CRÍTICA | Jurassic Park: Parque dos Dinossauros

Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Michael Crichton e David Koepp
Elenco: Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, Richard Attenborough, entre outros
Origem: EUA
Ano: 1993


Produzido e dirigido pelo premiado Steven Spielberg (A Lista de Schindler), Jurassic Park: Parque dos Dinossauros, de 1993, é baseado no livro homônimo do autor norte-americano Michael Crichtone, e hoje é considerado um clássico da ficção-científica da sétima arte, completando 25 anos de seu lançamento em 2018.

Centrado na fictícia Ilha Nublar, nas proximidades da Costa Rica, o milionário e filantropo John Hammond (Richard Attenborough) idealiza parque com dinossauros geneticamente recriados. Depois que um tratador é atacado por um Tiranossauro Rex, Hammond é intimado a convidar alguns especialistas para uma inspeção do local, em uma espécie de visita inaugural. Para isso ele convoca o paleontólogo Alan Grant (Sam Neill), a paleobotânica Ellie Sattler (Laura Dern) e o doutor Ian Malcolm (Jeff Goldblum), que também acompanham os netos do milionário (Joseph Mazzello e Ariana Richards). No entanto, quando uma pane de energia faz com que todas as criaturas fiquem livres no parque, a situação muda bruscamente de cenário.

Através de um roteiro ágil e cativante, o longa é permeado de ação e consegue estabelecer um clima de tensão e terror semelhante a Tubarão (Jaws, 1975), do próprio Spielberg, onde a sensação de caça e caçador é constante. Ao mesmo tempo as atuações trazem um brilho extra ao filme, principalmente através da interação entre o Dr. Grant e os netos do dono do parque, em que temos um breve aprendizado sobre o fascinante mundo daquelas criaturas, enquanto evitam serem devorados pelos predadores à solta.

Foto: Universal Pictures

Um fator curioso causado por Jurassic Park foi o "boom" gerado nos estudos e no interesse pela paleontologia, muito em função de sua abordagem simples e didática em relação ao tema. De lagartos chatos e lentos, os dinossauros passaram a ser o objeto de estudo mais legal daquele momento, criando uma chamada ‘Era de Ouro’ dessa área. Novos interessados pelo tema surgiram e consequentemente novos fósseis foram descobertos através dos avanços na área da genética.

Para criar todas aquelas maravilhosas criaturas, Spielberg buscou inspiração no King Kong de 1933, que fora pioneiro no uso de animação e efeitos especiais ao primata mais famoso da sétima arte. O resultado foi a redefinição da industria no que diz respeito a utilização de efeitos digitais e práticos.

O diretor contratou a famosa dupla Stan Winston e Phil Trett, que trabalharam em conjunto com uma equipe formada por mais de 100 profissionais. Foram utilizados animais animatrônicos e o que havia de mais recente no campo da computação gráfica para construir os dinossauros e fazer com que interagissem com os atores de forma crível, como na icônica cena do T-Rex na chuva, perseguindo nossos heróis.

O longa ainda possui a inesquecível trilha sonora John Williams (Star Wars), que venceu o Oscar da categoria naquele ano. O filme ainda venceu mais 2 estatuetas: de melhores efeitos visuais e melhor mixagem de som.

Foto: Universal Pictures


Com um orçamento de aproximadamente 65 milhões de dólares, Jurassic Park: Parque dos Dinossauros gerou uma bilheteria de mais de 1 bilhão de dólares, sendo por alguns anos a maior arrecadação da história do cinema, sendo superado pelo Titanic. de James Cameron, em 1998.

Excelente

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