CCXP 2016 | Realizando sonhos


O último dia de Comic Con Experience começou tenso para mim, devido à imensa fila do transporte fretado que havia naquele dia. Tive a sorte da minha amiga Rivka estar por perto e ter me cedido uma carona até o evento. Fica aqui o meu muito obrigado! Meu objetivo nesse dia era tirar mais fotos de cosplayers, já que domingo seria um dos dias mais cheios, e de ir em algum painel no auditório Ultra ou Prime para acrescentar à cobertura.

Esse dia com certeza foi o mais abarrotado de pessoas pra mim, pois no sábado estive o dia inteiro nos painéis do auditório Cinemark. Era muito difícil andar por lá ou mesmo tentar aproveitar os estandes, já que as filas eram imensas, então foquei em registrar os estandes que não havia fotografado nos dias anteriores.

Depois de um bom tempo nessa andança fui para a sala de imprensa usufruir do Wi-Fi (já que meu 3G era inexistente por lá) vi que o Daniel (o Cinéfilo em Série), havia me mandando uma mensagem dizendo que estava rolando uma coletiva de imprensa com o Neil Patrick Harris! Saí de lá como se fosse o Flash em direção a sala de coletivas, mas infelizmente a entrevista havia acabado ha uns 15 minutos. Uma pena que não recebemos a informação com antecedência, do contrário teria dado prioridade a ela com toda certeza. Acabei perdendo a coletiva de 3% e de Shadowhunters, que aconteceram antes da coletiva com Neil. Mas nem tudo estava perdido e fiquei na sala para acompanhar a coletiva de Sense8.

Com a entrevista iniciada, rolaram perguntas, claro, sobre sexo, que para Brian J. Smith (Will) não o incomoda, porque Lana Wachowski (criadora da série) tem uma visão muito bonita sobre isso, a de que é uma ligação humana, que transforma tudo em algo delicado e bonito. Tina Desai (Kala) disse que as pessoas falam da série por diversos outros motivos e não só pelas cenas de sexo. Ela também contou que na nova temporada rolará muito mais interação entre os Sensetes, com mais drama, comédia e amor. Miguel Ángel Silvestre (Lito) contou que amou filmar no Brasil e na parada LGBT em São Paulo, que se divertiu muito. Basicamente tudo foi improvisado na hora, mas Lana orquestrou tudo. Na época bombaram vídeos das gravações e a ansiedade por essa cena na série é muito grande. Ele também falou um pouco sobre a homofobia no Brasil, respondendo a pergunta de como é interpretar um personagem gay, estando num país onde todo dia morrem jovens, vítimas da homofobia. A resposta completa você confere no vídeo abaixo:

“É triste, porque o Brasil tem a maior parada LGBT do mundo, um gesto de respeito aos homossexuais. Eu tenho esperanças de que essa intolerância vai acabar.”


Com o fim da coletiva fui para o auditório Prime, onde haveria um painel sobre os 30 anos da Tectoy no Brasil, com o presidente do conselho da empresa, Stephano Arnhold, lembrando histórias da empresa aqui no país com a Sega. Fiz questão de estar presente nesse painel, afinal, o Mega Drive foi o meu primeiro videogame na infância e sei o quanto a Tectoy se dedicou a ele e aos outros consoles da Sega (Master System, Game Gear, os periféricos Sega CD e 32 X, Saturn e Dreamcast).

O mediador havia prometido que nos 15 minutos finais abririam o microfone para perguntas dos presentes e, dessa forma, já me preparei para fazer a minha. Essa seria a minha primeira pergunta em coletivas, já que nunca entrevistei ninguém, muito menos na CCXP, mas senti que aquele era o momento para isso, já que o assunto me interessava por completo.

No painel foi dito como a TecToy começou em 1987, de como iniciou no segmento dos games, como eles tiveram a ideia de prestar uma homenagem ao Mega Drive (relançando-o com entrada para cartucho, design original e entrada pra cartão SD), da polêmica de não ter entrada HDMI, da briga da SEGA contra a Nintendo e das propagandas existentes na SEGA americana (que não existiram no Brasil), da concepção e criação do game Mônica no Castelo do Dragão juntamente com o Maurício de Souza, a história da criação do game Super Mônaco GP II, com supervisão de Ayrton Senna e da iniciativa de lançarem novos cartuchos para o Mega Drive que será lançado em 2017. Logo abaixo está a gravação que fiz do painel completo, para quem tiver interesse:


No momento que foram liberadas as perguntas eu prontamente levantei a mão e fiz a minha questão, que era sobre a tradução e adaptação dos jogos para o português brasileiro, se haviam jogos que tinham mais prioridade que outros e quais eram as dificuldades para esse trabalho. Stephano Arnhold elogiou a minha pergunta e contou sobre o processo de tradução de Phantasy Star (primeiro game traduzido por eles oficialmente), além das dificuldades de não poderem traduzir todos os jogos que queriam, devido a alguns fatores como tempo de lançamento de jogos e a chegada do mesmo game ao país, além, claro, da parte econômica. Foi um momento de imensa felicidade da minha parte, pois nunca imaginei que tiraria essa dúvida que tinha a tanto tempo, numa CCXP. e com o presidente do conselho da TecToy. Foi um dos momentos mais incríveis que passei no evento, sem dúvida.

E assim termina mais uma cobertura da Comic Con Experience que fiz para o Cinéfilo em Série. Agradeço mais uma vez o Daniel Oliveira pelo convite e a oportunidade de cobrir o evento pelo 2° ano consecutivo e espero que vocês, leitores, tenham gostado dos textos e tenham captado um pouco do que senti e da experiência de estar naquele pavilhão vivenciando momentos incríveis. É como o novo slogan diz: Viva o Épico.

E eu vivi.

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