CRÍTICA | Annabelle

Direção: John R. Leonetti
Roteiro: Gary Dauberman
Elenco: Annabelle Wallis, Ward Horton, Tony Amendola, Alfre Woodard, entre outros
Origem: EUA
Ano: 2014


Brinquedos amaldiçoados. Essas coisinhas, a principio, insignificantes, logo se mostram verdadeiras máquinas de matar. Vários brinquedos foram responsáveis por essa "fama" dentro do gênero, e eu me lembro de um em particular que me dava um frio na espinha quando era mais novo. Porém, creio que o meus temores nem se comparam as maldições nem se compara a maldição de Annabelle.

Com o claro intuito de expandir a franquia, a obra relembra a cena inicial do primeiro Invocação do Mal, quando a boneca Annabelle é citada pela primeira vez. Logo, somos transportados para o passado, seis meses antes daqueles acontecimentos.

O ano é 1967 e o casal John (Ward Horton) e Mia (Annabelle Wallis) Form estão esperando um bebê, na cidade de Santa Monica, na Califórnia. O homem presenteia a esposa com uma boneca antiga de presente, no entanto, naquela mesma madrugada, seus vizinhos da casa ao lado são brutalmente assassinados. Mia acaba chamando a polícia, mas logo o casal é atacado pelos assassinos, que invadem sua casa. A policia chega e atira nos maníacos, que já haviam esfaqueado Mia. Uma das assassinas comete suicídio, cortando a garganta e segurando a tal boneca.

Pouco tempo depois, coisas estranhas começam a atormentar a vida dos Form e o casal decide se mudar para Pasadena. Mas, durante a mudança, eles encontram a boneca novamente e eventos paranormais voltam a assombrar suas vidas

Foto: Warner Bros Pictures

O roteiro se preocupa em desenvolver uma nova origem ao mito da boneca, porém, por mais que soe interessante, a premissa soa forçada e um tanto premeditada, parecendo apenas uma solução barata para trazer uma conexão com os demais filmes.

Ainda que a tensão seja constante, o suspense não é tão bem construído e os sustos acabam soando óbvios demais, sem qualquer elemento surpresa: sons vindos do nada, rangidos estridentes, vozes do além. A única coisa que parece funcionar são os breves momentos em que vemos um demônio preto de relance. Sempre escondido nas sombras, as cenas em que a figura aparece são bem orquestradas e incômodas ao espectador. Algo essencial aqui.

O design de produção também é competente ao retratar a década de 60 com exatidão. O exagero fica por conta do design da própria boneca, que possui um visual excessivamente macabro, tornando tudo a sua volta meio inverossímil, afinal, quem presentaria a esposa com uma boneca dessa?

As atuações não merecem grande destaque, mas os protagonistas cumprem com suas funções. Annabelle Wallis (A Múmia) vive uma dona de casa devotada, que faz das tripas coração para impedir que a entidade entre em sua família. Ward Horton (Alto), por sua vez, é o pai de família devotado à proteção de suas meninas. Já Tony Amendola (O Atirador) é o padre, até então cético quanto as situações pelas quais os Form passam, mas acaba reconhecendo o mal que assola a família.

Foto: Warner Bros Pictures

Annabelle definitivamente não é um grande exemplar dos filmes de terror, especialmente pela falta do fator surpresa e clara necessidade de conectar sua história com os outros capítulos da franquia. Poderia ter terminado assim, mas o sucesso de bilheteria garantiria a inevitável sequência.

Regular

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