1988 - O Cinema no ano em que nasci - Parte 5

E lá vamos nós na quinta parte da série 1988 - O Cinema no ano em que nasci. Nesse post muita coisa boa, uma das melhores animações nipônicas já feitas, um dos melhores filmes de Roman Polanski, o policial mais atrapalhado que já tive o prazer de assistir e uma controversa história de Cristo na visão do católico Martin Scorsese. Quer mais? Confiram as partes anteriores nos links no fim do post.

Akira

A obra de Katsuhiro Otomo continua incrivelmente atual, mesmo tendo-se passado mais de 20 anos. Afirmo isso com a certeza de quem assistiu ao filme pela primeira vez a pouquíssimo tempo, e ficou surpreso com o que viu. ideia de uma Tóquio futurista e decadente salta aos olhos através da bela animação (costumeira das obras de Anime) e do visual empregado. Desafio a quem já assistiu não ter ficado com vontade de ter a moto do Kaneda. E se você não assistiu, vale muito a pena, gostando ou não de Anime, é uma obra que transcende uma simples nomenclatura. Há boatos de que a Warner Bros pretende adaptar a obra pra live action. Eu, particularmente, acho bastante complicado.


Busca Frenética (Frantic)

Harrison Ford em um de seus papéis mais memoráveis, em um dos brilhantes filmes de Roman Polanski. Imagine chegar a um país, do qual não conhecemos a língua, e ter sua esposa sequestrada sem motivo aparente. Acompanhar a jornada frenética de Richard Walker (Ford) para tentar encontrar o paradeiro de sua amada é sensacional, para dizer o mínimo. Acostumados a uma bela Paris retratada em tela, é surpreendente descobrirmos uma Paris sombria aos olhos de Polanski. A cena retratada na imagem ao lado é memorável.


Corra Que a Polícia Vem Aí! (The Naked Gun: From the Files of Police Squad!)


Quem já não riu muito com o policial desastrado interpretado pela saudoso Leslie Nielsen? The Naked Gun era a típica comédia de sátira besteirol, mas que não chegava a ser tão apelativa e vulgar como as que são produzidas hoje em dia, e nem tanto era menos engraçada. O filme rendeu outras duas boas sequências e tinha como marca registrada sua abertura, na qual acompanhávamos o trajeto de um carro de polícia e sua sirene, literalmente "causando" pela cidade.


A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ)

Como toda obra que retrata Jesus Cristo fora dos padrões convencionais estabelecidos pela igreja católica, A Última Tentação de Cristo é polêmico em sua essência. Dirigido pelo mestre Martin Scorsese (que quando jovem quase tornou-se padre), o filme narra a história de Jesus em seus últimos anos de vida, abordando temas controversos como o real papel de Judas para os fatos ocorridos, além de trazer uma visão de como teria sido a vida de Cristo se o mesmo houvesse escolhido uma existência totalmente humana, casando-se com Maria Madalena. Não é dos meus filmes preferidos de Scorsese, mas tem seu valor.



Confiram também as postagens anteriores da série 1988 - O Cinema no ano em que nasci:  Parte 1Parte 2Parte 3 e Parte 4.

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