CRÍTICA | A Origem do Dragão

Direção: George Nolfi
Roteiro: Stephen J. Rivele e Christopher Wilkinson
Elenco: Philip Ng, Yu Xia, Yue Wu, entre outros
Origem: China / Canadá / EUA
Ano: 2016


Ícone dos anos 1970 e um dos artistas mais influentes das artes marciais, o lendário Bruce Lee mostrou que fez a diferença na terra do Tio Sam. Tanto que hoje sua história é contada em A Origem do Dragão, longa dirigido por George Nolfi (Os Agentes do Destino), que narra desde as aulas que Lee ministrava nos Estados Unidos, até a épica luta que trava com Wong Jack Man para resolver antigas rusgas. Sem dúvida uma trajetória que merece e vale a pena ser contada.

Na trama, Bruce Lee (Philip Ng) já é um mestre reconhecido e ensina Kung Fu a alunos ocidentais em uma academia de São Francisco, na Califórnia, com destaque para Steve McKee (Billy Magnussen), um dos que mais se sobressai. Em um curto intervalo, Lee é surpreendido com a notícia de que o mestre Wong Jack Man (Yu Xia) estava nos Estados Unidos para pagar uma penitência após deixar o ego se sobrepor à disciplina e utilizar força excessiva durante uma luta de exibição, quase levando um oponente a óbito. Ele então resolve intimar Wong para um duelo, inicialmente negado, mas que reserva reviravoltas, fazendo a histórica ganhar contornos mais intensos e dramáticos.

O roteiro inicialmente mostra dois personagens de diferentes personalidades. O primeiro, Lee, bastante egocêntrico, arrogante e cheio de si, já o segundo, Wong, é mais contido, pés no chão e com disposição a cumprir sua penitência e manter a tradição chinesa de que o Kung Fu é uma arte milenar e exclusiva de seu povo, não podendo ser transmitida a outros nacionalidades. 

Foto: Imagem Filmes

A divergência na forma como enxergam a importância do Kung Fu para as pessoas, faz o espectador reconhecer o valor da arte marcial e enxergar por um novo prisma como os orientais eram retratados nos filmes de Hollywood. Além disso, o elenco secundário também ganha espaço e importância na narrativa, como McKee (Billy Magnussen), que se torna uma importante conexão entre Bruce Lee e o mestre Wong, uma figura determinante para salvar a jovem Xiulan (Qu Jingjing), aprisionada pela máfia chinesa, além de sua grande amada.

A produção utiliza de belas locações em São Francisco, além de efeitos especiais dinâmicos e combinados ao slow motion durante as lutas, causando certo realismo e frenesi no público. Há também a trilha sonora típica de filmes de luta, estrondosa e com o som mais alto nos golpes mais duros e complexos. Tudo feito de forma acurada e preocupado com o universo do Kung Fu e com a importância de Bruce Lee para as artes marciais.

Por outro lado, o roteiro peca em inserir um romance entre uma oriental e um ocidental, desenvolvendo-o de forma inverossímil, soando como mero pretexto para a luta épica entre mestre e pupilo. Isso acaba desapontando um pouco o espectador, mas o conjunto da obra não deixa a desejar, sendo ainda uma boa opção para os fãs de artes marciais.

Foto: Imagem Filmes

Emocionante, dinâmico e cheio de vibrações, A Origem do Dragão faz uma digna homenagem a um dos maiores nomes que o cinema já conhecer, afinal, Bruce Lee é mais que um ícone, é uma lenda!

Ótimo

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