CRÍTICA | Doze Homens e Outro Segredo

Direção: Steven Soderberbergh
Roteiro: George Nolfi
Elenco: George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Vincent Cassel, Catherine Zeta-Jones, Julia Roberts, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2004


Se perguntassem para qualquer pessoa, lá em 2001, quando a refilmagem de Onze Homens e um Segredo (Ocean's Eleven) foi lançada, se haveria a possibilidade de sequencia, muitos duvidariam. No entanto, o sucesso de crítica e público garantiram a sequência, Doze Homens e Outro Segredo (Ocean's Twelve), com o retorno de todos os envolvidos.

Três anos se passaram desde o golpe na rede de cassinos Bellagio. Os integrantes do grupo viviam suas vidas tranquilamente, quando Terry Benedict (Andy Garcia) descobre a identidade de todos e decide acertar contas. O magnata localiza cada um deles, obrigando a devolverem o valor que arrecadaram no golpe, mais juros, em até 15 dias.

Eis que a única forma encontrada pelo grupo para sanar a "dívida" é realizar um novo assalto. No entanto, entendendo que estão sob alta suspeita em solo norte-americano, Danny (George Clooney) e Rusty (Brad Pitt) reúnem a equipe e viajam para a Europa, na expectativa de roubar o cofre de colecionar milionário, que criou uma fortaleza em sua própria residência. Eles só não contavam que alguém roubaria o cofre antes deles.

François Toulour (Vincent Cassel), o Raposa Noturna, é um ladrão astuto e inteligente, que aprendeu suas técnicas com o maior ladrão da história, Gaspar LeMarque (Albert Finney). Em meio a esse impasse, Toulour propõe a Danny um desafio: se o time do segundo conseguir roubar o ovo da Coroação da Fabergé, um artigo considerado o suprassumo da ourivesaria, o primeiro quitará a divida do grupo com Benedict.

Foto: Warner Bros Pictures

O filme, a princípio, segue os mesmos rumos do anterior em quase todos os aspectos, no entanto, logo percebemos que, desta vez, a sorte não estará tão a favor dos nossos queridos bandidos. Toulour se mostra uma espécie de "agente duplo", fazendo com que a trama pareça um grande jogo de ladrão contra ladrão, onde quem enganar melhor o outro vence.

Nesse ponto, o roteiro é eficiente em prender a atenção do espectador, mesmo utilizando de um ritmo menos acelerado. O lado negativo vem com o ponto de virada, que só acontece nos 20 minutos finais de filme, passando uma sensação de aleatoriedade e ideia mal trabalhada, uma sensação totalmente oposta a obra anterior.

A direção de arte é show a parte. Como a trama se passa na Europa, as locações são belíssimas, assim como os cenários internos. Vale destacar a mansão de Toulour, um local que respira história por trás de cada escultura, pintura, detalhe, enfim. O mesmo vale para o museu onde o ovo Fabergé é exposto, com uma arquitetura repleta de tons dourados e riquíssima em detalhes.

As atuações seguem repletas de carisma. Vincent Cassel (O Filme da Minha Vida) rouba toda a cena em que está presente, já que o ladrão francês possui um charme sedutor e envolvente. E ainda que George Clooney (Os Descendentes) continue sento o protagonista, Brad Pitt (Bastardos Inglórios) acaba o ofuscando, já que possui um arco dramático mais repleto de nuances dessa vez.

Foto: Warner Bros Pictures

Julia Roberts (Álbum de Família), por sua vez, ainda que tenha uma participação menor dessa vez, é a responsável pelas melhores cenas cômicas do filme, em especial o momento em que precisa passar por ela mesma. Outra adição ao elenco é Catherine Zeta-Jones (O Terminal) como Isabel Lahiri, uma investigadora implacável que quer acabar com os planos do nosso grupo, custe o que custar.

Doze Homens e Outro Segredo é um bom filme, mas que não entrega nada de novo ao espectador. Apenas mais do mesmo, divertido e envolvente, ainda que seja a típica sequência que não teria necessidade de existir.

Bom

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