Jessica Jones | 2ª Temporada


Depois de muita, MUITA espera, finalmente a segunda temporada de Jessica Jones chegou à Netflix, no último dia 8 de março, coincidindo com o Dia Internacional da Mulher. Uma escolha bem marcada, já que essa é uma das personagens femininas da Marvel com mais destaque no momento. Seu primeiro quadrinho inclusive foi relançado, o que alegrou muita gente, já que as edições antigas estavam bem salgadas. 

Enfim, muita expectativa se criou ao redor dessa continuação, que demorou mais de dois anos para ser lançada, após uma primeira temporada que reuniu um enorme time de fãs da heroína e que entregou uma ótima narrativa e um vilão incrivelmente carismático, e claro, sádico.

Infelizmente, todos os fatores que fizeram de Jessica Jones uma das ótimas séries da parceria Marvel/Netflix parecem estar ausentes nesse segundo ano. Como uma fã que estava esperando ansiosamente a continuidade da história, é difícil admitir, mas estou decepcionada. Que a plataforma de streaming já vem errando com suas narrativas de super-heróis recentes - vide um Punho de Ferro fraquíssimo e um Luke Cage enfadonho - nós já sabemos, mas tendo tido uma primeira temporada tão boa, era de se esperar que Jessica Jones ao menos mantivesse o nível da série, assim como foi com Demolidor, que permanece sendo umas das melhores séries do time de Os Defensores.

Foto: David Giesbrecht / Netflix

Temos aqui uma narrativa sem ritmo, com episódios sonolentos e personagens coadjuvantes com zero carisma. Foi difícil assistir essa temporada, de modo que tive que manter a coragem e o energético do lado para conseguir maratonar tudo. Sei que estou soando cruel, mas com tanto tempo de produção, o que esperávamos era uma série de episódios arrasadores, o que infelizmente não aconteceu.

Focando no surgimento dos poderes de Jessica e na corrida atrás de informações da ICH, suposta responsável pelos experimentos na protagonista, os episódios se desenrolam de maneira lenta e começam a engatar mesmo lá pelo sétimo capítulo. Ou seja, temos seis episódios de quase uma hora  de duração em que tudo acontece de forma arrastada e sem empolgação. A famosa "encheção de linguiça".

Os “vilões” desse novo ano não chegam nem perto de Kilgrave (David Tennant), que apesar de todo o perfil sádico, manipulador, assassino e afins, conseguia ser carismático, o timo de vilão que amamos odiar. Eu confesso que o adorava. Adorava mais ainda as discussões que foram geradas ao redor de relacionamentos abusivos graças ao relacionamento Jessica/Kilgrave. SAUDADES HOMEM PÚRPURA, VOLTA PRA MINHA SÉRIE POR FAVOR! Só um desabafo mesmo.

Foto: David Giebsrecht / Netflix

As tramas paralelas da série em nada acrescentam a narrativa e nem geram qualquer empolgação. Temos uma Trish (Rachel Taylor) chata, irritante, uma verdadeira pé no saco durante toda a temporada, e que promete ser ainda mais insuportável na próxima. A personagem conseguiu superar a minha completa aversão pela Elektra, de Demolidor, que até o momento era a personagem mais irritante do universo Marvel para mim.

Bom, tentando frear meu massacre em relação à série e ser justa, temos a introdução de Oscar (J.R Ramirez), um personagem que me agradou bastante. Além disso, a atuação de Krysten Ritter (Grandes Olhos) continua maravilhosa. Com uma narrativa tão fraca, a atriz acaba sendo o grande atrativo, fazendo com que continuemos a história por causa dela, que merecia mais, muito mais do que recebeu desse fraco roteiro.

Enfim, pra quem estava ansioso para essa segunda temporada como eu, vamos nos abraçar e esperar que os produtores façam uma terceira temporada com menos episódios e um arco narrativo melhor. Isso, claro, se a série for renovada. E por favor Netflix, vê se não deixa cair o nível de Demolidor e Justiceiro, tá?

Foto: David Giesbrecht / Netflix

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