CRÍTICA | O Assassino: O Primeiro Alvo

Direção: Michael Cuesta
Roteiro: Stephen Schiff, Michael Finch, Edward Zwick e Marshall Herskovitz
Elenco: Dylan O'Brien, Michael Keaton, Taylor Kitsch, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2017


O Assassino: O Primeiro Alvo conta o início da saga do personagem Mitch Rapp (Dylan O'Brien) para se tornar um agente antiterrorismo. A trama começa com um ataque terrorista na praia, na qual o protagonista e sua namorada Katrina (Charlotte Vega) estão passando férias. Uma cena de abertura impactante, que de cara nos faz compreender as reais motivações de Mitch em decidir perseguir os terroristas que mataram diversas pessoas inocentes.

O primeiro ato da obra investe na criação do tipo de pessoa que o personagem se torna, pois o vemos sendo construído de baixo para cima, com suas táticas e seus esforços para alcançar os terroristas. Nesse ponto, a construção e o trabalho de Dylan O'Brien (Maze Runner) é eficiente, por fazer o espectador ter empatia por Mitch. Compreendemos sua busca por vingança, o que justifica até seus atos mais imprudentes em primeira instância.

A trama se aprofunda quando o governo norte-americano é envolvido e somos introduzidos a Stan Hurley (Michael Keaton), uma espécie de mentor para o protagonista, que o ajuda a refinar suas escolhas, buscando ficar dentro da lei. O personagem serve ao clichê que esse tipo de filme permite, ou seja, o professor casca grossa ensinando o aluno imprudente. Nesse ponto Keaton e O'Brien se destacam, pois têm uma ótima química em cena, entregando boas atuações, especialmente quando a trama pede intensidade dramática.

Crédito: Paris Filmes

Ainda sobre Michael Keaton (Fome de Poder), é sempre gratificante vê-lo atuando, especialmente em momentos em que vai ao “limite da insanidade” ao contracenar com Taylor Kitsch (O Grande Herói), o seu nêmesis, por assim dizer. Fazia tempo que não via Keaton tão "vivo" e expressivo em tela, algo muito bem-vindo aqui, trazendo o personagem interessante e carismático.

Se as atuações se destacam, não posso dizer o mesmo do roteiro. A quantidade de reviravoltas torna o filme arrastado, se perdendo dentro da sua seriedade e no gênero em que se encontra. Ou seja, não funciona necessariamente como gênero de espionagem, ao passo que também não é um grande longa de ação. Mesmo assim, a trama consegue trazer certa profundidade no que diz respeito as motivações dos personagens, pois tanto vilões como mocinhos brigam por suas convicções e acreditam estar corretos a suas maneiras. Isso cria um cabo de guerra na expectativa da audiência.

No fim, O Assassino: O Primeiro Alvo mostra-se uma boa adaptação da série de livros escrita Vince Flynn. E ainda que não possua uma trama deveras interessante, consegue conquistar pelo carisma de seus personagens e atores. O tipo de filme que, se você ver passando na TV, talvez dê vontade de assistir. 

Bom

Crédito: Paris Filmes

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