CRÍTICA | Perfeita é a Mãe 2

Direção: Jon Lucas e Scott Moore
Roteiro: Jon Lucas e Scott Moore
Elenco: Mila Kunis, Kristen Bell, Kathryn Hahn, Christine Baranski, Susan Sarandon, Cheryl Hines, entre outros
Origem: EUA / China
Ano: 2017


Sucesso de público em 2016, Perfeita é a Mãe (Bad Moms) ganha uma sequência recheada de cenas quentes, muitos palavrões e momentos ainda mais insanos. O "trio de ferro" composto por Mila Kunis (O Destino de Júpiter), Kathryn Hahn (Zerando a Vida) e Kristen Bell (Frozen: Uma Aventura Congelante) está de volta e disposto a jogar tudo para o alto novamente, dessa vez, em uma trama natalina, algo semelhante com o que aconteceu no recente Pai em Dose Dupla 2.

Em Perfeita é a Mãe 2 (A Bad Moms Christmas), Amy (Kunis), Kiki (Bell) e Carla (Hahn) terão que lidar com o estresse familiar da época natalina, com a preocupação de realizar uma ceia perfeita, e a situação complica com a chegada inesperada de suas mães. Amy terá que se controlar e evitar as brigas constantes que tem com Ruth (Christine Baranski), uma mulher controladora, elitista e obcecada por perfeição. Kiki tentará a todo custo se desvencilhar de Cindy (Cheryl Hines), uma mãe super apegada à filha, solitária e que não conseguiu superar a morte do marido. Já Carla reviverá uma relação complicada com Isis (Susan Sarandon), mãe descolada, sem papas na língua e adepta da vida regada a sexo, drogas e rock'n'roll.

A premissa é simples e o roteiro resolve repetir a fórmula do longa anterior, apostando em cenas cômicas, regadas a palavrões e seguidas de discursos motivadores. Isso acaba dando certo, especialmente quando temos as três protagonistas em cena, cujo talento e química são essenciais para o sucesso da obra. Uma pena que essas interações demorem a acontecer nessa sequência. O que vemos inicialmente são os problemas familiares vividos por cada uma delas e a chegada das mães. Há uma divisão da trama, que começa nos cinco dias que antecedem o Natal, e somente quando faltam três dias para a celebração é que podemos, enfim, ver as três jovens mães juntas de novo.

Foto: Diamond Films

Outro problema é o desenvolvimento das subtramas. que não ocorrem de forma harmoniosa. Os entreveros entre Amy e Ruth chamam mais a atenção, não só pelo desempenho das intérpretes, mas pela alta complexidade da relação entre mãe e filha. Por trás do jeito autoritário e exagerado de Ruth, há segredos que aos poucos são revelados e fazem Amy enxergar a matriarca com outros olhos. As soluções encontradas para os conflitos podem até soar batidas, porém convencem o público, a ponto de inflamá-lo e fazê-lo torcer por uma reconciliação entre as duas. 

O mesmo não vemos quando nos deparamos com Kiki e Cindy, por exemplo. A personagem de Cheryl Hines (Pense Como Eles Também), para desenvolver suas piadas e arrancar risos do público precisa recorrer a adereços e objetos cômicos, o que soa muito forçado. O arco de Carla e Isis, por sua vez, é o menos desenvolvido entre as três, chegando a ser deixado de lado em alguns momentos do filme. Para corrigir isso, a montagem é acelerada e as piadas parecem feitas às pressas, o que acaba por prejudicar a essência da produção, até então bem articulada e bem conduzida pelas demais atrizes.

Com humor ácido e boas atuações, Perfeita é a Mãe 2 pode tornar seu natal mais divertido e engraçado, mesmo sem tantas novidades e com uma fórmula batida. Para alguns pode soar como um filme bobo, de risadas rápidas, mas trata-se de  gênero que ainda funciona nessa época do ano, atraindo grandes públicos para uma sessão pipoca em uma tarde descompromissada. 

Bom

Foto: Diamond Films

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