Sense8 | Uma Análise Sensorial | Parte 2: A grande sacada


Aviso: Esta análise é, em sua grande maioria, sem spoilers, mas fiquem calmos, a trama como um todo não tem grandes surpresas ou revelações que estragariam o prazer de ver a série.


Se Sense8 tem uma qualidade (calma galera, não estou falando que a série tem apenas uma qualidade, ela possui váááárias) da qual podemos destacá-la, esta é sem dúvida a confiança em quem está assistindo. Algo até normal para produções "netflixianas", mas não deixa de ser louvável a coragem que um roteiro tem que ter para não mastigar as mínimas informações para o telespectador a cada segundo.

Em Sense8 chega a ser gratificante percebermos a complexidade de uma montagem como a da música do post anterior (se não leu o post ou não prestou atenção, ele está AQUI). Sem termos quase nenhuma informação, fica visualmente intuitivo como se dão àqueles momentos que se repetem durante toda a série e, o mais importante, sem grandes explicações.

Aliás, há sim uma ou outra explicação pseudo-científica-nolanzistica que tentam passar, mas no fim, o que você sente e percebe visualmente é - assim como nos próprios personagens - o que fica. Inclusive, essa percepção de normalidade das cenas de transcendentalismo(?!) evolui conforme a própria trama caminha.

E aqui a importância do segundo ato para o desenvolvimento da série, com alguns personagens que pareciam perdidos sem muito a acrescentar, e que ganharam importância e substância, como o Wolfgang e Nomi.

Não que todos deixem de ser estereótipos regionais dos países onde vivem, no entanto ganham contorno e complexidade, como o primeiro, que no início se limitava a ficar com cara emburrada e ser o bad boy, mas que a partir do quinto episódio, sabendo mais sobre o personagem e sua infância, acaba tornando-se relevante. Além disso, seu romance com Kala não soa artificial e forçado como o de Will e Riley, por exemplo.

Kala, aliás, é um dos meus personagens favoritos junto com Will, e posteriormente Wolgang, Sun e Lito, que, apesar de durante quase toda série não interferir em nada na trama, é um arco bem interessante e conta com atores carismáticos.

Sun é outra que, em conjunto com Capheus/Van Damme, culmina num arco bem divertido para a série. E sempre fico com a impressão de que as vezes Sense8 torna-se um "Marvel x Capcom" e que escolher a Sun é sempre apelar.

Mas divago…


Fiquem atentos, pois nos próximos dias finalizo minha análise com direito a mais um post bônus, com polêmicas que deixarão a família tradicional brasileira de cabelo em pé.

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