5 Filmes Com Ótimos Roteiros


A sétima arte tem o magnífico poder de nos transportar para diferentes realidades e, apesar da forte entonação que a palavra “poder” carrega, essa imersão, muitas vezes, ocorre de maneira sutil. A conquista do espectador se dá por diversos motivos, mas um dos mais importantes é a história a ser contada. Para que um filme aconteça, diversos fatores precisam convergir, mas a escrita de um bom roteiro é fundamental para a ligação entre início, meio e fim. 

Um roteiro cinematográfico não é apenas um guia para a equipe, mas também a razão de um filme existir. Ele é um protagonista, o fio condutor que conduz a narrativa e, assim como na produção audiovisual, tem relação mútua e direta com o diretor. Todas as informações sobre o longa devem estar inseridas nesse documento que também é conhecido como guião. 

Durante o desenvolvimento de um projeto cinematográfico, as ideias devem ser muito bem elaboradas para que a produção não seja vítima de um furo de roteiro, por exemplo. Esse tipo de erro compromete principalmente as mentes por trás do projeto, acarretando na desvalorização dos mesmos dentro deste mercado. Não é a toa que a categoria de “melhor roteiro” está inclusa na maior premiação cinematográfica, o Oscar.

Muitas obras são conhecidas por seus roteiros memoráveis, como O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola e Mario Puzo) ou Pulp Fiction (Quentin Tarantino), mas não somente os clássicos são dignos de levantarem orgulhosamente esta bandeira. Abaixo, listei 5 filmes que podem compartilhar dessa mesma glória (mesmo sem receber – ou sequer serem indicados – a prêmios para melhor roteiro):


Ligados Pelo Amor (Stuck in Love, 2012)


Dirigido e roteirizado por Josh Boone (A Culpa É Das Estrelas), o longa acompanha as consequências que uma traição pode trazer para uma família. Com personagens muito bem desenvolvidos, nem mesmo os coadjuvantes, com suas subtramas, enfraquecem o roteiro, pelo contrário, o enriquecem ainda mais com suas temáticas. Apesar de ser uma história sobre amor e segundas chances, os dramas pessoais e os arcos dos personagens emocionam. A narrativa se desenvolve de uma maneira tão natural que tudo parece muito real e palpável, trazendo um maior impacto para o público. 


Cara Gente Branca (Dear White People, 2014)


Antes de ter sido popularizada como série pela Netflix, um filme homônimo estreou no Festival de Sundance em 2014. Em seu primeiro e até então único longa, o diretor e roteirista Justin Simien não poderia ter tido um início melhor. Em Sundance, sua produção levou o prêmio de talento revelação em drama. Mostrando diversos pontos de vista, Cara Gente Branca retrata as tensões raciais dentro de uma universidade norte-americana. Com uma narrativa inteligente e sarcástica, a obra demonstra como o racismo ainda está intrínseco dentro da sociedade, trazendo a tona temáticas que incomodam e levam o espectador a uma auto-análise bem interessantes referente ao assunto.


Questão de Tempo (About Time, 2013)


Apesar de no início aparentar ser somente mais uma comédia romântica, Questão de Tempo surpreende com a profundidade de sua história. Dirigido e roteirizado por Richard Curtis (Um Lugar Chamado Nothing Hill), o longa acompanha a trajetória de Tim Lake (Domhall Gleeson), um rapaz do interior da Inglaterra que, em seu aniversário de 21 anos, é presenteado com a habilidade de viajar no tempo – dom compartilhado por todos os homens de sua família, como explica seu pai (Bill Nighy). Mesmo com essa temática arriscada, o filme cresce aos olhos com a trilha sonora e o timing perfeito para o humor. O roteiro emociona e causa empatia ao público, trazendo um final extremamente comovente. 


Divertida Mente (Inside Out, 2015)


Um dos filmes mais geniais da Pixar conta com o roteiro escrito por três profissionais: Meg LeFauve, Josh Cooley e Pete Docter (Monstros S.A.) – também diretor do longa. A animação foi indicada em 2016 para o Oscar de melhor roteiro original, mas acabou perdendo para Spotlight: Segredos Revelados (Thomas McCarty). Mesmo sem uma estatueta para este mérito em específico, Divertida Mente consegue apresentar conceitos sobre psicanálise de maneira coerente e que faça sentido para seu público alvo. Apesar de ser direcionado para as crianças, sabemos que os filmes da Pixar são um prato cheio para os adultos, pois a forma como a narrativa se constrói, culminando em explicações simplificadas dos estudos sobre a mente humana, são o que fazem o roteiro ser excepcional.


Whiplash: Em Busca da Perfeição (Whiplash, 2014)


Precedido por um curta-metragem homônimo de 18 minutos, que recebeu o prêmio de melhor curta-metragem no Festival de Sundance em 2013. Foi o apoio necessário para que o longa-metragem fosse lançado um ano depois. Indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado, o filme sobre um rapaz que tem como sonho ser um baterista clássico de sucesso, pode ser caracterizado pela palavra "tenacidade". Com atuações incríveis de J.K. Simmons (Homem-Aranha) e Miles Teller (Cães de Guerra), o roteirista e também diretor Damien Chazelle (La La Land) traz nas batidas das baquetas o ritmo acelerado e tenso que o filme exige. 


BÔNUS | Stranger Things (2016 - atualmente)


Fugindo da temática cinematográfica, a série de ficção-científica aclamada pela crítica e pelo público, conta com um roteiro incrível e bem redondinho. No decorrer dos míseros oito episódios, Stranger Things constrói uma narrativa bem elaborada e sem deslizes, deixando os ganchos certos para o segundo ano da série. Com diferentes pontos de vistas sobre um mesmo incidente e personagens cativantes que conquistam o espectador logo de cara, a produção merece essa menção honrosa.

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