5 Filmes Com Curta Duração


Sabemos que, em meio a rotina do dia a dia, é difícil encontrar tempo para conseguir assistir todos os filmes que gostaríamos. A grande maioria dos longas possuem uma duração de tela, em média, de 2 horas, o que pode ser uma barreira pra quem está na correria da semana. A saída para muitos é a aposta em filmes de curta duração, com 1 hora e 30 minutos em média ou até menos. Tendo isso em mente, hoje indicarei 5 bons filmes com essa característica. Obras de diferentes gêneros e, talvez, até desconhecidos para algumas gerações, explorando as vertentes do cinema.


Krisha (idem, 2015)


Com 1 hora e 23 minutos de duração, Krisha é dirigido por Trey Edward Shults (Ao Cair da Noite). A narrativa explora a vida da personagem título, Krisha (Krisha Fairchild), uma mulher que volta para a sua família no dia de ação de graças, após passar um bom tempo em reabilitação. O retorno poderia ser positivo, entretanto, os fantasmas do passado assombram sua vida. Trata-se de um longa bastante recomendado pra quem gosta de dramas que exploram a família e como ela pode direcionar as pessoas que estão a sua volta. O filme pode ser encontrado no catálogo da Netflix.


A Canção do Oceano (Song of the Sea, 2014)


Indicado ao Oscar de melhor animação em 2015, A Canção do Oceano, de Tomm Moore (Uma Viagem ao Mundo das Fábulas), possui 1 hora e 33 minutos e é uma obra espetacular. Todos os traços e personagens são bem elaborados, trazendo suavidade na contemplação da história. Ben (David Rawle) é irmão da pequenina Saoirse (Lucy O'Connell), uma garotinha que descobre que é a última das “selkie”, uma linhagem que possui em sua história a habilidade de se transformar em focas. Depois de certos acontecimentos, os dois vão morar juntos com a sua avó, e logo após fugirem de lá, se encontram em uma aventura pelo oceano para poder, em meio a sua canção, liberar todas as fadas que estão presas no mundo contemporâneo.

Pela sinopse e pela imagem pode até parecer se tratar de uma animação infantil, ou mesmo um conto de ninar, mas é completamente o oposto disso. Trata-se de um ótimo filme pra se assistir em família, no entanto, ou mesmo só. Uma boa pedida para quem procura uma narrativa simples e inteligente.


Rashomon (Rashômon, 1950)


Dirigido pelo renomado Akira Kurosawa (Os Sete Samurais), Rashomon é, acima de tudo, um filme hipnotizante. Sabe quando você é criança e pede aos seus pais pra contar uma história, não conseguindo parar de prestar atenção ou mesmo de continuar pensando em tudo o que ouviu? Penso que esse filme resume bem essa sensação, com 1 hora e 28 minutos de duração.

Um bandido, em meio as montanhas japonesas de Rashomon, avista um casal. Obcecado pela mulher, parte em disparada na tentativa de possuí-la e, no embate, o marido morre. Pode parecer simples, mas não é. A história é contada através dos pontos de vistas da mulher e do bandido, que, em meio ao julgamento, contam versões totalmente distintas uma da outra do que aconteceu nas montanhas. O roteiro é bem desenvolvido, focando na história de cada um deles, detalhadas da melhor maneira possível. O mais perfeito é a composição cinematográfica de Kurosawa, com ângulos de câmera que te deixam boquiabertos. Além de uma história bem contada, Rashomon é um filme que reflete a humanidade em seu egoísmo e a tentativa de nutrir esperança pelo próximo.


A Mosca (The Fly, 1986)



Jeff Goldblum (Thor: Ragnarok) é Seth Brundle, um excêntrico cientista que descobre uma maneira de teletransporte, auxiliado por duas máquinas. Ele conhece a jornalista Veronica Quaife (Geena Davis), a qual aceita documentar todo o processo de experimentos. No início, Seth só consegue realizar o procedimento com materiais, não com seres vivos. Após análises, se coloca como objeto de experimento e faz o procedimento em si mesmo. Entretanto, sem que ele perceba, uma mosca entra dentro da máquina no momento da experiência, fazendo a fusão do DNA de ambos.

Com 1 hora e 36 minutos de duração e vencedor do Oscar de melhor maquiagem, A Mosca, de David Cronenberg (Senhores do Crime), propaga uma mudança na caracterização do ator principal de maneira ímpar, relacionando os sentimentos e também as diferenças entre seres distintos, em todos os sentidos. A dramatização em torno da obra é forte, nos entregando um dos finais mais dolorosos que já presenciei no cinema. 


12 Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957)


12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet (Um Dia de Cão), é um filme que dispensa apresentações, um dos meus favoritos e com toda certeza, um dos melhores da história do cinema.

A trama se passa quando um júri, composto por 12 homens, entram em uma sala para discutir sobre a acusação feita a um jovem que teria matado o pai. O mais impressionante da obra é que ela possui apenas um cenário, que é a sala de debate. E você pode me perguntar: um filme onde a história é voltada apenas pra pessoas conversando em uma sala é tão perfeito assim? Sim, sem dúvida alguma.

Com 1 hora e 36 minutos de duração, 12 Homens e uma sentença foi indicado a 3 estatuetas do Oscar. Além de tudo, o filme ainda é protagonizado pelo lendário Henry Fonda (Era Uma Vez no Oeste). Perfeito pra quem gosta de uma narrativa rica e extremamente bem eleaborada.

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