Mad Men 7x01 | Time Zones


Enfim retornou Mad Men, e que saudade eu estava da série. Vivemos a chamada era de ouro da televisão, temos grandes dramas no ar atualmente, mas poucas conseguem unir tantos elementos cinematográficos como a dos "homens loucos". Essa sétima e última temporada será dividida em duas partes. A primeira, com sete episódios, intitulada "O início" e a segunda, que estreará em 2015 também com sete episódios, é conhecida como "O fim de uma era".

Todo season premiere costuma ter a difícil missão de situar o espectador nos eventos do ano anterior e nesse ponto Time Zones cumpre sua função com louvor. Percebeu-se claramente um salto temporal e a evolução da trajetória de alguns personagens. Joan Harris, por exemplo, enfim consegue se aventurar na negociação de contas e, ainda que tenha tido obstáculos no caminho, exerceu a função com louvor. Pete Campbell, por sua vez, parece viver a vida que pediu a Deus em Los Angeles.

Roger Sterling parece ter mergulhado no mundo das drogas e alucinógenos, aparentemente participando de uma orgia interminável. Fato que parece afetar seu discernimento, sendo incapaz de aceitar com bons olhos uma tentativa de aproximação de sua filha. Sterling é um personagem fascinante. Tem a idade avançada, mas atitudes e pensamentos que não condizem com tal experiência. Isso é externado claramente em seu visual, pois enquanto homens mais velhos permanecem com penteados conservadores, Roger adota a modernidade, a costeleta e o cabelo volumoso, típico dos anos 70 e que só vemos em personagens mais novos na série.


O 7x01 soube traçar um paralelo interessante entre dois personagens que tem uma forte, ainda que indireta, ligação: Peggy Olson e Don Draper. Ambos encontram-se em uma fase de incertezas e angústias que parecem rodeá-los sem pausa. Peggy não se acerta com seu novo chefe (Lou Avery), vê sua paixão frustrada retornar a empresa (Ted Chaough) e vive situações absurdas em sua própria residência. Não é a toa que a moça tenha surtado no fim do episódio.

Deixando o melhor para o fim, como foi bacana rever Don Draper. Em uma entrada triunfal diante do espelho, passando pela esteira do aeroporto com todo seu estilo para, enfim, encontrar Megan saindo de seu conversível, em um excepcional uso de câmera lenta. Que momento! Tudo ao som de uma trilha sonora setentista, deixando claro que Los Angeles já vive o clima dessa década tão marcante. Isso fica claro no visual e na decoração do apartamento da Sra. Draper, causando um choque de décadas com o estilo conservador de Don. 

Se por um lado Megan parece viver o melhor momento de sua carreira, por outro, Don vive certamente o pior da sua, insistindo em dizer ao longo de todo o episódio que "precisa ir trabalhar", quando na verdade está usando suas ideias através de um terceiro, mantendo-se ligado a agência. Draper vive como um fantasma do que ele um dia já foi. Não há toa ele teve seu momento de auto-penitência ao encarar o frio congelante de Nova York apenas de roupão. Aguardo ansiosamente seu retorno a agência, e você?

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