CRÍTICA | O Predador


Direção: Shane Black
Roteiro: Shane Black e Fred Dekker
Elenco: Boyd Holbrook, Olivia Munn, Sterling K. Brown, Jacob Tremblay, Trevante Rhodes, Keegan-Michael Kay, entre outros
Origem: EUA / Canadá
Ano: 2018

Atenção! Essa crítica contém spoilers.

O Predador (Predator), de John McTiernan (Duro de Matar), lançado em 1987, mostrou a que veio na época, tanto que rendeu uma continuação direta, Predador 2: A Caçada Continua (Predator 2), em 1990, mas dessa vez sem o astro Arnold Schwarzenegger (O Exterminador do Futuro). Sem contar os derivados Alien vs. Predador 1 e 2, em 2004 e 2007, baseados em histórias em quadrinhos, a saga dava sinais de que já havia cumprido seu papel cinematográfico, até que em 2010 tivemos uma espécie de reboot com o lançamento de Predadores (Predators), que careceu de bons personagens e uma melhor direção para o sucesso da produção.

Eis que em 2018, 31 anos após o longa original, temos o lançamento do novo O Predador (The Predator), dessa vez dirigido e roteirizado por Shane Black (Dois Caras Legais), ele que havia feito parte do elenco do filme de 1987.

Foto: Fox Film do Brasil

A narrativa apresenta os alienígenas mais letais do universo retornando à Terra mais fortes e evoluídos geneticamente após o garoto Rory McKenna (Jacob Tremblay) acionar acidentalmente um dispositivo de um predador, disparando um alerta e promovendo uma invasão sem precedentes. Isso faz um grupo de soldados em recuperação, Quin McKenna (Boyd Holbrook), Coyle (Keegan-Michael Key) e Gaylord Nebraska Willians (Trevante Rhodes), além de uma bióloga, Casey Brackett (Olivia Munn) juntarem forças para acabar com os alienígenas antes que os alienígenas acabem com eles.

Logo de início o espectador se depara com muita ação e cenas gore, repletas de sangue, dando o tom da obra. Há a apresentação de três "espécies" de criaturas, entre eles uma que ainda não fora antes vista, com três metros e meio de altura, e uma aparência assustadora. Além disso, o longa se preocupa em espalhar alguns easter eggs, como as lanças utilizadas pelos "monstros" nos dois primeiros filmes da franquia, além de imagens que a doutora Brackett encontra ao longo da trama.

Fica evidente que o longa não se trata de um reboot, mas uma continuação dos eventos passados em 1987 e 1990, com destaque ainda para a presença de Keys, personagem vivido por Jake Busey, uma referência clara ao personagem vivido por seu pai, Gary Busey (Caçadores de Emoção), no segundo filme.

Não se prendendo apenas aos longas originais, a obra traz novidades como a presença de cães alienígenas e o embate entre predadores na terra, algo que desperta a curiosidade do espectador e dos personagens em tela.

Foto: Fox Film do Brasil

Os dois primeiros atos da narrativa apresentam um ritmo fluido, com situações de perigo que fazem o público comprar a briga e torcer pelo êxito dos combatentes, muito em função da competência do elenco envolvido. Jacob Tremblay (O Quarto de Jack) vive o filho soldado McKenna, garoto dotado de uma inteligência sem tamanho, capaz de memorizar números e decifrar segredos dos mais diversos tipos, razão pela qual ele é um dos principais alvos dos alienígenas. Boyd Holbrook (Narcos), por sua vez, dá vida ao típico soldado sedento por luta e vingança, numa atuação vibrante e que faz mover a trama. Já Olivia Munn (Livrai-nos do Mal), cuja personagem é alvo de piadas e de gracejos dos demais combatentes, não tem um desenvolvimento satisfatório, desaparecendo repentinamente da trama.

Se você espera um filme cheio de ação, violento e com comédia sem exageros, O Predador apresenta tudo isso, apresentando possibilidade de nova vida à franquia. Senti falta apenas do retorno de Arnold Schwarzenegger, que não aparece nem sequer em uma ponta. Poderia acontecer, não é mesmo? Nem que fosse em uma cena pós-crédito (que não existe aqui, é bom dizer). Mas quem sabe num próximo filme?

Bom

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