CRÍTICA | Logan Lucky: Roubo em Família

Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Rebecca Blunt
Elenco: Channing Tatum, Daniel Craig, Adam Driver, Sebastian Stan, Riley Keough, Katie Holmes, Hilary Swank, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2017


Logan Lucky: Roubo em Família é o novo filme do aclamado diretor estadunidense Steven Soderbergh (Onze Homens e Um Segredo), ele que havia se aposentado da direção de longas-metragens, repete aqui, pela quarta vez, a parceira com Channing Tatum (Magic Mike), além de retornar a uma temática que o consagrou: roubos complexos. 

Baseado no roteiro de Rebecca Blunt, a trama apresenta três irmãos: Jimmy (Channing Tatum), Clyde (Adam Driver) e Milie (Riley Keough). Os Logan, uma família que vive em Charlottesville, no estado da Virgínia Ocidental no noroeste dos Estados Unidos, são assombrados por uma antiga maldição que recaiu sobre eles  há anos, onde todos os membros sofrem algum acidente ou acabam morrendo. Apesar de não acreditar em tudo isso, Jimmy foi uma estrela de futebol americano durante o ensino médio e, por conta de uma lesão, não conseguiu seguir com a carreira. Clyde, por sua vez, foi preso na adolescência e depois voluntário duas vezes no exército, sendo mandado para a Guerra do Iraque, onde perdeu seu antebraço esquerdo, posteriormente se tornando um barman neurótico. 

Quando a ex-esposa (Katie Holmes) de Jimmy comunica que irá se mudar para outra cidade com o novo marido, levando a pequena filha do casal (Farah Mackenzie), o personagem acaba sendo demitido de seu emprego de empreiteiro nas reformas do Autódromo Charlotte Motor Speedway e, por conta disso, trama um plano em onze passos para roubar o antigo local de trabalho, durante o GP de 600 Milhas da NASCAR, juntamente com seus irmãos. E para que esse dê certo, eles recorrem a ajuda de um esperto e excêntrico assaltante de bancos, Joe Bang (Daniel Craig), e seus irmãos (Brian Gleeson e Jack Quaid) para colocar o plano em prática.

Crédito: Diamond Films Brasil

Fazendo o uso da metalinguagem, Soderbergh referência sua famosa trilogia Onze Homens e Um Segredo, da forma menos glamourosa possível, em diversos momentos do longa-metragem. Se no começo dos anos 2000 ele vestiu George Clooney num terno fino da grife Armani e o colocou para roubar os três maiores cassinos de Las Vegas, agora o premiado cineasta veste Channing Tatum com camisetas e jeans surrados para roubar um dos eventos que mais movimentam o pacato estado da Virgínia Ocidental. Ambos os personagens principais tem seus objetivos bem traçados e fazem de tudo para conquistar o que desejam. Mas as semelhanças terminam por aqui. Enquanto Danny Ocean é carismático e fanfarrão e tem uma equipe de criminosos espertos, Jimmy Logan é sisudo e avesso às novas tecnologias e tem um bando de caipiras que causam diversas situações que colocam a paciência de Jimmy à prova.

Desenvolvido de forma rápida e cômica, Logan Lucky vem agradando aqueles que estavam com saudade dos filmes do diretor. Soderbergh presta aqui uma homenagem à sua infância e adolescência, passada em Charlottesville, onde era fascinado com os sistemas de tubos que ligava ao cofre do banco onde sua mãe trabalhava, não esquecendo, é claro, de fazer com que o espectador ria com as ótimas piadas.

Ótimo

Crédito: Diamond Films Brasil

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