TOP 10 Colaboradores | Melhores Filmes de 2017


Todo ano eu, como editor do Cinéfilo em Série, publico o meu Top 10 com os melhores filmes que foram exibidos no Brasil dentro daquele período. É claro que em 2017 não será diferente, portanto aguardem, minha lista sai semana que vem. Porém, esse ano teremos mais uma lista. Com a chegada dos colaboradores do blog, é claro que tínhamos que ter também um Top deles, não é mesmo?

Com vocês, as regras: 15 colaboradores do blog votaram nos seus 10 filmes favoritos de 2017. A única regra é que esses filmes tenham sido lançados oficialmente no Brasil dentro deste ano, ou seja, obras que estrearam apenas lá fora (ou nos torrents) não entraram na conta. Para cada filme foi atribuída uma pontuação de 1 a 10, de acordo com a colocação no Top de cada colaborador. Sendo assim, quem foi top 1 recebeu 10 pontos, quem foi top 2 recebeu 9 pontos e assim por diante. Somadas todas as listas, os filmes com mais pontos formaram o Top 10 Colaboradores. E o resultado vocês conferem agora!

Concorda com a lista? Discorda? Diz pra gente nos comentários o seu top 10 de 2017!


10. Mulher-Maravilha
(Wonder Woman, 2017)


Sucesso do ano da DC Comics, Mulher-Maravilha não poderia ficar de fora dessa lista. Após 75 anos da estreia nos quadrinhos, a heroína icônica ganhou o seu próprio filme solo dirigido por Patty Jenkins (Monster: Desejo Assassino) e protagonizado por Gal Gadot (Velozes e Furiosos 6). Com uma narrativa simples, porém, repleta de momentos engraçados e cenas de ação, o longa introduz de forma forte e empolgante a história da protagonista. Gadot se encaixa perfeitamente na pele de Diana Prince, transparecendo os conflitos internos da personagem e protagonizando cenas memoráveis de luta.

Cibele Pixinine


9. Mãe!
(Mother!, 2017)


Darren Aronofsky (Fonte da Vida) é conhecido por ser um diretor que não entrega filme fácil para o espectador. Desde Réquiem para um Sonho, o cineasta se especializou na arte da subversão e desconstrução de expectativas. Em Mãe!, são aplicados todos esses conhecimentos e muitos outros. Espinhento, instigante e peculiar são características fundamentais dessa obra, que certamente farão o espectador se perguntar por horas e horas, o que acabou de ser exibido em tela.

Rafael da Fonte de Hires


8. Blade Runner 2049
(idem, 2017)


Blade Runner 2049 teve a difícil tarefa de honrar um dos maiores clássicos da ficção científica já feitos e manter vivo o seu legado. Para a nossa sorte o longa não fez feio e conseguiu capturar a essência do seu predecessor, nos entregando uma história que conversa com as questões deixadas pelo filme de 1982, ao mesmo tempo que expande seu universo, utilizando de uma cinematografia única, sustentada por uma trilha sonora que se assemelha a original e amarra a obra de forma espetacular. É o tipo de sequência que podia dar muito errado, mesmo estando nas mãos de Denis Villeneuve (A Chegada), diretor que vem entregando bons filmes ao público, no entanto, o cineasta mais uma vez provou que é capaz de criar grandes histórias, reverenciando o original e recheando seu filme de surpresas e momentos de contemplação visual. Blade Runner 2049 faz jus as suas raízes e consegue ter personalidade própria, movendo a franquia para frente.

Pamela Santos


7. Dunkirk
(idem, 2017)


Baseado na Operação Dínamo, onde pouco mais de 300 mil soldados foram evacuados de uma praia francesa, Dunkirk consegue prender o público com o ritmo imprevisível da guerra, auxiliado pela montagem alucinante proposta pelo roteiro de Christopher Nolan (Interestelar). O destaque do longa é a trilha sonora de Hans Zimmer (Batman: O Cavaleiro das Trevas), que com os personagens anônimos e a escassez de diálogos, é alçada como uma protagonista. Apesar dos acertos, o filme de Nolan não é perfeito, mas com certeza tem seus méritos e merece sua posição nesse Top 10, e certamente deve receber algumas indicações ao Oscar.

