CRÍTICA | Unicórnio

Direção: Eduardo Nunes
Roteiro: Eduardo Nunes
Elenco: Patrícia Pillar, Barbara Luz, Zécarlos Machado e Lee Taylor
Origem: Brasil
Ano: 2017


Segundo longa-metragem de ficção dirigido por Eduardo Nunes (Sudoeste), Unicórnio é uma adaptação de dois contos de Hilda Hilst: “O Unicórnio” e “Matamoros”. Trata-se de um projeto que conta com recursos do FSA para a sua realização e é protagonizado por Patrícia Pillar (Zuzu Angel), que também é produtora associada do filme. 

Na trama, quando o pai de Maria (Barbara Luz) deixa sua casa, a menina de 13 anos e sua mãe voltam ao seu cotidiano de cuidar da casa e da plantação, enquanto esperam que ele regresse. Porém, quando o destino das duas se cruza com um criador de cabras, um homem rude e bonito que vive na região, elas se entregam a seus desejos, pondo em risco o futuro de sua família, que pode ganhar um destino trágico.

Com uma narrativa lúdica e uma primorosa mise-en-scène, Unicórnio se apresenta como uma fábula, se passando em um lugar que a gente pode imaginar existir,  ao mesmo tempo que parece tão distante de nossa realidade. As locações utilizadas em muito ajudam a construir essa percepção, visto que o filme foi rodado na região serrana do estado do Rio de Janeiro.

Crédito: 3 Tabelas Filmes e Produções Artísticas

A fotografia de Mauro Pinheiro Jr. investe em cores vibrantes e transforma as montanhas da região serrana quase que em um personagem do filme. Essa qualidade atrelada ao ótimo trabalho de edição som, cria tensão justamente nos sons da natureza, que se entrelaçam com a trilha sonora composta por Zé Nogueira.

Unicórnio trata de temas íntimos e questões que, por natureza, temos dificuldade de expressar, como a perda de alguém querido, o amadurecimento com o passar dos anos, as questões existenciais de cada um, bem como nossos desejos carnais. A trama propõe “uma viagem ao nosso interior", por assim dizer, e poderia render boas análises psicanalíticas. 

Bom

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