Doctor Who | 8ª Temporada


Enfim cheguei a oitava temporada de Doctor Who. Pela primeira vez enfrentarei um hiato junto aos demais whovians, uma vez que não tenho novos episódios para assistir. E, como todo fã sabe, a espera é uma angústia. Que bom então que tivemos uma ótima temporada de estreia de Peter Capaldi no papel do Doctor, ainda que esse ano tenha dividido opiniões. Uns gostaram, outros nem tanto. Felizmente estou no grupo que adorou, e falarei um pouco a respeito nesse post.

Essa é a 8ª parte de uma série de posts que venho escrevendo desde que me tornei um whovian. Nela faço um balanço geral da temporada, abordando aspectos de roteiro, desenvolvimento de personagens, atuações, episódios favoritos, entre outros. Você pode conferir os textos das temporadas passadas clicando AQUI. E, é sempre bom dizer, haverão alguns spoilers abaixo, ok? Preparados? Geronimo!

 THE DOCTOR 

Esse foi um ano de grandes mudanças para a série, a principal delas, claro, foi a entrada de Peter Capaldi como o 12º Doctor. Mas, além disso, o maior impacto foi a completa mudança de personalidade do personagem que gerou uma dinâmica totalmente nova para o seriado, ao menos nessa "nova era", pois sabemos que na série clássica já houveram Doutores de personalidade semelhante.

O primeiro episódio "Deep Breath", deixou claro qual seria o tom da temporada, e foi difícil acostumar com a personalidade de Capaldi, até que assistimos a cena de Matt Smith, pedindo para que Clara (nós) não desista dele. Algo, ao meu ver, fantástico.

O novo doctor não gosta de abraços, está sempre de cara fechada, é rabugento, impaciente, e não pensa duas vezes em te mandar calar a boca se estiver atrapalhando seu raciocínio. Ao mesmo tempo, e graças a sua relação com Clara, é possível enxergarmos que por baixo de toda essa casca, há alguém ainda muito amável, mas que por natureza não sabe se expressar de maneira mais afável. As nuances do personagem foram incríveis durante esse ano. Peter Capaldi é um grande ator.


 THE COMPANION 

É impressionante a importância que Clara ganhou em Doctor Who, maior do que qualquer outra companion. Nessa temporada especialmente, pois a personagem praticamente divide tempo de tela com o Doctor. A Garota Impossível foi extremamente importante para essa fase de transição do Doutor, representando, mais do que em qualquer outro momento da série, as reações dos espectadores. O que me leva a questionar como algumas pessoas podem não ter gostado dela nessa temporada. É evidente que Clara cometeu erros - afinal é humana -, como quando chantageou nosso herói no episódio "Dark Water", mas, convenhamos, será que teríamos feito diferente?

Gostei particularmente dos embates e diálogos incríveis trocados com o Doctor, na tentativa de resgatar alguma humanidade no personagem. Ele, por sua vez, e sempre de maneira ácida, soube responder sempre à altura. Seu arco narrativo com Danny Pink também foi bacana, apesar de levemente presunçoso, o personagem é interessante e teve sua importância para a temporada.


Doctor
"Você me traiu. Você traiu minha confiança, traiu nossa amizade, traiu tudo que eu represento. Você me decepcionou!"

Clara
"Então por que está me ajudando?"

Doctor
"Por quê? Você acha que eu me importo tão pouco com você que sua traição faria alguma diferença?"


 EPISÓDIOS 

Essa foi a temporada que reuniu os melhores roteiros da série, na minha opinião. Se não houve nenhum episódio apoteótico, todos serviram para mostrar a transição do Doctor pouco a pouco, com idéias muito criativas. Fora o orçamento que parece ter aumentado bastante, visto que a produção está impecável. "Into the Dalek" mostrou o conceito de que um Dalek bom é um Dalek com defeito. "Robot of Sherwood" nos ensinou a acreditar em heróis impossíveis. Já em "Listen", Moffat trouxe mais um trauma de infância para nos assombrar.

Eu particularmente não sou muito fã do Master como vilão, sempre achei um personagem exageradamente irritante e que pouco acrescentava à série. Porém, devo dizer que adorei a sacada da regeneração em uma mulher (a cena do beijo foi sensacional), e a atriz que interpreta Missy é de se bater palmas. Ótima. E se os episódios finais não me empolgaram tanto, listo aqui meus favoritos: "The Caretaker", repleto de referências à Os Caça-Fantasmas; "Kill the Moon", que apresentou um excelente dilema em que o Doutor abandona a Terra nas mãos dos humanos (a bronca que recebe da Clara é de partir o coração); e, claro, "Flatline", quando o Doutor fica preso em uma TARDIS diminuída (a cena da Família Adams é GE-NI-AL).


Clara
"Você anda na nossa terra, Doutor, você respira nosso ar. Você faz de nós seus amigos, essa é sua lua também e você pode muito bem nos ajudar quando precisamos!"

Doctor
"Eu estava ajudando."

Clara
"O quê? Dando o fora?"

Doctor
"Sim."

Clara
"Bom então dê o fora! Vá! Você pode dar o fora. Volte para sua linda e solitária TARDIS e não volte mais."


Para encerrar, vale comentar o excelente especial de Natal, "Last Christmas", que trouxe Nick Frost como Papai Noel. A trama misturou elementos de várias obras de ficção científica como Alien, A Origem, entre outros, mesclando a temática natalina de forma muito bem sacada.

Nesse especial pudemos ver o quanto o Doutor ainda se importa com a Clara, e vice-versa, o que fez com que a companion permanecesse para a próxima temporada (o que particularmente achei ótimo). Foi também nesse capítulo que pudemos ver o Doctor de Peter Capaldi se deixando levar pela emoção pela primeira vez, ao guiar o trenó do Papai Noel, ou mesmo no fim da história, quando parte empolgado para a próxima aventura com sua companion.

Falta muito para a nona temporada?

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