Bárbara Peres


6. Moonlight: Sob a Luz do Luar
(Moonlight, 2016)


O vencedor do Oscar de melhor filme, melhor ator coadjuvante (Mahershala Ali) e melhor roteiro original, é um drama fantástico. Muito bem escrito e dirigido por Barry Jenkins (Medicine for Melancholy), Mooonlight mostra em três atos a vida de Chiron, mostrando a criação da sua personalidade, a descoberta da sexualidade, as mudanças que o passar dos anos trazem, bem como as tragédias ocorrentes na sua vida. Suas experiências moldam todo o seu modo de pensar, agir e ser. Chiron tem muitos conflitos, que ficam sempre estampados em seu modo de agir (silencioso na infância, com olhares de desconfiança) e nas suas vestimentas (no terceiro ato, seu figurino reflete o de Juan, o traficante vivido por Ali). É nesse mundo de descobertas que tentamos entender os dilemas do protagonista, com uma fotografia belíssima, atuações memoráveis e emoções expostas em cada linha do roteiro, inclusive em seu desfecho, no que parecia uma conversa simples, mas que é de grande significado para o personagem.

Moonlight foi o primeiro filme com elenco totalmente composto por atores e atrizes negros a vencer um Oscar. Foi também o primeiro com a temática LGBT, o que infelizmente é raro em Hollywood, já que poucos dão oportunidade para o tema. E sem oportunidades não há visibilidade, a não ser que um cineasta como Barry se destaque além da curva. A mudança está vindo aos poucos, em passos curtos, mas está vindo.

Edu Oliveira


5. Corra!
(Get Out, 2017)



Um dos filmes mais comentados do ano, Corra! é outra produção fantástica de Jason Blum (produtor de sucessos como Whiplash e Fragmentado). Escrito e dirigido por Jordan Peele (Keanu), o longa narra a visita de Chris (Daniel Kaluuya) à casa dos pais da namorada Rose (Allison Williams). Acostumado ao racismo sempre presente na sociedade norte-americana, Chris, que é negro, surpreende-se com a recepção mais do que calorosa da família da namorada branca. Enquanto tenta integrar-se ao novo ambiente, porém, ele descobre-se imerso em seu mais terrível pesadelo. Produzido com um orçamento estimado em 5 milhões de dólares, o filme arrecadou mais de 250 milhões mundialmente. Aterrorizante, engraçado e provocador, Corra! é mais que um thriller, é uma sátira da sociedade politicamente correta norte-americana e um manifesto denunciante do tratamento desigual dado a negros e brancos nos Estados Unidos. Imperdível.

Lívia Campos de Menezes


4. Logan
(idem, 2017)


Logan chegou como uma das grandes promessas do gênero super-herói em 2017. Respeitando o legado de um dos maiores personagens dos quadrinhos, o longa finalmente atendeu as expectativas dos fãs assíduos por um final digno não somente para saga do Wolverine, mas também para uma despedida respeitosa de Hugh Jackman (O Rei do Show), que interpretou o personagem por 17 anos. Com um roteiro maduro e cenas brutalmente bem trabalhadas, Logan se mostrou um trabalho corajoso do diretor James Mangold (Johnny & June), que aceitou o desafio de filmar um longa para maiores de 18 anos, permitindo que ele fizesse jus ao que todos esperavam. Além de ser uma obra emocionante, nos deixando com o coração apertado do começo ao fim, a produção nos presenteia com a entrada da personagem X-23. Se o objetivo era ser um grande filme de herói, esse trabalho vai além e se transforma em uma uma despedida cheia de saudosismo.

