro, é utilizado em uma missão para resgatar uma lâmpada mágica, que é a morada de um poderoso Gênio (Robin Williams) que concederá três desejos a quem possuir o artefato.

O restante todos já sabem.

Foto: Walt Disney Pictures

Um dos destaques da obra é a excelente trilha sonora, que vive no imaginário dos fãs até hoje. Praticamente todas as canções originais são icônicas. Alan Menken, compositor responsável por trilhas de filmes como A Bela e a Fera (1991) e Hércules (1997), acertou em cheio no tom de cada uma das peças musicais, de modo que nenhuma soa gratuita ou aquém do restante da produção.

Os designs são incríveis, desde a moradia péssima e precária de Aladdin, passando pela obra faraônica do palácio do Sultão, até a caverna viva onde a lâmpada é encontrada. Tudo é feito com o detalhe e a qualidade habitual dos estúdios de animação Disney, gerando a atmosfera mágica que permeou (e ainda permeia) a infância de muita gente.

Os personagens são marcantes. Aladdin é magnético, o que faz o público torcer por ele. Mesmo que seja um ladrão, ainda possui nobreza de espirito e coração. Jasmine, por sua vez, apesar de desfrutar de um luxo inimaginável, ainda assim, é tratada como alguém frágil, apenas por ser mulher. A falta de liberdade de escolha para planejar sua vida a incomoda, de modo que sua personalidade marcante acaba fazendo-a se destacar como uma das favoritas entre as princesas Disney.

Jafar é um dos vilões mais imponentes que o estúdio já criou. Mesmo não tendo tanta perversidade como outros como Scar, de O Rei Leão (1994), por exemplo. Por fim, o Gênio, que é tido como um dos personagens mais icônicos das animações. O trabalho de Robin Williams (Tempo de Despertar) no original e de Marcio Simões na dublagem brasileira são irretocáveis.

Foto: Walt Disney Pictures

Aladdin é um clássico da animações, com sequências apaixonantes e que certamente marcaram a vida de muita gente ao redor do mundo. Aliás, continua marcando, seja no home video ou no remake recém lançado nos cinemas.

Ótimo

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