CCXP 2016 | Obrigado, cosplayers!


Hoje falarei sobre como foi o meu 3º dia de Comic Con Experience 2016, mais precisamente o sábado dia 03/12, também conhecido como o dia mais cheio do evento. E não é a toa que digo isso, pois sábado foi o único dia que esgotou as pré-vendas de credenciais de acesso. Além disso, devido a compromissos profissionais, só pude chegar no período da tarde ao evento, o que eliminou minhas chances de acompanhar os painéis do auditório Cinemark (que são super concorridos). Mas tudo bem, isso já fazia parte do plano.

Uma dica que dou para qualquer um que queira visitar o evento em 2017 é: se você tem o intuito de conhecer estandes, participar das atividades, fazer compras, etc.. o sábado com certeza não é o melhor dia para isso. Filas intermináveis, pessoas para todo lado, fica difícil até caminhar em alguns momentos. Digo isso com normalidade, pois é muito bacana ver tanta gente com gostos semelhantes e se divertindo a beça. Porém, se a sua credencial for de um único dia, talvez você não consiga aproveitar tão bem o evento. Isso, claro, não se aplica aos principais painéis, que costumam acontecer exatamente nesse dia. Para isso, basta chegar bem cedo na fila, o que não foi o meu caso, como já expliquei.


Meu objetivo do dia era fotografar a maior quantidade de cosplays possíveis e aproveitar o ambiente positivo como um todo. E se você, que nem eu, adora cosplays, sábado (domingo também) é o seu dia, pois a quantidade de gente vestida dos mais diversos personagens era impressionante. A cada esquina que você vira há 3 ou 4 personagens que você simpatiza, outros que passa a conhecer naquele momento. E todos, sem exceção, reservam alguns segundos do seu tempo para tirar uma foto com você. Eu costumo dizer, sem medo de errar, que os cosplayers são a alma de um evento como a CCXP. Sem eles a feira perderia 50% da graça.

Se você acompanha nossa página no Facebook, já pôde ver que a qualidade dos cosplays esteve fantástica. Alguns era difícil de acreditar que não era o personagem real, ali, na sua frente. Outra coisa bacana que aconteceu foi que muita gente utilizou a página do evento no Facebook para divulgar seus personagens. Ou seja, muitos cosplayers que eu fotografei acabaram vendo as fotos posteriormente, comentando, interagindo. Repito, esse tipo de coisa é muito bacana e prestigiar o trabalho dessa galera é um prazer.

Abaixo selecionei alguns dos cosplays que mais gostei no evento, mas você pode conferir a nossa galeria completa no Pinterest, é só clicar AQUI.

   
   

Após horas de caminhada e o cansaço dos 3 dias de cobertura batendo nas costas, resolvi acompanhar alguns painéis nos auditórios menores, localizados no mezanino do evento. Cheguei na metade de um painel que já estava rolando com a presença do apresentador Marcos Mion. Não sei vocês, mas como tenho certa idade, posso dizer que sou fã do Mion desde a época em que ele apresentava o Piores Clipes do Mundo, na MTV. Confesso, portanto, que foi muito bacana vê-lo de perto.

O painel era sobre acessibilidade no mundo dos games e a inclusão social na cultura pop. Também havia um autor estrangeiro no palco, mas como cheguei um pouco atrasado, não pude identificá-lo, e por isso peço desculpas. Mion discursou sobre como é ter um filho autista na sociedade atual, e como o papel da criação e da inclusão é essencial na vida do garoto. Ele contou também um pouco sobre o contraste na criação dos demais filhos e como ele os faz acreditar que o garotinho é um super-herói.

Foi um painel bem tocante e que certamente trouxe uma boa sensação a todos os presentes.


Para encerrar o dia, tive o prazer de participar do último painel da noite, o 1º Encontro Nacional do Podcast. Não sei vocês, mas eu sou um apaixonado por podcasts. Escuto já ha alguns anos programas como Nerdcast, Rapaduracast, Matando Robôs Gigantes, Mamilos, Braincast, Canal 42, Papricast, Refil, entre outros. Gosto tanto que criei o meu próprio podcast, o THE CAST, onde lançamos programas semanalmente sobre filmes, séries e cultura pop em geral.

Lá estavam presentes integrantes da maioria dos podcasts que citei acima e mais alguns que ainda não tive o prazer de conhecer, mas que certamente buscarei a informação. Foi um bate-papo muito interessante em que todos puderam discutir um pouco sobre a mídia, o alcance do formato,  o prazer de produzir conteúdo semanalmente e, principalmente, a paixão dos ouvintes. Ouvir podcast é algo realmente viciante. Quando algum programa atrasa você fica chateado de verdade e fica ansioso para que o lançamento aconteça logo. Ouvir podcast é fazer amigos que você não conhece pessoalmente. é conhecer histórias de pessoas que você nunca encontrou na vida, mas que certamente têm um conexão com você.

Foi um momento bem bacana, de interação entre produtores de conteúdo e consumidores. Haviam mais de 900 pessoas no auditório. Pode parecer clichê, mas ali havia uma grande família. Podcasters e ouvintes celebrando um formato apaixonante, que todos ali amavam. O 3º dia de CCXP não podia ter encerrado de forma mais épica.

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