CRÍTICA | A Menina Índigo

Direção: Wagner de Assis
Roteiro: Wagner de Assis
Elenco: Letícia Braga, Murilo Rosa, Fernanda Machado, Eriberto Leão, entre outros
Origem: Brasil
Ano: 2017


E se pudéssemos enxergar a vida pelo olhar de uma criança inocente? Será que iríamos nos surpreender? A Menina Índigo, filme dirigido por Wagner de Assis (Nosso Lar), nos tira da inércia da vida adulta e nos faz mergulhar em um oceano de criatividade, amor e respeito. Uma reflexão aos pais sobre como lidar com filhos que evoluíram o suficiente para questionar as regras.

Sofia (Letícia Braga) é uma menina que questiona tudo e busca viver de forma mais correta. Ela é diferente das outras crianças, através da pintura e de uma concepção tão meiga, ela percebe que tem o dom de curar as pessoas. A habilidade da menina deixa a todos curiosos ao ponto de contarem sua história em uma revista. Como lidar com a fama tão cedo? O que dizer das pessoas que buscam a ajuda de uma criança? Estariam todos loucos?

O título da obra, A Menina Índigo, é muito interessante quando pesquisamos um pouco a respeito. "Criança índigo" é um termo bastante utilizado pela parapsicologia para descrever jovens com habilidades especiais, que possuem aptidões sociais mais refinadas e maior sensibilidade, cujo objetivo seria implantar uma "nova era" na humanidade. Ao mesmo tempo, o substantivo "índigo", no dicionário, significa "forte tonalidade de azul, semelhante ao azul violeta". São definições que conversam diretamente com a personagem Sofia e com o longa-metragem como um todo.

Crédito: Cinética Filmes

O elenco traz nomes conhecidos como Murilo Rosa (A Comédia Divina), Fernanda Machado (Tropa de Elite), Eriberto Leão (Assalto ao Banco Central), entre outros, mas é de fato a jovem Letícia Braga (D.P.A.: O Filme) que se destaca. A pequena Sofia enche nossos corações de alegria, gratidão e ternura, revelando o talento promissor de uma jovem atriz 

Analisando alguns aspectos técnicos, o filme talvez deixe um pouco a desejar, no entanto, a mensagem transmitida é tão inspiradora que me faz relevar eventuais erros cometidos. Não tem como sair do cinema sem questionar tudo o que vivemos e como fazemos determinadas escolhas em nossas vidas. Saí do cinema com a vontade de encontrar uma lata de tinta e brincar até cansar. Sentir a energia das cores, viver em um mundo novo, onde o amor é o que nos move.

A Menina Índigo ainda encontra tempo para fazer uma crítica social e política através da personagem da avó de Sofia. Um filme para a toda família, lindo do início ao fim. 

Ótimo

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