Sumaia Gomes


3. Em Ritmo de Fuga
(Baby Driver, 2017)


A música e o cinema formam uma combinação maravilhosa, principalmente quando a trilha sonora guarda uma perfeita sinergia com a sequência de ações de uma trama e o estado de espírito dos personagens. Num misto de adrenalina, perseguições policiais e um enredo com diálogos afiados e elenco entrosado, Em Ritmo de Fuga, de Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo), é um convite para aqueles que querem viver novas emoções e se conectar a uma "vibe" com músicas de qualidade, que vão desde Blur a Barry White. Há canções para todos os gostos, além de atuações seguras e memoráveis, com destaque para Ansel Elgort (A Culpa é das Estrelas) e Jamie Foxx (Django Livre).

Cesar Augusto Mota


2. La La Land: Cantando Estações
(La La Land, 2016)



É inegável dizer que La La Land conquistou os olhares do público, mesmo com a divergência de opiniões. Logo os primeiros cinco minutos de filme são capazes de fazer qualquer amante de musicais e quiçá, de cinema, se apaixonar pelo plano sequência extremamente bem coreografado e complexo, no qual as pessoas abandonam seus carros em um engarrafamento para cantarem e dançarem, tudo sem um corte perceptível sequer. A história pode até ser simples e clássica, mas o grande diferencial é o modo como ela foi dirigida. Damien Chazelle (Whiplash: Em Busca da Perfeição) faz uma homenagem à “Era de Ouro” dos musicais clássicos, revigorando o gênero, mas sem reinventá-lo, promovendo o velho junto do novo. Somos apresentados então a dois aspirantes que lutam por seu lugar ao sol. Um pianista de jazz (Ryan Gosling) e uma atriz (Emma Stone), cheios de sonhos e presos na difícil trajetória para alcança-los. Inclusive, essa trajetória árdua dos dois é, para mim, o aspecto mais identificável do filme porque todos desejemos algo intensamente e queremos fazer tudo para torná-lo realidade. La La Land é um longa inspirador, com músicas que ficam na cabeça por muito tempo. É uma obra não só “para os sonhadores que acreditam no amor”, como “para os apaixonados que acreditam nos sonhos”.

Nathalia Bottino


1. Star Wars: Os Últimos Jedi
(Star Wars: The Last Jedi, 2017)


Como filme mais votado (e lembrado) pelos colaboradores do Cinéfilo em Série, eu diria que o sucesso de Star Wars: Os Últimos Jedi está exatamente em manter a essência da saga, ao mesmo tempo que se propõe a inovar e expandir esse universo. Sem deixar referenciar o passado, principalmente da primeira trilogia, a direção e o roteiro nas mãos de Rian Johnson (Looper: Assassinos do Futuro) tomam rumos mais ousados e emocionantes. O cineasta conseguiu um feito e tanto: desenvolver com competência o arco do quarteto Poe/Rey/Kylo/Finn, ao mesmo tempo que traz mais carga emocional para o lendário Luke Skywalker e exalta a extrema sabedoria da General Leia Organa. O uso de plot twists é recorrente e dá pra dizer que o rumo da saga surpreende a todos. Há cenários deslumbrantes, como o cassino em Canto Bight ou o planeta de sal Crait, além de cenas de ação memoráveis (vide a sequência inicial do filme, a da sala vermelha e os ataques na base rebelde).

Arrisco dizer que o maior acerto de Johnson está em explorar a emoção de seus personagens. Todos crescem quando colocados em situações difíceis. É a fragilidade do Luke, a liderança da Leia, a entrega de Kylo para o lado negro, o aprendizado de Poe, a coragem de Finn e o amadurecimento de Rey. Todos são movidos para seus melhores momentos, sendo possível que os admiremos pelos seus fracassos e acertos. É o primeiro filme que propõe uma aproximação maior com o espectador a respeito de questões morais e humanas, alcançando um novo patamar entre o público e toda a saga Star Wars.

Verônica Martucci

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