CRÍTICA | Thor

Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz e Don Payne
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Idris Elba, Kat Dennings, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2011


Dirigido pelo ator e cineasta norte-irlandês Kenneth Branagh (Assassinato no Expresso do Oriente), Thor é o quarto filme do universo cinematográfico da Marvel Studios (MCU). Lançado em 2011, o longa-metragem é baseado nas histórias em quadrinhos originalmente criadas em 1962, por Stan Lee, Jack Kirby e Larry Lierbe, que trazem uma releitura das lendas da mitologia nórdica sobre o Deus do Trovão. 

No filme conhecemos Thor Odinson (Chris Hemsworth), o jovem príncipe herdeiro do reino mítico de Asgard. Quando estava prestes a assumir o trono das mãos de seu pai, Odin (Anthony Hopkins), que se preparava para entrar em sono eterno, um antigo inimigo quebra o acordo de paz. Disposto a se vingar, o jovem príncipe desobedece as ordens do Rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. 

Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e o expulsa para Midgard – como a Terra é chamada pelos asgardianos. Lá, Thor acaba conhecendo a cientista Jane Foster (Natalie Portman) e precisa recuperar seu martelo, enquanto seu irmão Loki (Tom Hiddleston) organiza um plano maligno para assumir o poder. Paralelamente a isso, amigos do Deus do Trovão fazem a mesma viagem para buscar o amigo e impedir que isso aconteça. Só que eles não vieram sozinhos, e o inimigo está presente para uma batalha que está apenas começando.

Foto: Marvel Studios

Elaborado inicialmente em 1991 pelo diretor Sam Raimi (Homem-Aranha), o projeto ficou parado por um longo tempo, saindo do papel quase 20 anos depois. Thor tornou-se um desafio arriscado, tanto para a Marvel Studios, que iniciava seu universo; quanto para o próprio Kenneth Branagh, reverenciado pela adaptação e direção de obras clássicas da literatura, como Hamlet (1996) e Frankenstein de Mary Shelley (1994), ou seja, nunca havia conduzido um longa baseado em quadrinhos.

Com roteiro desenvolvido por Ashley Edward Miller, Zach Stentz e Don Payne, a obra desenvolve um ritmo ágil, unindo ação, humor e tensão na maioria de suas cenas. Diferente das obras anteriores - Homem de Ferro e O Incrível Hulk -, cujo foco primordial estava nos protagonistas, aqui há maior espaço para o desenvolvimento de personagens secundários, que têm a possibilidade de crescerem e mostrarem sua verdadeira faceta. Nesse ponto, Tom Hiddleston (Kong: A Ilha da Caveira) se destaca no papel de Loki. O ator consegue transportar para a tela, de forma complexa e dura, toda a controvérsia, humor negro e maldade que o Deus da Trapaça tem dentro de si ao descobrir sobre seu verdadeiro passado.. 

Dessas situações, os roteiristas conseguem explorar conflitos familiares existentes entre Odin, Thor e Loki, abrindo espaço para expor as características boas e ruins que cada personagem possui. Afinal, toda família tem seus problemas, seja ela formada por deuses nórdicos ou não.

Foto: Marvel Studios

Chris Hermsworth (Rush: No Limite da Emoção), com todo o seu charme e carisma, consegue desenvolver de forma grandiosa a dura jornada que o príncipe herdeiro tem que passar para se mostrar digno de ser Rei de Asgard. Natalie Portman (Cisne Negro), por sua vez, vive Jane Foster de forma adorável, ela que havia recentemente vencido o Oscar de melhor atriz.

Por fim, é seguro afirmar que com efeitos especiais competentes, uma boa trilha sonora e uma bela direção de fotografia, Thor estabelece com eficiência esse mundo fantástico que seria tão importante para o universo cinematográfico da Marvel Studios. Sem ele não haveria a oportunidade de trazer para as telas obras como Guardiões da Galáxia, por exemplo, que mais tarde acabaria por influenciar o próprio universo do Deus do Travão.

Bom

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