The Walking Dead 5x04 | Slabtown


[spoilers]
Olá pessoal! Por motivos de força maior (R.I.P. computador do Edu), eu reassumirei as reviews de The Walking Dead por tempo indeterminado. Tentarei trazer uma visão um pouco diferente, visto que nunca li os quadrinhos (minto, já li, mas parei quando nossos heróis ainda chegavam na fazenda do Hershell), porém não menos opinativa, nessa que vem sendo uma temporada surpreendente para mim.

Surpreendente, pois pensava em abandonar a série após a season passada. Achava que a parte criativa de TWD estava se esgotando e já andava em círculos há algum tempo. No entanto, esses 4 primeiros episódios vem mostrando que o seriado ainda dá caldo, principalmente se for trabalhado da forma correta, com um roteiro alinhado e bem planejado, abrindo portas para o que vem pela frente. Foi o que aconteceu nesse Slabtown.

Após um excelente gancho deixado no episódio passado (que ainda não foi respondido, diga-se de passagem), a série arrisca no momento certo com uma história solo de Beth, que não víamos desde o sequestro. E quem diria que a garota seguraria um capítulo inteiro sozinha? Um soco na cara dos haters de plantão, que não gostam tanto da personagem. Eu particularmente gosto bastante.


Esse 5x04 me lembrou bastante um episódio de LOST, quando Claire é sequestrada pelos Outros e acorda num hospital na ilha. Lembro que achei totally freak as pessoas que a cercavam, mas havia o médico que simpatizava por ela. Aqui não foi diferente. Enquanto o Dr. Steven cuidava da loirinha, a policial Dawn foi a megera, mostrando um tipo de sociedade bizarra construída por ela. Uma ditadura na verdade, movida a tapas na cara em qualquer um que a tire do sério (aliás, que fetiche é esse de estapear a cara da menina, se nos 2 momentos ela nem fez nada?).

Como em toda comunidade, temos os bonzinhos e os nojentos, um deles queria a menina Beth para ele, da forma mais creepy possível. Mal sabia ele que ela é filha do mothafucking Hershell e foi treinada pelo mito Daryl. O candidato a pedófilo morreu. E morreu bonito. Não tão bonito como o rapaz que foi atirado pelo túnel de elevador. A cabeça dele batendo na parede doeu em mim.

Ficou claro que o pessoal ali escraviza aqueles que são salvos, em troca de um local seguro e uma comida quentinha. A "troca de favores" que faz sempre com que eles fiquem devendo algo a seus anfitriões. Bizarro, como eu disse. Aliás, será que aquelas pessoas são realmente policiais? Duvido muito.


No episódio também conhecemos Noah, o parceiro de fuga de Beth. Gostei do ator (bastante conhecido pela série Everybody Hates Cris), pode ser uma boa adição ao elenco. As cenas de fuga, aliás, foram muito bem feitas, sem dever a qualquer filme de ação. Especialmente a cena no túnel do elevador e, posteriormente, no pátio do hospital. Quando Noah acelera o passo e deixa a loirinha para trás.

Essa cena, aliás, além de ter sido muito bem construída em câmera lenta, mostra Beth sorrindo ao ver que o rapaz conseguiu escapar. Um tanto quanto suicida da parte dela, mas não menos poético. Noah, por sua vez, não pensou duas vezes em abandonar a garota. Mas convenhamos, naquela situação, podemos julgá-lo? Claro que podemos. Porra cara, não deixa a filha do vô Hershell para trás!

Para encerrar, tivemos outro belo gancho para os próximos capítulos, quando vemos Carol entrando de maca no hospital. Será que ela realmente está desacordada, ou seria um plano dela e Daryl para resgatar Beth? Seria massa, né? Tomara. Me agrada a forma como temos 3 grupos de personagens separados e vivendo suas próprias jornadas. Onde isso vai dar? Não faço ideia, mas a promessa de uma grande temporada vai se cumprindo até aqui. Vejamos.

Curta a review, deixe seus comentários e até semana que vem!

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