Game of Thrones - S03E05 - Kissed by Fire


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Começando mais uma review de Game of Thrones e é impossível não continuar a louvar a qualidade dessa narrativa incrível. O episódio dessa semana, Kissed by Fire, teve ritmo inferior aos capítulos passados, focando quase que exclusivamente ao drama e evolução de seus personagens. Mas ainda quando não encerra a trama com algum final bombástico, GoT é melhor que 90% das séries que estão no ar hoje em dia. E olha que tem muita série boa passando.

Jon

A jornada de Snow além da muralha segue lentamente, sem grande evolução até aqui. Sua lealdade é testada a cada minuto pelos selvagens e percebemos o conflito vivido pelo bastardo ao ter que entregar a localização da Patrulha da Noite. Conflito esse que passou batido quando Ygritte se despiu para ele. "You now nothing, Jon Snow", cansou de dizer a ruivinha, mas parece que ele sabia e bem das coisas. A cena foi impagável, e deve ter agradado muita gente que torcia há tempos pela união do casal, além de ter dado sentido ao título do episódio. Esse parte da trama, além da muralha, me agrada bastante, mas torço para que algo impactante aconteça logo.

Arya

O S03E05 começou à toda com o duelo entre o Cão de Caça e Beric Dondarrion. Mais impressionante foi ver Thoros de Mir botando suas asinhas de fora e ressuscitando o derrotado. Parece que sua semelhança com Melisandre vai além de sua roupa vermelha. Dito isso, que grande cena a de Arya conversando com o "bruxo" às lagrimas, dizendo com toda a convicção que daria sua vida pela a de seu pai. Lembrar de Ned , e a relação afetuosa que tinha com os filhos, é sempre impactante, e chega a ser íncrivel a força do personagem que persiste mesmo após quase 2 temporadas sem vê-lo.

Robb

Como é bom ver crescer o primogênito Stark , que dessa vez teve cenas memoráveis em Correrrio. A traição sofrida só vem mostrar as dificuldades que acompanham a liderança em tempos difíceis. O Rei do Norte está numa posição em que um passo em falso pode significar o fim dos Stark, e sentimos todo esse peso em suas costas. A cena da execução à chuva foi de uma plasticidade ímpar. O assassinato dos caçulas Lannister ainda deve render muito, bem como a decisão de Robb de tomar Rochedo Casterly, que obrigará o mesmo a recorrer novamente a Walder Frey, e isso dará pano para a manga.

Davos

O drama de Stannis parece não ter fim. E cada vez que conhecemos mais sua história, fica difícil não sentir pena, no pior sentido da palavra, do último irmão Baratheon. Foi de partir o coração conhecer Shireen e perceber que o pai já não a visitava a tempos em sua "cela", fora o desprezo em seu rosto ao abraça-la. A doçura, pureza e alegria da garotinha ao vê-lo me fez odiar Stannis profundamente, ainda que entenda seu drama. Já Sor Davos, que aparentemente foi quem serviu como um pai para a pobre criança, passa a receber suas visitas na masmorra. E a menção aos Targaryen proporcionou uma bela ligação com a trama de Daenerys, que pouco apareceu dessa vez, mas segue sua jornada rumo a Porto Real e os bons tratos aos imaculados.

Jaime

Acho que posso dizer oficialmente que Jaime tornou-se meu personagem favorito ao longo dessa temporada (seguido de perto por Arya). Se antes sentia pena do mesmo pelos maus tratos sofridos ao longo dos 2 últimos anos (mesmo sabendo que em parte era merecido), sua evolução ao longo da trama é notável. Após ter sua mão decepada e o choque de realidade proporcionado por Brienne, o regicida recusa o leite de papoula e escolhe a dor numa espécie de provação para si mesmo. E quem agora não pensa duas vezes antes de chamá-lo de regicida? A cena do banho, ainda que tenha começado engraçada pela tensão sexual que exala dos dois, terminou de forma arrebatadora e foi de longe o grande momento do episódio. A câmera se aproximando lentamente a medida que Jaime pronunciava seu monólogo, numa forma de aproximar o espectador do personagem. A trilha sonora crescendo a medida em que contava seu valioso segredo e, no fim, já delirando pela febre que o tomava, mostra que não aguenta mais ser chamado por regicida.

Tyrion

A trama de Tyrion como Mestre da Moeda além de mostrar sua devoção ao que lhe é destinado, rendeu um ótimo diálogo com Olenna Tyrell, que continua mostrando que não é chamada de Rainha dos Espinhos à toa. O que nos leva ao brilhante encerramento do episódio com os Lannister sentados à mesa. Toda a dinâmica da cena, mostrando as nuances daquela venenosa família foi um deleite - e que grandes atores os representam (o interprete de Jaime incluso) -, ver Cersei se deliciar com as palavras do pai para com o anão foi tão gratificante quando vê-la abismada com a decisão de Tywin de casá-la com Loras Tyrell. E aqui percebemos que seus filhos não são nada comparados a crueldade do patriarca Lannister. Então o episódio se encerra, com um plano belíssimo que enquadra Cersei e Tyrion, diminuídos, pequenos, perante a grandeza do leão Lannister que os amedronta. Genial!


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