The Good Place | 1ª Temporada


Desde sua estreia na Netflix, o que mais escutei da minha irmã foi: assista The Good Place! Ela praticamente implorou para isso acontecer, sério. Eu sou bem chata em começar a assistir algo sem ter um real interesse, tanto que eu quase sempre odeio filmes e séries que fui "obrigada" a assistir. Felizmente, dessa vez eu me apaixonei pela indicação e agora estou aqui tentando convencer mais pessoas a dar uma chance para essa série.

A premissa de The Good Place é simples. Existem dois lugares possíveis para você estar depois que a morte chega: o lugar bom e o lugar ruim. O que determina para onde você vai são todas as coisas que você faz na Terra quando está vivo, todas as pequenas e grandes decisões e comportamentos fazem você ganhar ou perder pontos. Quanto maior a sua pontuação, maior a chance de você ir para o lugar bom, onde pouquíssimas pessoas conseguem entrar. A maior parte da população vai para o lugar ruim.

Acompanhamos Eleanor Shellstrop (Kristen Bell), personagem que acabou de morrer e é recebida por Michael (Ted Danson), o arquiteto do lugar bom. Ele mostra toda a vizinhança, explica como tudo funciona e a leva para sua casa, que é customizada segundo seus gostos. É tudo lindo e maravilhoso, exceto, claro, o fato de Eleanor estar ali por engano. Fora seu nome, tudo que Michael sabe sobre ela está errado. A personagem então recorre a sua alma gêmea, Chidi (William Jackson Harper), que era um professor de ética e filosofia, para tentar mudar e ser uma boa pessoa o mais rápido possível, antes que toda a vizinhança se destrua por causa de sua presença.

Crédito: NBC

A produção foi criada por Michael Schur, um dos criadores de Brooklyn Nine-Nine, o que foi um ponto positivo para mim, já que adoro essa série também. Por conta disso, é possível notar uma certa semelhança no estilo de humor, no ritmo e na forma de colocar as piadas em meio as situações vividas pelos personagens. Grande parte da graça vem dos trocadilhos feitos na hora de falar um palavrão, já que no Lugar Bom não é permitido xingar, dessa forma, as palavras são trocadas por outras parecidas e deixa a situação diferente e divertida.

Conforme os episódios vão passando, vemos que Eleanor não é a única protagonista. Chidi, sua alma gêmea e Tahani (Jameela Jamil) e Jason (Manny Jacinto), seus vizinhos, também assumem grande parte de toda a situação, e somos apresentados lentamente a história de cada um deles quando estavam na Terra. Até Michael tem grande papel na série e, na minha opinião, é o melhor personagem. Isso é claro, se excluirmos Janet (D'Arcy Carden), uma espécie de assistente que aparece a qualquer momento para responder as dúvidas dos moradores e proporcionar a melhor experiência possível para os humanos.

Por ser uma temporada curta, com apenas 13 episódios, e por todos eles estarem no catálogo da Netflix, é fácil nos vermos viciados, assistindo um capítulo atrás do outro sem nenhum controle. Tudo acaba passando extremamente rápido e o espectador vai ficando mais e mais curioso para descobrir o que vem a seguir. The Good Place é cheia de revelações e possui, talvez, o melhor plot twist que já vi em uma série de humor.

Crédito: NBC

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